Prefeituras de Campestre e Porto Franco são alvo de operação da Polícia Federal

A Operação Gauss, iniciada nesta quarta-feira (22) pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), da Coordenadoria de Segurança Institucional do Ministério Público do Maranhão (MPMA), investiga os municípios de Porto Franco e Campestre por suposta fraude em licitação, lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa.

Os casos ocorreram, segundo a polícia, entre 2018 e 2019, tirando mais de R$ 4,7 milhões. Entre os indícios da suposta fraude está ausência de publicação do edital, inabilitação infundada da concorrente, atestados fraudulentos de capacidade técnica, insuficiência operacional da empresa em prestar o objeto da contratação e modificação da data da licitação.

Participam da investigação a Polícia Civil, por meio da 10º Regional de Imperatriz.

Operação

O termo Gauss se refere ao príncipe da matemática Carl Friedrich Gauss, que criou a teoria das progressões. No caso da investigação, os valores do contrato e seus respectivos aditivos tiveram acréscimos injustificáveis e exponenciais.

Gaeco investiga lavagem de dinheiro e fraude em licitação no serviço público

Operação, batizada de Impacto, foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), órgão do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), prendeu um servidor público de Imperatriz, nesta quinta-feira (17). Ele é suspeito de cometer diversos crimes financeiros. Outros quatro servidores foram afastados das funções. Eles integram órgãos públicos do município. A e pela Polícia Civil do Estado.

Entre os estão crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidades documentais e fraudes licitatórias.

Além da prisão do servidor, foi determinado o afastamento temporário de quatro servidores públicos investigados. Entre eles estão o secretário e subsecretário da Sinfra de Imperatriz, o superintendente de Limpeza Pública Urbana e um fiscal do contrato, que foram afastados por tempo indeterminado dos cargos públicos.

Durante a operação, foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão na cidade de Imperatriz e, também, nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e São Miguel (TO).  A operação contou com o apoio operacional do Garco (RJ) e do Ministério Público do Estado do Tocantins (MP-TO).