Seleção de médicos brasileiros para substituir cubanos será ainda este mês, Maranhão precisará de 400

Até o final do ano, os médicos cubanos que atuam no Brasil pelo ‘Mais Médicos’ vão deixar o país, significa que, no Maranhão, serão menos 400 médicos atendendo pelo Programa. Para a substituição deles será realizada ainda neste mês de novembro a seleção dos médicos brasileiros. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (16) pelo Ministério da Saúde.

A decisão de deixar o Mais Médicos partiu do Ministério da Saúde Pública de Cuba, que anunciou na quarta-feira (14) que não fará mais parte do programa brasileiro por conta da declaração considerada ‘ameaçadora e depreciativa’ feita pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

A saída encontrada para a debandada de Cuba foi a realização emergencial de uma seleção de substituição dos médicos. Resta saber se os médicos brasileiros vão querer participar da seleção, haja vista que em 2013, segundo balanço do governo federal, apenas 11% das vagas oferecidas no primeiro edital foram preenchidas por médicos brasileiros.

“Entre os 1.575 municípios que possuem somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”, diz a Confederação Nacional do Municípios.

De acordo com o Ministério da Saúde, a formulação do edital para substituição dos médicos cubanos será finalizada ainda nesta sexta, durante reunião com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

“O Ministério da Saúde realizará reunião com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) para a definição da saída dos médicos cubanos e entrada dos profissionais brasileiros que serão selecionados por edital. Será finalizada a proposta de edital para selecionar profissionais para as 8.332 vagas que serão deixadas pelos médicos cubanos”, informou a pasta.

“A seleção de profissionais brasileiros em primeira chamada do edital será realizada ainda no mês de novembro e o comparecimento aos municípios, imediatamente após a seleção”, completou o Ministério da Saúde.

É esperar para ver…

Ministério da saúde planeja vacinar este ano toda população brasileira contra a febre amarela

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, propôs nesta quinta-feira, 22, a representantes de secretários estaduais e municipais de saúde vacinar toda a população brasileira contra febre amarela até o fim do ano.

A área de recomendação de vacina contra a doença tem se expandido ao longo dos últimos anos, numa resposta à expansão da circulação do vírus que provoca a doença

Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas no Nordeste e 10 milhões no Sudeste vivem em áreas onde não há recomendação de vacina.

Na avaliação de Barros, seria possível atender a essa demanda ainda neste ano. Isso porque a Fiocruz deverá entregar este ano 48 milhões de doses

Além disso, é esperado para o próximo semestre a entrada em funcionamento da fábrica da Libbs, numa produção em parceria com a Fiocruz. Isso seria suficiente para atender toda a demanda, incluindo a rotina.

A proposta será discutida entre Estados e municípios. A ideia também foi apresentada na Organização Mundial da Saúde.

Lançadas ações de combate à febre amarela no Maranhão

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) lançou hoje (22) as ações de imunização contra a febre amarela e combate ao Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika vírus, chikungunya. O evento aconteceu no Parque Ambiental da Reserva do Itapiracó. “O Maranhão continua sendo considerado área de risco mesmo estando há 23 anos sem ter registrado nenhum caso de febre amarela manifestado dentro do estado do Maranhão. O que estamos fazendo portanto é um reforço sobretudo nas áreas nos municípios que têm dificuldades, sobretudo com os indígenas. Vamos levar vacinação para evitar casos aqui no Maranhão.” Afirmou o secretário de saúde do estado, Carlos Lula.

As atividades fazem parte das ações de controle das arboviroses. 8 carros fumacê para combate ao mosquito serão enviados a partir de hoje para as cidades de Barra do Corda, Pinheiro e Cururupu.

As ações da saúde também serão intensificadas na vacinação contra a febre amarela no interior do estado. A Secretaria de Estado da Saúde enviará 10 carros para as Regionais de Saúde de Balsas, Imperatriz, Barra do Corda, Rosário e São João dos Patos. A principal estratégia é garantir a imunização de pessoas nas áreas rurais dos municípios prioritários.

Dia D do Sexta sem mosquito

O governo federal promove hoje (08) o Dia D ‘Sexta sem Mosquito’, que visa alertar a população sobre a importância de combater o Aedes aegypti, especialmente antes da chegada do verão, período mais favorável à sua proliferação. Representantes do governo participam das ações em várias capitais do país. São feitas visitas domiciliares, mutirões de limpeza, distribuição de material educativo, entre outras atividades.

Todas as sextas-feiras foram escolhidas pelo Ministério da Saúde como o dia de fazer a vistoria nas casas e nos locais de trabalho para eliminar os focos do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) apontou que 357 cidades estão em situação de risco para a ocorrência dessas doenças, pois nelas mais de 9% dos imóveis visitados continham larvas do mosquito em recipientes com água parada.

Já 1.139 municípios estão em situação de alerta. Isso significa que entre 1% e 3,9% dos imóveis tinham larvas. E 2.450 municípios foram classificados como satisfatórios, por apresentar percentual menor de 1% para presença de larvas.

O LIRA analisou dados de 3.946 cidades, entre o início de outubro e a primeira quinzena de novembro. Com o levantamento, os municípios têm melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do Aedes aegypti.

Desde a identificação do vírus Zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, como microcefalia, no final de 2015, o governo federal instalou a Sala Nacional de Coordenação e Controle com o objetivo de mobilizar todos os órgãos federais para atuar conjuntamente contra o mosquito, além da participação dos governos estaduais e municipais.

Dengue, zika e chikungunya

Até 18 de novembro de 2017, foram notificados 241.218 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 84% em relação ao mesmo período de 2016 (1.465.847). Com relação ao número de mortes, também houve queda significativa, passando de 695, em 2016, para 125 em 2017.

No caso da febre chikungunya, até 18 de novembro, foram registrados 184.525 casos prováveis da doença. A redução é de 32% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 272.805 casos. Neste ano, foram confirmados em laboratório 152 mortes por chikungunya. No mesmo período do ano passado, houve 213 mortes confirmadas.

Foram registrados 16.927 casos prováveis de zika em todo o país, até 18 de novembro, uma redução de 92% em comparação a 2016 (214.418). Em relação às gestantes, foram registrados 2.205 casos prováveis, sendo 910 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

Mais de 100 cidades em situação de risco quando o assunto é zica vírus

O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017 aponta que 107 cidades encontram-se em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya no estado do Maranhão. Desse total, 14 estão em risco de surto das doenças. Outros 93 aparecem em alerta e 109 estão em situação satisfatória. Os dados do LIRAa, foram apresentados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Na ocasião também foi lançada a campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti, que chama a atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor e convoca a todos ao seu enfrentamento. Foi divulgado ainda, boletim com novos dados de dengue, zika e chikungunya.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância de uma ação conjunta com estados e municípios para o desafio do combate ao Aedes. “O enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é prioridade do Governo Federal, por isso definimos um dia de mobilização, a Sexta Sem Mosquito, quando mobilizaremos ministros de estado e autoridades locais para estarem em todos os estados do país chamando a atenção da população para a importância de combater o mosquito”, informou o ministro da Saúde.

No total, 3.946 cidades de todo o país fizeram o levantamento, sendo que destes, 2.450 municípios estão com índices satisfatórios, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada; 1.139 municípios em alerta, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 357 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.

Realizado de outubro até a 1ª quinzena de novembro, o LIRAa teve adesão recorde de municípios para este período do ano, com 3.946 cidades participantes, um aumento de 73% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando 2.282 municípios fizeram o levantamento. Essa ampliação foi possível porque neste ano o Ministério da Saúde publicou a resolução nº 12 que tornou obrigatória a realização de levantamentos entomológicos de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. A realização deste monitoramento ficou condicionada ao recebimento da 2ª parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra, que deve ser utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios. No Maranhão, de 217 municípios somente um não realizou o LIRAa entre outubro e novembro de 2017.

Entre as 17 capitais que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, estão com índices satisfatórios os municípios de Macapá (AP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Palmas (TO). As capitais com índices em estado de alerta, são: Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA). As capitais Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não informaram os dados ao Ministério da Saúde.

Para o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, o levantamento é fundamental para prever ações locais. “É necessária uma visão global da situação, por isso o levantamento tem papel essencial nas decisões nacionais, mas principalmente locais, porque o levantamento traz detalhes de focos de mosquito por bairros e com isso o gestor pode prever ações efetivas de controle da proliferação do mosquito”, destacou Adeilson Cavalcante.

O Mapa da Dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas no LIRAa, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

Semana de combate ao aedes aegypti começa em todo país

Começa hoje (23) a Semana Nacional de Mobilização dos setores da Educação, Assistência Social e Saúde para o combate ao Aedes aegypti em mais de 210 mil unidades públicas e privadas do país. A ação, promovida pelo governo federal, visa a alertar a população sobre a importância de combater, ainda antes do verão, o mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. O maior volume de chuvas do período facilita a reprodução do Aedes aegypti.


No total, serão mobilizadas 146.065 escolas da rede básica, 11.103 centros de assistência social e 53.356 unidades de saúde. A articulação é feita pela Sala Nacional de Coordenação e Controle, que reúne os ministérios da Saúde, da Integração, da Defesa, do Desenvolvimento Social e da Educação, a Casa Civil e a Secretaria de Governo da Presidência da República, além de outros órgãos convidados.
Segundo o Ministério da Saúde, estados e municípios têm autonomia para definir quais ações serão realizadas para mobilizar as áreas. Mas a orientação é que sejam promovidas atividades que envolvam a prevenção e o combate ao Aedes, como mutirões de limpeza, distribuição de materiais informativos, realização de rodas de conversa educativas, oficinas, teatros e gincanas.

“Não podemos baixar a vigilância. É melhor cuidar do foco do mosquito do que sofrer as consequências de não ter feito essa iniciativa. Vamos reforçar, ainda mais, a necessidade de eliminar os criadouros, convocando toda a sociedade para esse trabalho já antes do verão, quando começam as chuvas”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em nota.

Instalada para o enfrentamento à microcefalia, desde o final de 2015, a Sala Nacional de Coordenação e Controle é articulada pelo Ministério da Saúde e tem como objetivos gerenciar e monitorar as ações de mobilização e combate ao Aedes aegypti. Como parte das atividades, no primeiro semestre deste ano foram vistoriados mais de 151,8 milhões de domicílios, estabelecimentos de ensino, saúde e de outras finalidades, além de edifícios em construção, para eliminar possíveis focos do mosquito.
De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti têm tido queda expressiva em todo Brasil. Até 2 de setembro deste ano, foram notificados 219.040 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 85,2% em relação ao mesmo período do ano passado (1.483.623 casos).
Também foram registradas 171.930 notificações de casos prováveis de febre chikungunya. A redução é de 34,2% comparado ao ano anterior, quando foram registrados 261.645 casos. Em relação ao Zika, os casos caíram 92,6%. Foram registrados 15.586 casos prováveis em todo país, enquanto em 2016, o Brasil registrou 211.487 notificações.

 

Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Maranhão abre as portas

O Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Maranhão foi inaugurado hoje (10) com toda estrutura adequada e equipe especializada para atendimento específico de alta complexidade. E foi entregue para atender a rede pública estadual com uma capacidade que pulou de 80 cirurgias por mês para 400, ou seja, a capacidade é multiplicada por cinco, o que vai desafogar a fila por cirurgias.

O HTO foi foco de denúncias caluniosas feitas pela oposição ao governo Flávio Dino, inclusive duvidando que o Hospital estivesse sendo reformado e que seria inaugurado. Através das redes sociais o governador falou sobre essas denúncias.

Flávio Dino, Governador do Maranhão se manifesta, através do twitter, sobre posicionamento da oposição quanto a reforma e inauguração do HTO.

A estrutura do HTO conta com 44 leitos em que 10 são de UTI, três centros cirúrgicos, posto de enfermagem, sala de repouso, salas de curativo, além de alas especializadas para atendimento de crianças e idosos.