Tom moderado e promessas de Bolsonaro em cúpula não convencem ambientalistas

O tom mais moderado e as promessas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, em seu discurso na Cúpula do Dia da Terra, nesta quinta-feira (22), não foram capazes de convencer ambientalistas e parlamentares de que o governo tem agora mais interesse e melhores intenções em relação à preservação da Amazônia.

Bolsonaro contou, como conquistas do Brasil no combate a mudanças climáticas, projetos de governos anteriores e que não se mantiveram em seu governo. Destacou a meta de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 e a antecipação da meta de neutralidade climática em 10 anos, para 2050.

Destacou que o Brasil manteve intacto 84% da Amazônia – o número real é um pouco menor de 80% e, ainda assim, é considerado superestimado por ONGs ambientais. Esses números, no entanto, contabilizam apenas até 2015. De lá para cá, o número anual de desmatamento praticamente dobrou. As metas apresentadas pelo presidente também foram alvo de críticas. A antecipação da meta de neutralidade climática para 2050 apenas coloca o Brasil na mesma linha de outros países do G20.

“Foi vergonhoso o presidente passar quase metade de sua fala pedindo ao mundo dinheiro por conquistas ambientais anteriores, que seu governo tenta há dois anos destruir. Enquanto os demais países apresentam metas ousadas, o governo mira o retrovisor na Cúpula do Clima”, afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva.

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