Governadores do Nordeste faltam a encontro, mas enviam carta a Bolsonaro

O governador reeleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e outros quatro governadores eleitos do Nordeste faltaram ao encontro com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) que foi articulado pelos governadores eleitos João Dória (PSDB-SP) e Ibaneis Rocha (MDB-DF). O encontro, que foi realizado na manhã desta quarta-feira (14), ganhou o nome de Fórum de Governadores em Brasília, .

Nem o próprio Bolsonaro havia confirmado sua presença até a tarde de ontem no evento que deu à cada governador, direito a palavra por seis minutos. Tempo que foi usado para apresentar questões prioritárias em seus estados e sobre o fortalecimento do pacto federativo.

O governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT-PI), levou uma carta em nome dos governadores do Nordeste. O documento, entregue ao presidente eleito, pede cooperação da União para reduzir os índices de homicídios na região.

“Destacamos, inicialmente, a importância do trabalho em conjunto para a superação dos altos índices de violência registrados no Nordeste, ponto essencial para a melhoria da qualidade de vida. Do total de assassinatos registrados no Brasil, o Nordeste concentra 40,5% dos casos, em sua maioria, provocados por arma de fogo”, diz o documento.

A carta cita ainda a necessidade de se reduzir o déficit da Previdência de uma forma que não penalize os mais pobres e as mulheres.
Bolsonaro destacou que é preciso ter união e disse que vai tentar ajudar os Estados, incluindo os governados pela oposição ao seu governo. “Temos a oportunidade de mudar o Brasil. Temos de dar certo, trabalhar unidos, irmanados nesse propósito, independente de política partidária”, disse o presidente eleito.

O discurso do presidente eleito segue o ritmo contrário aos de seus apoiadores no Maranhão. A candidata ao governo derrotada Maura Jorge (PSL) postou nesta quarta-feira, em suas redes sociais, frase dita por Bolsonaro durante a campanha, onde cita acabar com o comunismo no Maranhão.


Tom que não segue o posicionamento do presidente eleito. “Não interessa se o colega é governador do PT, ou de outro partido qualquer, como o DEM ou o meu PSL”, declarou hoje Bolsonaro.

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  1. O período político partidário acabou, agora é união para mudar o Brasil. O comunismo sempre vai existir, como a corrupção, a união também para diminuir ambos.

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