Documento não-oficial de PM gera exoneração do quadro da Corporação

O documento não-oficial circulou nas redes sociais e causou uma grande confusão corporativa e política. O documento, supostamente, determina às Unidades do Interior que identifiquem lideranças antagônicas ao Governo Local e Estadual.

Foi determinada a exoneração dos responsáveis pelo documento considerado como um “erro gravíssimo” e que “fere o princípio democrático”.

O Governador do Maranhão, Flávio Dino (PSCdoB) se manifestou em suas redes sociais “Absurdo imaginar que um papel assinado por um oficial da PM possa ter a minha orientação,apoio ou concordância. Ao tomar conhecimento, mandei demitir o autor do papel disparatado”, desabafou Dino.

O secretário Jefferson Portela emitiu nota. “É um erro gravíssimo. Eu estava em uma reunião e por volta das 23h (de quinta) quando tomei conhecimento disso determinei ao Coronel Luongo a exoneração dos responsáveis por esta ‘nota’. Não tem como permanecer na direção de um controle de um processo eleitoral quem emite uma nota dessa. Somos uma corporação que tem disciplina e hierarquia. Qualquer determinação de normas e orientações gerais tem que partir, como o nome diz, de um comando geral. Então determinei ao Coronel Luongo que quero ver os atos de exoneração de um, dois ou três, quantos sejam, responsáveis pela nota”, disse o secretário de Segurança Pública.

O Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Luongo, afirmou que a ordem não partiu do Comando Geral. “O procedimento para determinar a participação de cada um já está instaurado. Todos serão chamados para prestarem esclarecimentos. Mas garanto que esta ordem não partiu do Comando Geral, pois isso fere o princípio democrático”, disse o comandante geral da PM, Coronel Luongo.

O partido de oposição ao governo do estado também se manifestou e divulgou uma nota de repúdio.

NOTA DO PSDB

O PSDB do Maranhão divulgou nota em repúdio a uma ordem dada pela Polícia Militar do estado para monitorar opositores políticos no interior do estado.

“Não há precedentes, em nossa história, de tamanho desassombro para o uso político de uma instituição quase bicentenária”, diz um trecho.

O partido afirma, ainda, que “estará vigilante para que os verdadeiros responsáveis venham a ser punidos, e não sejam acobertados por transferências de responsabilidade que ao final atinjam apenas os elos mais fracos dessa sórdida manobra”.

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