Bolsonaro e Michelle param de se seguir após resultado de eleição

Após derrota nas urnas no último domingo, 30, que elegeu o candidato Luiz Inácio Lula da Silva como 38° presidente do país, parece que as coisas não vão bem para o atual mandatário, que passará a faixa no dia 1° de janeiro de 2023.

Ainda não se sabe o motivo que fez o casal presidencial deixar de seguir um ao outro na rede social Instagram, na madrugada desta segunda-feira (31), mas, pelo comportamento intempestivo de Jair Bolsonaro (PL), não se pode duvidar de nada.

O marido não foi o único a receber unfollow: a primeira-dama também deixou de seguir Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro pelo Republicanos, segundo filho do chefe do Executivo.

Desde antes da apuração dos votos, eles não foram vistos juntos. Michelle Bolsonaro foi uma das figuras que mais se movimentaram politicamente em apoio ao marido, no segundo turno do pleito.

Ela circulou o país tentando conquistar votos entre católicos e mulheres, grupos em que o atual presidente apresentou desvantagem, além de buscar reforçar votos entre os evangélicos, grupo que a campanha petista fez intenso esforço para cooptar.

Bolsonaro mantém silêncio sobre vitória de Lula

Quinze horas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter confirmado neste domingo (30) a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República, Jair Bolsonaro, candidato derrotado do PL à reeleição, ainda não se manifestou sobre o resultado.

A agenda de Bolsonaro para esta segunda-feira (31) não prevê compromissos oficiais, mas, ele se dirigiu ao Palácio do Planalto. Durante discurso a apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula contou que até as 23h45 não havia recebido telefonema de Jair Bolsonaro.

“Vocês sabem que a gente vai ter que ter um governo para conversar com muita gente que está com raiva. Em qualquer lugar do mundo, o presidente derrotado já teria ligado para mim reconhecendo a derrota. Ele, até agora, não ligou, não sei se vai ligar e não sei se vai reconhecer”, disse Lula.

Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para o adversário e fazem uma declaração pública reconhecendo a vitória do oponente. Em 2018, por exemplo, o então candidato do PT Fernando Haddad reconheceu a vitória de Bolsonaro ainda no domingo à noite.

Neste segundo turno, o resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos. Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

Assim que o TSE declarou a vitória de Lula sobre Bolsonaro, diversos líderes mundiais reconheceram a vitória do petista, entre os quais: Joe Biden (Estados Unidos), Rishi Sunak (Reino Unido), Alberto Fernández (Argentina), Vladimir Putin (Rússia), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Olaf Scholz (Alemanha) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia).

Comércio poderá funcionar no Dia de Finados

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) informou que o comércio das cidades que compõem a Grande Ilha – São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa – tem autorização para funcionar no dia 02 de novembro, feriado nacional de Finados. Estão incluídos nesta lista, órgãos públicos, comércios e shoppings centers.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) firmada entre a Fecomércio-MA, os Sindicatos Empresariais e os Sindicatos dos Empregados do Comércio destes municípios, os lojistas de rua, bairros e galerias poderão abrir as portas das 8h às 18h e os estabelecimentos situados em Shopping Centers, das 10h às 22 horas.

Os comerciantes que optarem pela abertura das lojas deverão pagar adicional de 100% sobre o valor da hora normal ao empregado convocado neste dia, por se tratar de trabalho extraordinário. Além disso, o empregador deverá disponibilizar ao empregado uma gratificação de R$ 40 ao final do dia e recolher o valor de R$ 10 por empregado ao Sindicato dos Comerciários.

Exceção

As regras não se aplicam a supermercados e farmácias, cujas atividades são consideradas essenciais, podendo funcionar em horário livre neste dia, informou a Fecomércio. Aos empresários dos segmentos não compreendidos pela base sindical da Federação do Comércio, a orientação para a possível abertura ou não deve ser buscada junto ao sindicato patronal de cada categoria.

Grupo de caminhoneiros fecha estradas no país

Após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, neste domingo (30), caminhoneiros apoiadores do presidente fecharam trechos de estradas no Mato Grosso. Outras lideranças da categoria se organizam para bloquear BRs em Minas Gerais, Bahia, Goiás e no Sul do país.

Os apoiadores do presidente derrotado nas urnas alegam não aceitar a vitória do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito com 50,90% dos votos válidos, e pedem por uma intervenção militar. “72 horas para o exército tomar conta […] Não tem político nenhum que vai chegar perto de nós e só saímos da rua quando o Exército intervir. É o nosso futuro que está em jogo”, afirmou um dos integrantes do movimento em vídeo publicado na internet.

Alguns caminhoneiros estão usando os próprios caminhões para bloquear as vias, outros estão queimando pneus. Os protestos são acompanhados do hino nacional, como trilha sonora, e manifestantes vestidos com a camisa do Brasil e a bandeira do país amarrada ao corpo. Eles também reivindicam o artigo 142 da Constituição Federal, que estabelece que as Forças Armadas “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

De acordo com os caminhoneiros, eles “só voltarão para casa quando o exército tomar o Brasil”. Alguns integrantes da categoria estão usando as redes sociais para convocar eleitores de Bolsonaro para os protestos e, segundo alguns manifestantes no Twitter, representantes do agronegócio também estão aderindo à paralisação. “Ou lutamos agora ou perderemos o Brasil para o resto da vida”, disse um bolsonarista em vídeo.

Lula vence a eleição e será presidente pela terceira vez

Lula vence a eleição e será presidente pela terceira vez. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se elegeu presidente do Brasil pela terceira vez neste domingo (30). Com 99,34% das urnas apuradas, ele tem 50,86% dos votos válidos no segundo turno das eleições de 2022 e matematicamente não é mais possível reverter o resultado.

Lula venceu com 59,95 milhões de votos. O presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou com 49,14% dos votos válidos – ou 57,90 milhões de votos. Dos eleitores que compareceram às urnas, 3,16% (3,9 milhões) anularam e 1,43% (1,7 milhão) votaram em branco.

Desde que o país passou a ter a possibilidade de reeleição, em 1998, é a primeira vez que um presidente no exercício do mandato não vence a eleição que disputa.

Aos 77 anos de idade, Lula vai comandar o país pela terceira vez a partir de 1.º de janeiro de 2023. Ele já havia sido presidente por dois mandatos sucessivos entre 2003 e 2010.

Pesquisa Band aponta vitória de Lula no segundo turno

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está à frente na corrida presidencial, segundo pesquisa encomendada pela Band. O petista tem 73,4% dos votos válidos do Maranhão para presidente da República, e o atual presidente Jair Bolsonaro, 26,6%. Os índices consideram os votos válidos – que excluem votos brancos e nulos.

No resultado de votos totais, Lula apareceu com 68,9% e Bolsonaro, 24,9%. Indecisos somam 2,6%; brancos e nulos, 3,3%; e não opinou, 0,4%. Índices muito próximos da pergunta espontânea, quando não são apresentados nomes de nenhum candidato. Neste cenário, Lula tem 67,7%; Bolsonaro 24,4%; indecisos 4,1%; brancos e nulos, 3,5%; e não opinou 0,4%.

O levantamento perguntou ainda, se a escolha pelo candidato era definitiva – 93,5% disseram que sim, 6,2% disseram que ainda poderiam mudar de voto e 0,3% não soube opinar. Sobre a perspectiva de vitória, 69,6% acreditam que o vencedor será Lula, 19,6% acreditam que será Bolsonaro e 10,8% não soube opinar.

A pesquisa foi encomendada pela Band ao Instituto HC7 Consultoria, que ouviu 2.000 eleitores entre os dias 24 e 26 de outubro. Tem nível de confiança de 95%, margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-06490/2022.

Rejeição

A pesquisa também questionou a rejeição dos dois candidatos. Neste item, o presidente Bolsonaro aparece com 66,9%. O candidato petista tem 25,1%. Eleitores que não rejeitam nenhum dos dois somam 4,0% e 4,5% não souberam opinar.

Acusações e pouco diálogo propositivo marcam debate entre Lula e Bolsonaro

Um debate marcado pela falta do diálogo. Essa foi a tônica do último encontro entre os candidatos ao Planalto antes do segundo turno, realizado pela TV Globo, na noite de sexta (28). Por pouco mais de duas horas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) promoveram um debate com poucas propostas, com muitas referências ao passado e calcado em ataques.

Com a tensão presente na interação entre os candidatos, que qualificavam o adversário com termos que iam de mentiroso a descompensado, nem o mediador do debate, o jornalista William Bonner, conseguiu manter a paciência. Em meio ao clima bélico, Lula pode ser saído como vencedor do debate.

Bolsonaro e Lula pouco se preocuparam com os eleitores indecisos e podem ter apenas agradado suas ‘bolhas’. Com a maior parte do tempo dedicada a ataques mútuos, faltou debater propostas. E não houve nenhum grande fato novo, que poderia alterar o cenário polarizado, no qual o petista teve vantagem no primeiro turno e está melhor nas pesquisas para a eleição de domingo.

Foi um debate de surdos, com críticas mútuas e sem qualquer chance de diálogo. Um candidato perguntava e outro respondia sobre outro assunto. Bolsonaro explorou novamente os processos aos quais Lula respondeu na Justiça.

O debate foi uma troca mútua de ataques e xingamentos. Tanto um quanto outro se referiu ao adversário como mentiroso. Esse tipo de acusação, de maneira geral, não favorece o agressor, a não ser que seja acompanhado de provas.

Bolsonaro repetiu todo o seu repertório e encontrou um Lula mais preparado e na sua melhor performance em todos os debates. Lula imprimiu uma tônica de estadista. Martelou o fato de o Brasil ter se isolado do mundo. Citou os escândalos familiares de corrupção da família Bolsonaro e, no geral, enfrentou melhor os ataques de Bolsonaro.

A votação será no domingo (30), das 8h às 17 horas.

Governador Carlos Brandão promove “Arrastão do Lula!”

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), segue com atos pró-Lula em todas as regiões do estado. Depois de São Mateus do Maranhão e São Luís Gonzaga, agora foi a vez de alcançar as cidades de Turilândia, Santa Helena e São Bento, na noite de sexta-feira (28).

O “Arrastão do Lula!” comprovou novamente seu sucesso, reunindo milhares de pessoas nas três cidades e reforçando a participação popular nos atos de apoio ao ex-presidente.

“Grandes encontros com o povo marcaram nossa sexta-feira (28). Em Turilândia, Santa Helena e São Bento, a população de cada município participou ativamente dos nossos atos em prol do presidente Lula, preenchendo as ruas, marchando e reafirmando o desejo de que o Brasil volte a ser governado por quem respeita as instituições e sabe da importância de cuidar dos que mais precisam”, destacou Brandão.

Em Turilândia, a concentração ocorreu na praça de eventos da cidade – em seguida, o “Arrastão do Lula!” tomou conta de ruas e avenidas, passando também pelo município de Santa Helena. Já em São Bento, os apoiadores se concentraram na Praça do Aeroporto.

Para Brandão, Lula é a melhor opção para o país, que se destaca pela luta por um país democrático e que atue na geração de trabalho, renda e oportunidades.

“Vamos ampliar a força que Lula teve no 1º turno aqui no Maranhão e ser o estado que deu maior vantagem no Nordeste. Estamos do lado da democracia, da paz e da justiça social e é assim que iremos vencer. Vamos à luta e à vitória”, ressaltou.

Trump erra nome de Lula, diz que ele é lunático e declara apoio a Bolsonaro

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump usou sua rede social Truth, nesta sexta-feira (28), para voltar a demonstrar apoio ao atual mandatário brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições do próximo domingo (30).

“Domingo é um grande dia para o Brasil e para o mundo. Um grande e respeitado líder, que também é um grande cara com um grande coração, presidente Jair Bolsonaro, concorre à reeleição. Seu adversário, ‘Lulu’ [sic] é um lunático da esquerda radical que quer destruir o seu país e todo o tremendo progresso feito sob o presidente Bolsonaro, incluindo o fato de que o Brasil é um país respeitado de novo”, escreveu em sua conta.

Ao fim da mensagem, em letras maiúsculas, Trump diz que Bolsonaro “nunca vai desapontar”.

No primeiro turno, disputado em 2 de outubro, o republicano já havia divulgado uma mensagem, mas em forma de vídeo, apoiando o candidato do PL. No texto, Trump dizia que os brasileiros tinham “uma grande oportunidade de reeleger um líder fantástico, um dos maiores presidentes que qualquer país poderia ter”.

O norte-americano ainda usou a sua rede social para se manifestar após o primeiro turno, em 2 de outubro, onde Bolsonaro ficou atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que seu aliado estava “em uma posição muito forte para ter uma grande vitória” no segundo turno.

TSE determina que Jovem Pan reconheça inocência de Lula

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, concedeu nesta sexta-feira (28), duas liminares favoráveis à campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As decisões determinam que a Jovem Pan afirme que o petista foi inocentado.

Determinou ainda que seja dito que o ex-juiz Sérgio Moro não era o responsável pelos processos da Lava Jato relacionados ao ex-presidente.

As afirmações deverão ser feitas em seus programas “Morning Show” e “Os Pingos nos Is”.

O ministro deu continuidade a um caso julgado há duas semanas pela Corte Eleitoral. Na decisão em caráter liminar, o TSE decidiu que a rádio e o canal de TV evitassem se manifestar sobre eventuais condenações contra o petista.

O texto aprovado pelo TSE, que deverá ser exibidos pela emissora em dois programas, diz: “É necessário restabelecer a verdade: o Supremo Tribunal Federal confirmou a inocência do ex-presidente Lula derrubando condenações ilegítimas impostas por um juízo incompetente. A ONU reconheceu que os processos contra Lula desrespeitaram o processo legal e violaram seus direitos políticos. Lula venceu também 26 processos contra ele. Não há dúvida: Lula é inocente”.