Maranhão na contramão da maré de desemprego no país

Apesar da queda contínua da taxa de desemprego ao longo do ano passado o Brasil encerrou 2017 com 12,3 milhões de trabalhadores em busca de trabalho. A taxa de desocupação no trimestre encerrado em dezembro foi de 11,8%, uma queda na comparação com os três meses imediatamente anteriores, encerrados em setembro, 12,4%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Mensal, do IBGE, divulgada hoje (31).

Os dados no Maranhão são exatamente o contrário do que vem sendo registrado no país. O número de empregos aumentou, o Maranhão foi o segundo Estado que mais criou empregos com carteira assinada em 2017 no Nordeste. O levantamento foi feito pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Sobre os números mostrados no levantamento, a soma de contratações e desligamentos, no Nordeste foram perdidas 14.424 vagas no ano passado. Já o Maranhão criou 1.221 novos postos formais. Na comparação com o Brasil, o Maranhão também ganhou destaque já que o país fechou 20.832 postos em 2017.

O IBGE apontou que o rendimento médio dos trabalhadores foi estimado em 2.141 mil reais ao fim de 2017, alta de 2,4% em relação a 2016. O crescimento, no entanto, não foi sequer suficiente para compensar a baixa inflação apurada no ano passado, de 2,95%. Na comparação com 2012, foi registrado aumento de 4,4%. Em relação a 2014, o quadro foi de estabilidade.

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