Ricardo Murad será encaminhado para Penitenciária de Pedrinhas

A Polícia Federal segue com a investigação sigilosa das Operações Peixe de Tobias e Abscondito II, que foram deflagradas na manhã desta quinta-feira (17) no Maranhão, Goiás, Tocantins, Pará e em Brasília. Foram cumpridos 30 mandados judiciais nas duas operações, que aprendeu 13 milhões de dólares e uma arma. Todos os presos, inclusive os de outros estados, vão ser encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Uma das prisões foi a do ex-secretário de Saúde do Maranhão Ricardo Murad. Equipes da Polícia Federal foram até a casa de Murad para cumprir mandado de prisão, mas ele não foi encontrado. Enquanto ocorria a operação em sua residência, o ex-secretário se apresentou na sede da superintendência da PF no Maranhão, onde foi cumprido o mandado de prisão temporária. Murad prestou depoimento e será encaminhado para o Complexo de Pedrinhas, onde permanecerá por cinco dias, para cumprimento da prisão temporária.

Como parte da Operação Peixe de Tobias, um desdobramento da Operação Sermão aos Peixes, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão temporária, são eles: Em São Luís (MA), 1 prisão temporária e 2 de busca e apreensão; Em Imperatriz (MA), 6 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária; Em Palmas (TO), 1 mandado de busca e apreensão e 1 de prisão temporária; Em Paraubebas (PA), 1 de busca e apreensão e 1 de prisão temporária; Em Goiânia (GO), 1 de busca e apreensão e 1 de prisão temporária.

Na Operação Abscondito II, que trata de vazamento de informações em investigações de desvio de recursos da Saúde, foram cumpridos os seguintes mandados: Em Goiânia (GO), 1 mandado de busca e apreensão e 1 de prisão preventiva; No Distrito  Federal, foram 2 de busca e apreensão, sendo que um deles foi em um escritório de advocacia; Em São Luís (MA), foram 4 mandados de busca e apreensão; Em Imperatriz (MA), foram 2 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão preventiva. 

Polícia Federal faz operação na casa de Ricardo Murad

A polícia federal realiza na manhã desta quinta-feira (18) uma ação na residência do ex-secretário e ex-deputado estadual, Ricardo Murad.

Pelo menos quatro viaturas da PF e vários policiais estão no local. 60 homens da PF atuam na ação que cumpre mandatos de busca e apreensão e de prisão em duas cidades do Maranhão, além de cidades do Pará, Tocantins, Goiás e em Brasília.

Murad é investigado pela Operação Sermão aos Peixes desde 2015 por suposto desvio de recursos na ordem de R$ 1,2 bi da Secretaria de Saúde do Maranhão quando era o gestor da pasta.

INFORMAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL

Duas operações simultânea, duas fases da Operação Sermão aos Peixes.

Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão; oito mandados de prisão temporária e um mandado de prisão preventiva.Além disso, foi determinado o bloqueio judicial e sequestro de bens num valor total que supera a cifra de R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais).

As diligências estão sendo realizadas em seis cidades: São Luís/MA, Imperatriz/MA, Parauapebas/PA, Palmas/TO, Brasília/DF e Goiânia/GO.

na operação Abscondito II, a PF avança na investigação sobre o vazamento da primeira fase da Operação Sermão aos Peixes. A Polícia Federal reuniu elementos de prova de que os membros da organização criminosa conseguiram cooptar servidores públicos para a obtenção de informações privilegiadas da investigação.

De posse de tais informações, houve a destruição e ocultação de provas.

Além disso, violando medidas cautelares impostas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um dos investigados teria dilapidado seu patrimônio e transferido seus bens para terceiros visando impedir que fosse decretada a perda de tais bens.
As pessoas investigadas poderão responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros que possam ainda ser apurados.

Após os procedimentos legais, os presos serão encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição da justiça federal.

*Os nomes escolhidos para estas fases são uma referência a trechos do Sermão do Padre Antônio Vieira (1654), que ficou conhecido como o “Sermão aos Peixes”, no qual o Padre utiliza vários peixes como símbolos dos vícios e corrupção da sociedade. O fel do Peixe de Tobias, apesar de amargo, teria a capacidade de curar a cegueira dos ouvintes.

No contexto da investigação, o Peixe de Tobias busca revelar (trazer luz sobre) parte da trama delitiva que envolveu o desvio de recursos públicos.

Já o nome Abscondito II, continuidade da Operação Abscondito, deflagrada em outubro de 2016, remonta a um trecho do Sermão segundo o qual alguns peixes, quanto maiores, mais se escondem. Trata-se de uma referência aos atos de ocultação de provas e de patrimônio a partir da tentativa de dissimulação e ocultação dos bens

Polícia federal deflagra Operação Patranha e cumpre mandato em casa de ex-prefeita

A Políicia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (25) a Operação Patranha que investiga práticas de crimes licitatórios na cidade de Açailândia, região Tocantina.

Foram cumpridos cinco mandatos de busca e apreensão e um mandato de constatação nas cidades de Açailândia, Imperatriz, Lago do Junco e São Luís.

Ninguém foi preso. Foi cumprido mandato em um dos imóveis da ex-prefeita da cidade de Açailândia, Gleide Santos, onde a PF precisou arrombar a porta da frente para ter acesso ao local.

Nota na íntegra da Polícia Federal

Polícia Federal deflagra na manhã desta terça-feira (25/09) a OPERAÇÃO PATRANHA, com a finalidade de dar cumprimento a 05 (cinco) mandados de busca e apreensão e 01 (um) Mandado de Constatação, requisitados pelo Ministério Público Federal, no bojo de Ação Penal .

Trata-se de ação penal que apura práticas de crimes licitatórios na Prefeitura de Açailândia, durante a gestão de 2013/2015.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, sendo 02 em Açailândia, 01 em Imperatriz, 01 em Lago do Junco e 01 em São Luís.

Maranhão está entre os estados que vai ter mudança na superintendência da Polícia Federal

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, deverá trocar ao menos 12 dos 27 superintendes regionais do órgão e manter à frente das investigações em andamento nos estados outros 9 da gestão anterior.

Os superintendentes de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia, Ceará, Roraima, Amazonas, Rio Grande do Sul e Goiás são aqueles que serão provavelmente mantidos nos cargos pela nova gestão – nomes como o de Disney Rossetti (SP), Jairo Souza da Silva (RJ) e Élzio Vicente da Silva (DF).

As trocas devem ocorrer em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão e Acre.

Pernambuco e Paraíba, contudo, já foram oficializados: Cairo Costa Duarte, antigo número 2 no Distrito Federal, assume Pernambuco. E o delegado André Vieira Andrade, que já atuou em Goiás e no Pará, comandará Paraíba.

Dois nomes com atuação importante na Lava Jato devem assumir superintendências. A delegada Érika Mialik Marena, que liderou o grupo em Curitiba, vai assumir Sergipe. E o delegado Luciano Flores, que interrogou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve assumir no Mato Grosso do Sul.

O diretor de combate ao crime organizado, Maurício Valeixo, importante quadro da gestão do antecessor Leandro Daiello, será oficializado no Paraná, estado responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância.

Com as mudanças, a PF deverá ter 7 das 27 superintendências chefiadas por mulheres, o maior número na história da PF – uma delas será mantida da gestão anterior: Rosilene Santiago, em Roraima, e ainda está indefinida a troca em outros seis estados do país. Todos os novos comandantes regionais deverão ser oficializados no cargo neste mês de dezembro.

Polícia Federal investiga esquema fraudulento no Maranhão

A Justiça Federal decretou o bloqueio de R$ 18 milhões de investigados da Operação Pegadores, quinta fase da Operação Sermão aos Peixes, deflagrada (16), para investigar desvios de recursos públicos federais por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, na execução de contratos de gestão e termos de parceria firmados pelo governo do Maranhão com entidades do terceiro setor.

A 1.ª Vara Criminal da Justiça Federal do Maranhão autorizou cumprimento de 45 mandados, dos quais 17 de prisão temporária e 28 de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos nas cidades de São Luís, Imperatriz e Amarante, e também em Teresina.

A Secretaria de Saúde do Estadual emitiu nota:

1. Os fatos têm origem no modelo anterior de prestação de serviços de saúde, todo baseado na contratação de entidades privadas, com natureza jurídica de Organizações Sociais, vigente desde governos passados.

2. Desde o início da atual gestão, tem sido adotadas medidas corretivas em relação a esse modelo. Citamos:

a) instalação da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), ente público que atualmente gerencia o maior número de unidades de saúde, reduzindo a participação de Organizações Sociais.
b) determinação e realização de processos seletivos públicos para contratação de empregados por parte das Organizações Sociais.
c) aprovação de lei com quadro efetivo da EMSERH, visando à realização de concurso público.
d) organização de quadro de auditores em Saúde, com processo seletivo público em andamento, visando aprimorar controles preventivos.

3. Desconhecemos a existência de pessoas contratadas por Organizações Sociais que não trabalhavam em hospitais e somos totalmente contrários a essa prática, caso realmente existente.

4. Todos os demais fatos, supostamente ocorridos no âmbito das entidades privadas classificadas como Organizações Sociais, e que agora chegam ao nosso conhecimento, serão apurados administrativamente com medidas judiciais e extra judiciais cabíveis aos que deram prejuízo ao erário.

5. A SES não contratou empresa médica que teria sido sorveteria. Tal contratação, se existente, ocorreu no âmbito de entidade privada.

6. Apenas um servidor, citado no processo, está atualmente no quadro da Secretaria e será exonerado imediatamente. Todos os demais já haviam sido exonerados.

7. A atual gestão da Secretaria de Estado da Saúde está totalmente à disposição para ajudar no total esclarecimento dos fatos.