Os 100 dias de Bolsonaro, promessas cumpridas, falta de articulação política e alta desaprovação

O governo Bolsonaro completa, nesta quarta-feira (10), cem dias de gestão marcados por promessas cumpridas, polêmicas e pela falta de uma boa articulação política com deputados e legendas, o que pode ser crucial para aprovação de dois importantes projetos que são promessas de campanha: Reforma da Previdência e Projeto Anti-crime. O envio dos dois projetos ao Congresso garantiu o cumprimento de promessas, ponto positivo para o governo, mas não pára por aqui.

Os pontos negativos são maioria. Um deles é a mudança de comando de duas pastas relevantes: Educação e Comunicação. No MEC, Ricardo Vélez foi substituído pelo economista Abraham Weintraub, por falta de gestão, como afirmou o próprio presidente; e na Comunicação, saiu Floriano Amorim e entrou o empresário Fabio Wajngarten. Na prática, são ajustes para arrumar a casa e as mudanças devem continuar nos próximos dias, com renovação na Esplanada dos Ministérios e troca na equipe de articulação parlamentar.

Tudo isso para melhorar as relações, tornar, principalmente a comunicação harmoniosa com o congresso e assim mudar a opinião daqueles que elegeram o novo governo. A gestão Bolsonaro ostenta uma alta desaprovação entre a população brasileira, com 30% dos entrevistados reprovando o governo e avaliando gestão como a pior entre os presidentes de 1º mandato deste 1990.

Mas a expectativa é que o cenário ainda possa mudar, a articulação política tem quês melhorar e os ministérios precisam mostrar trabalho.

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