Ministério da Saúde corta envio de remédios para o Maranhão

O Ministério da Saúde, comandado pelo governo Bolsonaro, parou de enviar 36 remédios para o Maranhão, o que vai afetar diretamente a vida de pacientes que dependem desses medicamentos. O corte na compra de remédios também afeta outros Estados.

São todos medicamentos distribuídos obrigatoriamente pelo governo federal. Ou seja, é algo fora da esfera dos Estados e municípios.

Dos 36 remédios, 19 já estão zerados no Maranhão. Outros 17 devem acabar em no máximo um mês.

Entre os medicamentos que já acabaram, estão os de tratamento de leucemia, artrite reumatóide, Alzheimer, hepatites, insuficiência renal crônica, Parkinson e esquizofrenia.

A lista também inclui medicação para pacientes que receberam transplantes de rins e de fígado, para evitar rejeição do órgão.

A falta de medicamentos distribuídos pelo Ministério da Saúde é um problema que se arrasta há dois anos, mas que se agravou em 2019.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) já enviou um ofício ao Ministério alertando sobre o perigo da situação.

Em nota, a entidade afirma que “situações de desabastecimento, a depender da intensidade e duração, causam problemas sérios de saúde pública, essencialmente para os pacientes portadores de doenças crônicas”.

“Em decorrência disso, todo o processo assistencial é diretamente atingido, acarretando em consequências sociais, clínicas, e não menos importante, econômicas”, acrescenta o Conass.

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