Ultraconservadores representam 4% do eleitorado no Brasil, diz pesquisa

Levantamento do Instituto Locomotiva levou em conta a opinião de 2,6 mil pessoas, a respeito de temas como laicidade do Estado, porte de armas e protagonismo de mulheres, entre outros.

A pesquisa inédita do Instituto Locomotiva feita por telefone com 2.600 pessoas de 71 cidades do País. Os dados, obtidos com exclusividade pelo Estadão, apontam que 4% do eleitorado brasileiro – o que equivale a 6,5 milhões de pessoas – defendem ideias classificadas como ultraconservadoras.

Para chegar a essa conclusão, o levantamento selecionou um núcleo de entrevistados que respondeu afirmativamente a três questões: 1) o Estado brasileiro não deve ser laico, mas cristão; 2) mais pessoas devem ter acesso ao porte de armas; 3) as mulheres são melhores para fazer atividades domésticas.

Dentro do universo total de entrevistados, 24% concordaram com a primeira afirmação estimulada, 28% com a segunda, 17% com a terceira e 4% com as três. Esse último grupo, então, respondeu a outro questionário com temas como cotas raciais, casamento gay e urnas eletrônicas.

7 de Setembro

Nas manifestações do 7 de Setembro, o pastor da Assembleia de Deus Geraldo Malta, de 63 anos, vestiu a camiseta da Seleção Brasileira e se uniu a outras 125 mil pessoas (segundo a Polícia Militar) que foram defender o presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista. A massa vestida de verde e amarelo ocupou 12 quarteirões, pelos quais se dividiram caminhões de som alugados por empresários do agronegócio, monarquistas, intervencionistas, armamentistas, “ativistas reformistas” evangélicos.

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