José Joaquim vence eleição do TJ em votação histórica

O desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos foi eleito presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão por 16 votos contra 10 da desembargadora Nelma Sarney, teve um voto em branco. A votação foi secreta e esse processo eleitoral marcou a história do órgão que teve pela primeira vez votação e não escolha por aclamação.

José Joaquim Figueiredo concede entrevista a imprensa e afirma que não vai usar presidência para perseguir ninguém

A sessão do pleno foi presidida pelo presidente Cleones Cunha e 27 desembargadores que fazem parte do tribunal compareceram. O novo presidente vai comandar o TJ no biênio 2018/2019.

Sessão do pleno concorrida em dia de votação.

Também foram eleitos vice presidente do Tribunal de Justiça e Corregedor Geral. Disputaram a eleição para vice presidente, os desembargadores Lourival Serejo, José Bernardo e Raimundo Barros. O desembargador Lourival Serejo foi o escolhido com 18 votos.

Quem venceu a escolha para Corregedor Geral do Tribunal de Justiça, que vai substituir a desembargadora Anildes Cruz, foi o desembargador Marcelo Carvalho Silva. O desembargador Marcelo Carvalho Silva foi eleito Corregedor Geral. A posse dos eleitos esta marcada para o dia 15 de dezembro.

O desembargador Marcelo Carvalho obteve 23 votos e e se emocionou ao agradecer os votos.

Tadeu Palácio de volta ao centro das notícias

As obras de urbanização do Rio da Bicas teriam gerado um desperdício de quase 200 mil reais, o caso vem sendo investigado pela Justiça do Maranhão. A juíza, Luiza Nepomucena, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública já até condenou o Ex prefeito de São Luís, Tadeu Palácio, por ato de improbidade administrativa por dano aos cofres públicos.

Tadeu Palácio foi condenado a pagar multa e perdeu os direitos políticos por 5 anos.

A investigação partiu da ação civil proposta na gestão do prefeito João Castelo. A Secretaria Nacional da Defesa Civil realizou inspeção em outubro de 2006 e constatou que houveram várias irregularidades na gestão dos recursos. Para se ter uma ideia do dano, apenas 31,38% do total das obras previstas foram executadas. Também foram identificadas diferenças entre o que constava no projeto aprovado e no que realmente foi executado.

O que a justiça acredita ter gerado um déficit de 18,62% relativo às obras e serviços incompletos, totalizando um dano ao erário público de R$ 416.041, 69, quantia atualizada desde a data inicial. Além disso, na denúncia consta que foi construída uma ponte não prevista no plano de trabalho do referido convênio, e sem autorização formal para sua construção. A perícia concluiu que houve um dispêndio de R$ 186.716,90, o equivalente a 16,11% de obra paga e não realizada.

Urbanização do Rio das Bicas

Tadeu Palácio foi condenado à perda de eventual função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos, pagamento de multa civil correspondente a 50% do valor do dano (R$ 93.358,45), além de proibição de contratar com o Poder Público, receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco anos.

O ex Prefeito deixou a política e atualmente segue nas carreiras de médico e empresário. Ele é dono de uma rede de postos de gasolina e atende como oftalmologista em uma clínica própria, localizada no complexo do São Domingos.