Final melancólico do governo Temer só se iguala ao de Sarney

O Brasil parou esta semana com o novo aumento da gasolina promovido pelo governo Temer. Estradas, entrega de alimentos e até aeroportos.

O ápice da crise que vive o Brasil é difícil de encontrar parâmetro na história. Quem viveu, no entanto, dos anos 1980, vai lembrar de cenário parecido.

No final do governo Sarney, faltava carne nas pratilheiras de supermercado.

Não à toa, Sarney terminou como um presidente indesejado, que nem seu correligionário Ulisses Guimarães queria no palanque.

Por ironia do destino, agora é sua filha quem ameaça até processar quem divulga foto dela com Temer.

Caravana de prefeitos e parlamentares do Maranhão participa de Marcha em Defesa dos Municípios em Brasília

A XXI Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios realizada nesta quarta-feira (23) teve  a participação de dezenas de prefeitos, parlamentares e o vice-governador do Maranhão.

O evento municipalista, o maior do país, acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), na capital federal, e, este ano, tem como tema “Compromisso com o Brasil”.

A caravana maranhense é coordenada pelo presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) e prefeito de Tuntum, Cleomar Tema.

Os gestores do Maranhão participarão de uma vasta programação, que terá prosseguimento até quinta-feira (24), na qual serão abordados temas de interesse da municipalidade, tais como decisão imediata sobre a divisão dos royalties do petróleo; pagamento aos municípios dos créditos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS); aumento de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

 

Também será realizada a tradicional reunião dos gestores com os membros da Bancada Maranhense em Brasília.

Um dos pontos altos da Marcha é o debate com os presidenciáveis Alvaro Dias, Ciro Gomes, Marina Silva, Manuela D´Avila, Jair Bolsonaro, Afif Domingos, Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles.

Investigação: Lobão nas mãos do Ministério Público

O senador Edison Lobão (MDB) vai depender do posicionamento da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para saber se permanece ou não na condição de investigado no inquérito sobre repasses da J&F ao MDB.

Isso porque o ministro do STF, Edson Fachin, deu três dias para Dodge se manifestar “sobre quem efetivamente figura como investigado nestes autos”. No pedido de investigação encaminhado ao Supremo, Dodge citou 10 nomes de políticos, mas não narra conduta de todos, apenas de alguns.

Delações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, revelam que a JBS, empresa do grupo J&F, repassou “doações” à bancada do MDB no Senado em 2014 no valor de R$ 40 milhões.

Além dessa acusação, Lobão é alvo de pelo menos quatro inquéritos no STF, por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, entre outros ilícitos. Apesar da ficha corrida, o parlamentar maranhense deve tentar renovar o mandato em 2018, sendo um dos candidatos do grupo Sarney na disputa ao Senado.

‘Escola Sem Partido’ é arquivado no Senado, mas e em São Luís?

O projeto “Escola Sem Partido” foi retirado de votação e arquivado no Senado Federal, a pedido do próprio senador que o propôs, Magno Malta (PR-ES).

O Projeto de Lei 193/2016 pretendia incluir o programa Escola sem Partido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O parecer do relator, Cristovam Buarque, recomendava a rejeição.

Em São Luís tramita um projeto de lei na Câmara Municipal de São Luís, o ”Escola sem partido”, já foi motivo de varias confusões no legislativo municipal, inclusive com reuniões com representantes de universidades e também de movimentos sociais para debater o assunto.

A ideia dos professores é evitar que a proposta seja votada no plenário da Casa. Os docentes alegam que a proposta é uma forma de censura e que prejudicará a análise crítica de assunto relacionados, por exemplo, a política.

O presidente da Câmara, vereador Astro de Ogum (PR), explicou que não pode retirar a proposta de pauta sem que o autor da proposta, vereador Francisco Carvalho (PSL), aceite.

Pela tramitação, o projeto da Escola sem partido cumpriu todo trâmite recebendo parecer favorável da procuradoria da Câmara e também da comissão de Educação.

Sobre retirar de pauta, Chico Carvalho tem afirmado que não vai recuar. Segundo ele, o plenário é soberano para decidir a respeito da proposta e, por isso, não vai retirar o projeto de pauta.

“Minha proposta de escola sem partido não tem bandeira partidária ou mesmo envolve questão moral. Trabalhamos para evitar abusos em sala de aula de posições partidárias de profissionais. Queremos um aluno com pensamento crítico, sim, mas sem uma tendência de quem manda, determina ou organiza a escola. Na escola, o estudante terá o aprendizado de português, história, geografia, matemática e outras disciplinas. Questões éticas, religiosas e até posição políticas vem de casa. Vem da formação”, disse o parlamentar.