ANP indica novo aumento nos combustíveis e gás de cozinha

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou relatório em que indica, pela primeira vez na história, um valor de três dígitos para o gás de cozinha. Na semana passada, o preço médio era de R$ 100,44, variando de acordo com a região. Essa alta está ligada ao reajuste de 7,2% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) feito pela Petrobras no início do mês.

O GLP não foi o único a sofrer mudanças no valor, o mesmo reajuste foi feito para os combustíveis. A gasolina teve aumento de 3,3%, acompanhado do etanol que subiu 0,92%, registrando, assim, uma alta de 3,57% no preço médio mensal do combustível brasileiro.

Também na semana passada, os preços médios do etanol subiram em mais da metade do país. Em 18 estados mais o Distrito Federal, o acréscimo foi de 0,92% nas bombas, fazendo com que o litro passasse de R$ 4,775 para R$ 4,819. O maior preço praticado foi no Rio Grande do Sul. Apesar da alta generalizada, oito estados recuaram.

A Petrobras informou ainda que nas próximas semanas poderá haver novos aumentos. A justificativa é que os preços internos dos derivados de petróleo e gás natural, não estão completamente alinhados aos do mercado internacional.

CPI da Covid: Bolsonaro pode ser apontado por 11 crimes

Relatório final da CPI da Covid será conhecido na próxima terça-feira, 19. O relator Renan Calheiros está na fase final dos trabalhos e já definiu que vai pedir indenização para os órfãos de vítimas da covid-19. O senador quer o pagamento de pensão durante 21 anos por parte da União.

Jair Bolsonaro deve ser acusado de 11 crimes: epidemia com resultado morte; infração de medidas sanitárias; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documento particular; charlatanismo; prevaricação; genocídio de indígenas; crimes contra a humanidade; crimes de responsabilidade; e homicídio por omissão.

Ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello será apontado como responsável por seis crimes na condução do combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil: epidemia com resultado morte; incitação ao crime; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; comunicação falsa de crime; genocídio de indígenas; e crimes contra a humanidade.

O relatório de Renan Calheiros também responsabilizará coronel Élcio Franco, que era adjunto de Pazuello na Saúde, e mais 40 nomes com ligação com o governo federal.

Gás de cozinha e combustível mais caros, a partir deste sábado (9)

A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (8), que vai reajustar o preço da gasolina e do gás de cozinha (GLP) para as suas distribuidoras. Os valores passam a valer a partir deste sábado (9). O aumento será de 7,2% em cada produto. Com o aumento, o preço médio da gasolina passará de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,20 por litro; e o gás de 13 kg, vai somar mais R$ 4 no preço final ao consumidor.

A Petrobras não anunciou reajuste nos preços dos demais combustíveis. No final de setembro, a estatal reajustou o preço do diesel em 8,89%, após 85 dias de preços estáveis para o combustível.

Em seu anúncio, a Petrobras destacou que aplica o reajuste sobre o GLP “após 95 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais”. Já para a gasolina A, o período de estabilidade foi de 58 dias, segundo a empresa.

De acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, no acumulado nos últimos 12 meses até setembro, a gasolina subiu 39,6% no país e o gás de botijão avançou 34,67%.

Sistemas do TSE relativos a partidos políticos estarão indisponíveis

Neste sábado (9) e domingo (10), haverá um período de indisponibilidade de três sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que possuem interface com os partidos políticos. São eles: Sistema de Apoiamento a Partido em Formação (SAPF), Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP) e Sistema de Filiação Partidária (Filia).

A medida é necessária em virtude do impacto causado pela manutenção do banco de dados do Cadastro Nacional de Eleitores. A partir de segunda-feira (11), o funcionamento desses sistemas voltará à normalidade.

O SAPF, instituído para os fins estabelecidos no artigo 13 da Resolução-TSE nº 23.465/2015, é usado por legendas em formação e permite aos representantes das agremiações realizarem o cadastramento de senhas, a inserção de dados e o envio à Justiça Eleitoral das informações referentes ao apoiamento mínimo de eleitores. Permite também aos interessados pesquisar se constam da relação de apoiadores de algum partido em formação, por exemplo.

O Filia, instituído pela Resolução TSE nº 23.596/2019, é composto por três módulos: Interno, Externo e Consulta Pública. O módulo Interno é de uso exclusivo da Justiça Eleitoral e tem como objetivo o gerenciamento das informações relativas a filiações partidárias. O Externo, por sua vez, é de uso das legendas e permite o cadastramento de usuários credenciados das respectivas esferas partidárias, a inserção dos dados dos filiados e a submissão deles à Justiça Eleitoral.

Já o SGIP, previsto na Instrução Normativa-TSE nº 3, de 21 de fevereiro de 2008, realiza, entre outras ações, o gerenciamento dos dados referentes a órgãos de direção de partidos, integrantes e delegados.

Aeroportos devem receber 700 mil passageiros, diz Infraero

Cerca de 700 mil passageiros deverão passar pelos aeroportos administrados pela Infraero em razão do feriado prolongado de 12 de outubro, na próxima terça-feira. A estimativa de embarques e desembarques é referente ao período de 8 a 13 deste mês.

Segundo a empresa, esta sexta-feira (8) deve ser o dia com maior fluxo, chegando a registrar 149.844 usuários do sistema. No dia 13, os aeroportos devem receber 139.826 viajantes. Ao todo são esperadas 5.555 operações de pousos e decolagens.

Ano passado, o feriado de Nossa Senhora Aparecida contabilizou 432.265 passageiros entre os dias 8 e 13 de outubro. Foram usadas 3.748 aeronaves.

Máscaras obrigatórias

A empresa informou que adotou as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos dentro dos terminais, “que estão sinalizados e têm veiculado mensagens audiovisuais”.

É recomendado aos passageiros que cheguem aos aeroportos com antecedência mínima de 1h30 para voos domésticos e 3h para voos internacionais.

Em nota, a Infraero informa que o atendimento e as orientações aos viajantes contam com o apoio dos chamados “amarelinhos”, que são funcionários de colete amarelo com a frase “Posso Ajudar? / May I Help You?”.

 

Ribamar é a cidade mais populosa a não registrar mortes por Covid-19, em setembro, no país

São José de Ribamar foi a cidade mais populosa do país a não registrar mortes por Covid-19 no mês de setembro de 2021. Os dados são de levantamento feito com base em dados das secretarias de saúde dos estados.

Ao todo, foram cerca de 13 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes que não relataram mortes no mês, e São José de Ribamar foi o mais populoso que não teve sequer um caso de óbito registrado em setembro – e em outubro também ainda não houve mortes pela doença.

Com pouco mais de 180 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE, São José de Ribamar está localizada na Ilha de Upaon-Açu, no Norte do Maranhão, onde também estão localizados os municípios de Paço do Lumiar e Raposa, além da capital São Luís.

Flávio Dino vence adversários em todos os cenários da disputa para 2022, aponta pesquisa Exata

Governo do Estado ou senado. O governador Flávio Dino venceria as disputas para as eleições 2022, se concorresse em qualquer um dos cargos – apesar de não poder concorrer ao Governo, por estar em seu segundo mandato. Ele lideraria contra Roseana Sarney, Weverton e Roberto Rocha. É o que afirma a pesquisa Exata, divulgada nesta sexta-feira (1º). A pesquisa questionou eleitores maranhenses sobre nomes ao Governo do Maranhão, Senado e também, a Presidência da República. Neste último, Lula lidera as preferências e Bolsonaro é o campeão em rejeição.

Foram 1432 entrevistados, por meio de  abordagem e domicílios sorteados, nas regiões Norte, Sul, Leste, Oeste, Central e Grande São Luís, na pesquisa realizada de 24 a 28 de setembro. A margem de erro foi de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na escolha do nome para presidência, sendo hoje a eleição. Lula sai na frente com expressivos 62%, seguido de Jair Bolsonaro (17%), Ciro Gomes (6%), Sérgio Moro (2%) e João Doria (1%). Brancos e nulos somaram 8% e os que não sabiam ou não responderam, 4%.

Jair Bolsonaro lidera na lista dos que não seriam escolhidos ‘de jeito nenhum’, com largos 65%. João Doria e Sérgio Moro empataram com o segundo maior índice de rejeição – 25% -, seguidos por Lula (21%) e Ciro Gomes (19%).  O total de 1% dos entrevistados disse que votaria em todos os nomes e 7%, não votaria em nenhum; não sabiam ou não responderam, 2%.

Governo

Para o Governo do Maranhão, sem Flávio Dino, a ex-governadora Roseana Sarney venceria, segundo a pesquisa. Roseana teria 27% das intenções de voto, seguida por Weverton Rocha (21%), Edivaldo Holanda Jr. (9%), Roberto Rocha (8%), Dr. Lahésio (7%), Carlos Brandão (6%), Josimar do Maranhãozinho (5%) e Simplício Araújo (1%). Brancos/nulos/nenhum e que não souberam ou não responderam, 8%.

No cenário sem Flávio Dino e sem Roseana Sarney, quem sairia na frente seria Weverton Rocha, com 32% dos votos. Seguindo, estariam Edivaldo Holanda Jr. (13%), Dr. Lahésio (12%), Carlos Brandão (11%) e Josimar do Maranhãozinho (8%). Nenhum/Branco/Nulo ficaram em 13% e que não sabiam ou não responderam, 11%.

Considerando quadros mais enxutos, Weverton Rocha sairia na frente – 39% –  em uma disputa com Edvaldo Holanda Jr. (17%) e Carlos Brandão (15%), tendo Nenhum/Branco/Nulo com 16% e não sabem ou não responderam, 13%. Num cenário apenas com Carlos Brandão, Weverton também vence com largos 48%, frente à 19% do seu adversário. Nenhum/Branco/Nulo somariam 20%; e que não sabem ou não responderam, 13%.

No quesito rejeição, a pesquisa perguntou aos entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum. Roseana Sarney sai na frente, na rejeição do eleitorado, com 42%. Seguem a emedebista, Josimar do Maranhãozinho (30%), Carlos Brandão (21%), Simplício Araújo (16%), Roberto Rocha (15%), Weverton Rocha (14%), Edivaldo Holanda Jr. (14%) e Dr. Lahésio (13%). Um total de 22% dos entrevistados afirmou que votaria em todos; 21% não votaria em nenhum; e 4% não sabiam ou não responderam.

Senado

A pesquisa aponta Flávio Dino na frente para a disputa ao Senado, com 40%. Em segundo lugar, Roseana Sarney com 22%, seguida por Roberto Rocha (12%), Edivaldo Holanda Júnior (6%), Josimar do Maranhãozinho (6%) e Othelino Neto (3%). Nenhum/Branco/Nulo somaram 5% e que não sabiam ou não responderam, 6%.

Flávio Dino ganharia em cenários mais enxutos. Disputando com Roseana, ele teria 49% contra 31% da emedebista. Nenhum/Branco/Nulo somariam 15% e que não souberam ou não responderam, 5%. Em uma disputa com Roberto Rocha, Flávio Dino ganharia com índice 55% contra 28% do adversário. Nesse cenário, Nenhum/Branco/Nulo somariam 12% e que não souberam ou não responderam, 5%.

No quesito rejeição, os entrevistados, perguntados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, Roseana Sarney sai mais uma vez na frente, com 40%. Seguida por Josimar do Maranhãozinho (29%), Flávio Dino (26%), Othelino Neto (19%), Roberto Rocha (18%) e Edivaldo Holanda Júnior (15%). Um total de 5% afirmou que votaria em todos os candidatos e 6% não votaria em nenhum. Que não sabiam ou não responderam, totalizaram 4% das intenções de voto.

A pesquisa finaliza avaliando a administração do governador Flávio Dino. A maior parte dos entrevistados considerou a gestão regular (37%). Um total de 32% dos pesquisados considerou boa; 13% péssima; 9% ótima; e 8% ruim. Não sabiam ou não responderam somaram 1%. No entanto, o governo Flávio Dino é aprovado pela maioria dos entrevistados – 65%. Não aprovam somou 33% e que não sabiam ou não responderam, 2%.

Corte de energia para baixa renda é retomado pela Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) voltou a permitir o corte de energia energia aos consumidores de baixa renda. A medida vale a partir desta sexta-feira (1º). Em abril, a agência suspendeu o corte por inadimplência, aos beneficiários da tarifa social, em razão da pandemia do coronavírus.

O corte por inadimplência pode ocorrer por falta de pagamento da fatura relativa à prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica; e de serviços cobráveis, como o da religação de urgência e o do desligamento ou remoção de poste. Antes do corte, a distribuidora deve encaminhar uma notificação ao consumidor, impressa em destaque na fatura, com antecedência mínima de 15 dias.

Se enquadram como baixa renda quem tem renda menor ou igual a meio salário mínimo; inscritas no CadÚnico, com renda mensal de até três salários mínimos; e que tenham na residência, algum portador de doença crônica em tratamento que necessite uso contínuo de equipamentos vitais movidos a energia elétrica. Se enquadram ainda, beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), idosos ou pessoas com deficiência que tenham renda familiar de até um quarto do salário mínimo por pessoa.

Covid-19: ONU aponta perdas para a educação no Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) classificou a pandemia da covid-19 como a pior crise sistêmica global enfrentada pela humanidade, nos últimos 76 anos. Mais de 4,7 milhões de pessoas já morreram em todo o planeta, por complicações do novo coronavírus. Destas, 595 mil brasileiros.

A ONU classifica como “crise sem precedentes”, os impactos da pandemia na educação. Em abril de 2020, cerca de dois meses após a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, 47,9 milhões de crianças e adolescentes deixaram de frequentar aulas temporariamente. Considerada a situação ao longo de todo o ano passado, a organização estima que cerca de 5,5 milhões de estudantes brasileiros tiveram seu direito à educação negado em 2020.

“São necessários mecanismos sistêmicos e uma lente de equidade para reduzir as perdas no desenvolvimento humano e transformá-las em oportunidades no longo prazo”, aponta a ONU, destacando a importância do retorno às aulas presenciais em segurança.

A organização lembra que, embora seja uma alternativa, o ensino remoto pode agravar as desigualdades. A organização calcula que, no Brasil, cerca de 28% das famílias não têm acesso à internet. Percentual que aumenta conforme a renda familiar diminui.

Ainda sobre a situação específica do Brasil, a ONU afirma que a organização do sistema público de saúde nacional (SUS) propicia uma resposta rápida para ações emergenciais, embora, para isto, seja necessária uma “visão estratégica coordenada”.

A ONU aponta que, os pilares governança, proteção social, reimaginar o futuro para cada criança e adolescente, disrupção digital e economia verde são fundamentais para superar a crise. “Governos, setor privado e sociedade civil precisarão trabalhar juntos para promover a coesão social e a igualdade de gênero, e defender os direitos humanos e o estado de direito, especialmente em contextos frágeis e afetados por conflitos”, frisa o relatório.

Câmara cria auxílio Gás Social para famílias de baixa renda

A Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria o auxílio Gás Social, com objetivo de subsidiar o preço do gás de cozinha e voltado a famílias de baixa renda. A matéria segue para análise do Senado.

As famílias a serem contempladas serão definidas pelo Ministério da Cidadania, assim como a periodicidade do benefício, a operacionalização do benefício e a forma de pagamento. O Poder Executivo será autorizado a pagar o auxílio diretamente às famílias beneficiadas, na modalidade de transferência de renda.

A matéria assegura um benefício mensal às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo ou que tenham entre os seus integrantes pessoa que receba benefício de prestação continuada (BPC). Os créditos poderão ser concedidos por meio de cartão eletrônico ou outro meio previsto na regulamentação.