Veja o vídeo: Memorando da PM é assunto de debate na Assembleia Legislativa

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Rogério Cafeteira (DEM), usou o grande expediente na sessão plenária desta segunda-feira, 23, para esclarecer detalhes sobre o ofício da PM que trata de suposto monitoramento eleitoral.

Rogério Cafeteira explicou que no dia 06 de abril o tenente-coronel Emerson Farias Costa, então subchefe do Estado Maior do Policiamento do Interior, enviou um ofício sem o consentimento do comando da Polícia Militar do Maranhão, do Governo e do seu próprio chefe, o coronel Zózimo Paulino da Silva Neto, para que fosse feito um monitoramento de políticos nos municípios maranhenses.

O ofício chegou rapidamente às mãos do deputado Sousa Neto – genro de Ricardo Murad – que denunciou nas suas redes sociais o monitoramento. “Infelizmente, todos os envolvidos nessa armação, que isso não é nada mais e nada menos uma armação muito mal feita, todos são da cozinha do ex-Secretário Ricardo Murad”, denunciou Cafeteira.

Ele propalou ainda que o tenente-coronel Emerson Farias Costa, responsável por enviar o ofício, foi ajudante de ordem do coronel Ivaldo – ex-subcomandante da PM no governo Roseana, muito ligado a Ricardo Murad.

O ofício, que não teve em momento nenhum a concordância da alta cúpula da Segurança do Estado, foi uma armação arquitetada que culminou em um atabalhoado pedido de intervenção federal feito pela Deputada Andréa Murad.

“Primeiro se elabora um documento falso, se encaminha para comandos do interior do Estado, a posteriori, por meio de um aliado, se dá publicidade e aí sai no Fantástico. Uma matéria inclusive extremamente tendenciosa, onde não se vê o equilíbrio entre acusação e defesa. Hoje já apareceu de novo no Bom Dia Brasil. E aí, surpreendentemente, o que me vem agora logo depois das matérias, um pedido de intervenção federal no Maranhão no que diz respeito às eleições. Eu queria saber exatamente que fato concreto poderia motivar isso?”, questionou pertinentemente Rogério Cafeteira.

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) protocolou um requerimento para ouvir os oficiais que assinaram as ordens para fazer o suposto monitoramento de lideranças políticas adversárias do governo Flávio Dino (PCdoB).

Além de Cafeteira, também usaram a tribuna para falar sobre o memorando da PM os deputados Eduardo Braide, Andrea Murad, Edlázior Júnior, Souza Neto, Júnior Verde e Bira do Pindaré.

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