Caso Carlos Lula e a sucessão de erros de blogs e emissora

Tão logo foi confirmada a morte do médico Mariano de Castro, apontado como operador de um esquema na Saúde do Maranhão, várias notícias eclodiram em blogs e sites, muitas delas falsas e mentirosas.

Todo esforço é para relacionar a morte do médico ao governo do estado. O médico teria se suicidado após o vazamento de uma suposta carta escrita por ele e uma segunda carta foi encontrada ao lado do corpo. O caso vem sendo investigado pela Polícia Civil que deve concluir o inquérito em dez dias. É que a polícia quer saber se realmente foi suicídio ou se trata de um homicídio, e se as duas cartas foram mesmo escritas pelo médico.

O maior erro da imprensa e pseudo imprensa foi forçar uma relação da morte do médico com o secretário de saúde, Carlos Lula. É que existe um habeas corpus impetrado pelo secretário, desde 2017, ligado a um outro caso, mas que só agora foi distribuído na Justiça. A falta de responsabilidade na checagem da informação, princípio básico da cobertura jornalística, garantiu o monumental equívoco, que inclusive foi repetido por uma emissora de televisão local.

Pior foi que, além de reverberar a falsa notícia, a emissora não garantiu o direito de resposta ao secretário, mesmo tendo recebido nota oficial desmentindo a notícia do HC. “A SES informa que o habeas corpus foi ajuizado no ano de 2017, não havendo nenhuma relação com os atuais acontecimentos”, diz nota encaminhada pelo secretário.

O secretário usou hoje as redes sociais e fez um desabafo por conta da sucessão de erros cometidos pela emissora.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, também se manifestou…

Em nova exibição de reportagem sobre o caso em jornal da mesma emissora, foi revelada a nota oficial encaminhada pelo secretário, mas os erros cometidos anteriormente não foram corrigidos.

Com quais intenções?

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