De um lado a democracia, do outro a “mão-de-ferro”

O jogo de tabuleiro dos bastidores das eleições mostram muito bem como cada time movimenta suas peças e articula suas jogadas.

A disputa está polarizada entre dois grupos: o de Flávio Dino (PCdoB) e o de Roseana Sarney (MDB), e são bem distintos quanto às suas movimentações. Os 14 partidos da aliança de Dino decidem, juntos, cada passo para compor a chapa majoritária, enquanto que no grupo de Roseana não reverbera nenhum “pitaco” das legendas nas decisões da pré-candidata.

O nome do assessor de Michel Temer (MDB), Chiquinho Escórcio, já é ventilado como o possível vice-governador do grupo encabeçado pela filha de Sarney. Uma decisão unilateral… Uma majoritária com Sarney Filho e Edson Lobão disputando vaga no Senado. Sem muitas chances para as outras siglas PV, PSD, PMB, PSC e PRTB, que devem fechar aliança.

O grupo Dino chegou a apresentar, em um evento, a chapa majoritária composta por Weverton (PDT) e Eliziane Gama (PPS) para disputa ao Senado, e Carlos Brandão (PRB) como vice, mas o martelo ainda  não foi batido. A decisão final se esta chapa segue para a eleição em outubro é do grupo, não é apenas de Flávio Dino.

A decisão para a escolha de Chiquinho Escórcio é por ele ser da região Tocantina, área em que a ex-governadora não anda muito bem das pernas, mesmo tendo como prefeito um aliado, o delegado Assis Ramos do mesmo partido. 

A aceitação de Flávio Dino na região tem feito uma grande diferença, resultado de um trabalho intenso para garantir a presença do Governo com ações e obras, coisa nunca vista por ali. Um levantamento feito, no mês de março deste ano, pelo Instituto Interpreta e publicado no Jornal Correio, aponta Dino com 73,11% dos votos válidos na cidade de Imperatriz, contra 18,06% de Roseana.

A distância da capital, São Luís, e a ausência de ações de governo, no passado, chegaram a provocar o surgimento de um forte movimento para a criação do Maranhão do Sul. Atualmente nem cogita-se mais o tal desmembramento. 

Cada grupo se movimenta à sua maneira… É esperar para ver quem fez a jogada certa nas eleições de outubro.

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