Reservatório do Batatã é desativado no ano mais quente da história

O anúncio feito hoje (06) na COP23 (conferência da ONU para o clima) de que 2017 possa ser um dos anos mais quentes da história, chega como um ‘eu já sabia’ para muitos…

O secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, Petteri Taalas, disse 2017 está entre os três anos mais quentes desde que se começaram os registros, no século XIX. “Tivemos um clima fora do comum, incluindo temperaturas superiores a 50ºC na Ásia, furacões recorde no Caribe e no Atlântico e uma seca implacável na África Oriental”, disse. As temperaturas em 2015 e 2016 também foram muito altas, mas foram impulsionadas por um El Niño excepcionalmente forte, mas 2017, particularmente, é mais intrigante por não ter tido a influência do El Niño.

Segundo a OMM, a temperatura média global de janeiro a setembro de 2017 foi de aproximadamente 1,1 °C acima da era pré-industrial. O nível médio global do mar (GMSL), um dos melhores indicadores de mudanças climáticas, tem se mantido relativamente estável em 2017, semelhante aos níveis alcançados no final de 2015, diz a ONU.

Aqui no Maranhão as altas temperaturas são sentidas nas ruas e são, também, responsáveis por números recordes de focos de queimadas e diminuição da capacidade do reservatório do Batatã.

Tanto as queimadas como o Batatã têm o agravante atos irregulares do ser humano. Nas queimadas, jogar lixo pela janela do carro nas estradas e o inocente fogo alimentado em fogueiras de incineração de lixo contribuem para focos de incêndio, ja o Batatã sofre com a ocupação irregular das margens do reservatório.

Reservatório do Batatã está com apenas 10% da capacidade

A captação de água do reservatório foi suspensa e o abastecimento de bairros atendidos pelo sistema vem sendo feito com ajuda de poços artesianos e também com aditivo do sistema Italuis.

NOTA DA CAEMA

A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) informa que a capacidade total do Reservatório do Batatã é de 4,6 milhões de metros cúbicos e, atualmente, opera com 10% de sua capacidade total. Devido ao baixo volume, a Caema vem desenvolvendo, através do programa Água para Todos, ações para manter o abastecimento na área central de São Luís. Além de ajustes técnicos e contribuições advindas da bateria de poços localizados na área do Parque Estadual do Bacanga, as localidades mais precárias têm recebido a contribuição do Sistema Italuís para garantir o abastecimento nas casas

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