O deputado federal Josimar de Maranhãozinho anunciou, na noite de segunda-feira (23), que sua sobrinha, a deputada estadual Fabiana Vilar, será candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. O anúncio foi feito durante reunião com lideranças em Maranhãozinho, principal reduto eleitoral do parlamentar, onde o grupo reafirmou coesão em torno das novas diretrizes partidárias.
Josimar foi condenado a 6 anos e 5 meses de reclusão, em regime semiaberto, além de 300 dias-multa, com cada dia-multa fixado em três salários mínimos.
Pastor Gil pegou 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime semiaberto, além de 100 dias-multa, com cada dia-multa fixado em um salário mínimo.
Ambos foram tornados inelegíveis e terão os mandatos cassados nas próximas semanas.
Apesar de definir a sucessão para sua cadeira em Brasília, Josimar ainda não desistiu e sinaliza que pode disputar um cargo de deputado estadual.
A movimentação ocorre após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condená-lo, ao lado dos deputados Pastor Gil e Bosco Costa, pelo crime de corrupção passiva. Segundo a decisão, os parlamentares teriam solicitado R$ 1,6 milhão para viabilizar a liberação de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar.
Embora a condenação preveja cumprimento de pena em regime semiaberto e pagamento de multas, a permanência dos deputados nos cargos ainda depende de deliberação da Câmara dos Deputados, que deverá ser oficialmente comunicada para decidir sobre a perda ou manutenção dos mandatos.
Do ponto de vista jurídico, há possibilidade de continuidade no exercício das funções parlamentares, já que o regime semiaberto pode ser compatível com a atividade legislativa. Ainda assim, o movimento político liderado por Josimar em sua base indica uma tentativa de antecipar cenários de incerteza, buscando preservar a influência do grupo no Maranhão, independentemente do desfecho judicial.









O Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão desta quarta-feira (13), o Projeto de Lei 432/2023, que altera o Artigo 50 da Lei nº 11.638, de 23 de dezembro de 2021, que institui o Estatuto Estadual dos Povos Indígenas do Maranhão e cria o Sistema Estadual de Proteção aos Indígenas.