Covid-19: ONU aponta perdas para a educação no Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) classificou a pandemia da covid-19 como a pior crise sistêmica global enfrentada pela humanidade, nos últimos 76 anos. Mais de 4,7 milhões de pessoas já morreram em todo o planeta, por complicações do novo coronavírus. Destas, 595 mil brasileiros.

A ONU classifica como “crise sem precedentes”, os impactos da pandemia na educação. Em abril de 2020, cerca de dois meses após a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, 47,9 milhões de crianças e adolescentes deixaram de frequentar aulas temporariamente. Considerada a situação ao longo de todo o ano passado, a organização estima que cerca de 5,5 milhões de estudantes brasileiros tiveram seu direito à educação negado em 2020.

“São necessários mecanismos sistêmicos e uma lente de equidade para reduzir as perdas no desenvolvimento humano e transformá-las em oportunidades no longo prazo”, aponta a ONU, destacando a importância do retorno às aulas presenciais em segurança.

A organização lembra que, embora seja uma alternativa, o ensino remoto pode agravar as desigualdades. A organização calcula que, no Brasil, cerca de 28% das famílias não têm acesso à internet. Percentual que aumenta conforme a renda familiar diminui.

Ainda sobre a situação específica do Brasil, a ONU afirma que a organização do sistema público de saúde nacional (SUS) propicia uma resposta rápida para ações emergenciais, embora, para isto, seja necessária uma “visão estratégica coordenada”.

A ONU aponta que, os pilares governança, proteção social, reimaginar o futuro para cada criança e adolescente, disrupção digital e economia verde são fundamentais para superar a crise. “Governos, setor privado e sociedade civil precisarão trabalhar juntos para promover a coesão social e a igualdade de gênero, e defender os direitos humanos e o estado de direito, especialmente em contextos frágeis e afetados por conflitos”, frisa o relatório.

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