Juscelino Filho destaca aprovação do fim da escala 6×1

O presidente do PSDB no Maranhão, deputado federal Juscelino Filho, comemorou a aprovação, em dois turnos na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto segue para apreciação do Senado Federal.

“Votei, sim ao fim da escala 6×1. Aprovamos, no plenário da Câmara, o fim dessa escala e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado. É uma vitória histórica para os trabalhadores e suas famílias, que terão mais dignidade, qualidade de vida e tempo para viver”, comemorou Juscelino Filho.

A proposta aprovada prevê uma transição gradual para as novas regras trabalhistas em até 14 meses. Na primeira etapa, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada passará para 42 horas semanais, garantindo ao menos duas folgas remuneradas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos. Com isso, a tradicional escala 6×1 deverá ser substituída gradualmente pela escala 5×2. Após 12 meses, a carga horária será definitivamente reduzida para 40 horas semanais.

Juscelino ressaltou que a proposta foi construída com diálogo e compromisso com o país e os trabalhadores brasileiros. “É importante destacar a responsabilidade com que debatemos esse tema e construímos o texto aprovado, garantindo a manutenção dos salários e dos direitos trabalhistas, além de uma transição gradual e escalonada, respeitando também situações específicas de algumas categorias”, complementou o deputado.

O texto aprovado mantém a possibilidade de acordos e convenções coletivas para regimes diferenciados, como a escala 12×36 em atividades consideradas essenciais, como nas áreas de saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. A PEC contempla também regras específicas para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, além de prazo de adaptação para contratos públicos e terceirizados.

Para Juscelino Filho, a medida representa um avanço importante nas relações de trabalho e no fortalecimento da dignidade dos trabalhadores brasileiros. “O governo do presidente Lula tem ofertado programas e iniciativas que promovam a dignidade humana, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas, mas o Brasil precisa avançar ainda mais em políticas que garantam mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e promovam mais bem-estar para as famílias. E essa também é nossa missão como parlamentar e representante dos brasileiros no Congresso Nacional”, finalizou.

CCJ da Câmara retoma análise do fim da escala 6×1 nesta quarta

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30.

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.

Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante de falas de lideranças da oposição de que tentariam barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) com a da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho