Deputados aprovam projeto que zera taxas da primeira habilitação no Maranhão

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão plenária desta terça-feira (18), o Projeto de Lei de Conversão 008/2025, oriundo da Medida Provisória 510/2025, de autoria do Poder Executivo. A proposta assegura a isenção de todas as taxas relativas ao processo de obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A ou B para cidadãos maranhenses em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com o texto aprovado, a iniciativa beneficia pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e residentes no Maranhão. A medida contempla todas as etapas do processo de habilitação, eliminando um dos principais obstáculos enfrentados por quem deseja obter a CNH: o custo financeiro.

Na justificativa, o governo estadual destacou que a medida tem caráter social e busca promover inclusão, mobilidade e inserção no mercado de trabalho. Para muitas vagas profissionais, especialmente em áreas que envolvem transporte de pessoas e mercadorias, possuir habilitação é requisito fundamental.

A proposta também reforça o compromisso do Estado com a justiça tributária e com a ampliação de oportunidades para a população de baixa renda. Ao assegurar o acesso gratuito à primeira habilitação, o governo pretende reduzir desigualdades, incentivar a formalização e contribuir para a regularização de veículos em todo o território maranhense.

Maioria da bancada do MA votou contra retirada de pauta da MP do IOF

A maioria dos deputados do Maranhão votou contra um requerimento da oposição para a retirada de pauta da Medida Provisória 1303/25, que unifica em 18% a tributação sobre todas as aplicações financeiras a partir de 1º de janeiro de 2026 e aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de algumas instituições financeiras.

Apesar disso, o pedido dos oposicionistas passou por 251 votos a favor, e 193 contra.

No caso do Maranhão, foram apenas 7 votos favoráveis, e 9 contrários. Os deputados Josimar de Maranhãozinho e Detinha, ambos do PL, não votaram.

Como a MP perdeu a vigência à meia-noite, não houve tempo para análise em outra sessão. Se passasse pela Câmara, a medida também precisaria ser votada hoje pelo Senado.

Considerada essencial para o equilíbrio fiscal do próximo ano, a MP foi apresentada em junho pelo governo após a revogação do decreto presidencial que havia elevado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em diversas transações. O Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, permitiu que a maior parte dos aumentos previstos no decreto fossem mantidos.

O texto original da MP trazia uma expectativa de arrecadação adicional de cerca de R$ 10,5 bilhões para 2025 e de R$ 21 bilhões para 2026, diminuída para cerca de R$ 17 bilhões depois de negociações na comissão mista que analisou o tema.

Sem o dinheiro extra, o governo deverá fazer novo bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares, e para 2026 terá de obter cerca de R$ 35 bilhões no Orçamento por meio de cortes ou novas receitas de outras fontes, como IPI e o próprio IOF, que podem ter alíquotas aumentadas por decreto.

Pela retirada de pauta
Allan Garcês (PP)
Aluisio Mendes (Republicanos)
Amanda Gentil (PP)
Josivaldo JP (PSD)
Júnior Lourenço (PL)
Pastor Gil (PL)
Pedro Lucas (União)

Pela manutenção
Cleber Verde (MDB)
Duarte Jr. (PSB)
Fábio Macedo (Podemos)
Hildo.Rocha (MDB)
Juscelino Filho (União)
Márcio Honaiser (PDT)
Márcio Jerry (PCdoB)
MRreca Filho (PRD)
Rubens Jr. (PT)

Não votaram
Detinha (PL)
Josimar de Maranhãozinho (PL)

Apenas 4 deputados do MA votaram pela taxação de grandes fortunas

A Câmara dos Deputados rejeitou, nesta quarta-feira, 30, a proposta de criação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), que seria aplicado sobre patrimônios superiores a R$ 10 milhões. O resultado da votação foi de 262 votos contrários e 136 favoráveis à taxação.

A rejeição ocorreu por meio de uma emenda durante a análise do segundo projeto de regulamentação da reforma tributária.

Pelo Maranhão, apenas quatro deputados votaram a favor: Duarte Júnior (PSB), Márcio Honaiser (PDT), Márcio Jerry (PCdoB) e Rubens Júnior (PT).

A emenda, apresentada pelo Psol, previa que o imposto seria anual, com alíquotas progressivas: 0,5% para bens entre R$ 10 milhões e R$ 40 milhões, 1% para valores entre R$ 40 milhões e R$ 80 milhões, e 1,5% para patrimônios acima de R$ 80 milhões.

O tributo seria aplicável a pessoas físicas e jurídicas, considerando bens localizados tanto no Brasil quanto no exterior para indivíduos, e apenas os bens e direitos mantidos no país para as empresas.

O governo liberou sua base para votar de acordo com suas convicções. Partidos como PL e os blocos do PP, MDB e União Brasil orientaram suas bancadas pela rejeição da nova taxação.

Veja os votos de cada um dos maranhenses:

Allan Garcês (PP) – Não
Amanda Gentil (PP) – Não
Cleber Verde (MDB) – Não
Dr. Benjamim (União) – Não
Duarte Jr. (PSB) – Sim
Josivaldo JP (PSD) – Não
Márcio Honaiser (PDT) – Sim
Márcio Jerry (PCdoB) – Sim
Pastor Gil (PL) – Não
Pedro Lucas (União) – Não
Rubens Pereira Júnior (PT) – Sim

Ausentes
Aluisio Mendes (Republicanos)
Detinha (PL)
Fábio Macedo (Podemos)
Josimar de Maranhãozinho (PL)
Junior Lourenço (PL)
Marreca Filho (PRD)
Roseana Sarney (MDB