Deputado Marco Aurélio defende decreto de Flávio Dino que garante Escola Sem Censura

O deputado estadual Professor Marco Aurélio (PCdoB) defendeu o decreto assinado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) que assegura Escolas com Liberdade e Sem Censura.

Em debate com o deputado Adriano Sarney (PV), na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (13), Marco Aurélio destacou a coragem do governador Flávio Dino em editar o decreto em meio a movimentos, capitaneados pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que tenta impor modelo autoritário nas escolas do país.

“Quem fala em tirar a liberdade do aluno ou do professor ou nunca foi educador ou tem intenções autoritárias. Um professor não é um mero reprodutor de conhecimentos, ele tem que ter a liberdade para compartilhar os seus saberes, para formar no cidadão a criticidade e dar-lhe a liberdade de pensar”, destacou o deputado, que é educador por profissão.

Adriano Sarney criticou a medida adotada pelo governador em criar a Escola sem Partido, resumindo a questão a uma disputa ideológica e defendeu que os alunos utilizem os celulares como forma de denunciar professores.

Marco Aurélio criticou o neto de Sarney e disse ter história relacionada à sala de aula que o credenciou a ocupar mandato parlamentar. “A educação me trouxe até aqui, não foi o patrimonialismo, não foi as arrumações políticas que me trouxeram até essa casa, eu sou professor”, disse Marco, continuando: “o deputado Adriano Sarney coloca que a esquerda está acabada, acabada está o seu grupo, deputado. E foi essa esquerda, com o governador Flávio Dino, que limpou seu grupo de vez”.

Telensino

Marco Aurélio lembrou que o presidente eleito, Bolsonaro, além da escola sem partido, pretende por em vigor o Telensino na rede pública, experiência já usada no Maranhão no governo Roseana Sarney. Segundo o deputado do PCdoB, durante a gestão da tia do deputado Adriano Sarney a qualidade do ensino caiu, evidenciando o fracasso desse método.

“Me impressiona o deputado Adriano Sarney, que nunca foi a uma sala de aula de uma escola pública para aprender lá, a vida toda foi buscado em carros de luxo para ser levado por chofer para ir à escola, às escolas mais caras de São Luís, de Brasília e até do mundo, nunca foi numa escola pública, qual a experiência que ele tem da sala de aula real, do desafio do professor?”, questionou o deputado Marco Aurélio lembrando do Telecurso: “Era a tia dele a governadora e era errado a postura do Telensino. Enquanto os alunos recebiam a formação pela ‘tele-escola’, num vídeo cassete, nas aulas da Globo, do telecurso, ou sei lá, ele estava estudando nas escolas mais caras. Os alunos só na telinha, e ele com as maiores tecnologias e todas as oportunidades”.

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