Rodoviários e empresários não chegam a acordo e greve continua em São Luís

Pelo menos até a próxima quarta-feira (16) São Luís continuará com 60% da frota de ônibus em circulação, com os rodoviários mantendo o estado de greve. Nova audiência está marcada para esta data. Enquanto isso, o sistema de transporte coletivo circula com pouco mais da metade da frota.

Uma solução para o impasse entre patrões e empregados do setor estava sendo aguardada para a sexta-feira (11), mas a audiência de conciliação terminou sem acordo.

Mesmo com o aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus e com o auxílio mensal pago pela Prefeitura de São Luís, os empresários continuam alegando que não têm condições de atender as reivindicações dos trabalhadores.

Os rodoviários exigem 15% de reajuste salarial; R$ 800,00 de ticket alimentação e manutenção do plano de saúde concedido aos trabalhadores.

Nova reunião entre rodoviários e empresários para por fim à greve

Em nova reunião, marcada para esta sexta-feira (11), o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão e o Sindicato das Empresas de Transportes (SET), irão buscar solução para o impasse que mantém a região metropolitana de São Luís ainda em estado de greve do transporte público. A audiência será no Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (TRT-MA), bairro Areinha, às 14 horas.

O movimento grevista, que segue cumprindo determinação do TRT-MA, para que no mínimo, 60% dos ônibus permaneçam operando na capital, completará 24 dias amanhã. Até o momento, os empresários não ofereceram contraproposta que atenda as reivindicações dos trabalhadores, segundo o sindicato da categoria.

Os rodoviários estão reivindicando o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho, com vigência para este ano, que inclui o reajuste salarial de 15%.

Greve dos rodoviários: Aumento de passagens é sugerido pelo SET

Demissão dos cobradores de ônibus, aumento do subsídio pago pela Prefeitura de São Luís ou reajuste na tarifa para frear os prejuízos com o sistema de transporte coletivo são alternativas sugeridas pelo Sindicato das Empresas de Transportes (SET) para atenuar prejuízos no sistema.

A medida foi divulgada nesta quinta-feira (17) após conversas dos empresários. Segundo o órgão, os custos passara de R$ 5,8 milhões ano passado, para R$ 7,5 este ano.

Mesmo com o subsídio pago atualmente pela Prefeitura de São Luís, no valor de R$ 4 milhões, o reajuste na tarifa teria que ser, ao menos de R% 0,50, diz o SET. A passagem ficaria em R$ 4,20. Sem o subsídio, a passagem teria que ir para R$ 4,90.

Reunião

O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) marcou audiência entre os dois sindicato, nesta sexta-feira (18), para tentar a conciliação e por fim à greve dos rodoviários.

A audiência será via teleconferência e terá representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários (Sttrema).

São Luís chega ao segundo dia da greve dos rodoviários

Sem coletivos nas ruas e pessoas nas paradas a esperar. São Luís completa dois dias da greve dos rodoviários, nesta quinta-feira (17) e até o momento, sem qualquer acordo entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema). A paralisação afeta também as demais cidades que compõem a Grande Ilha – Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar.

O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) já decretou ilegalidade e abusividade da greve. Foi determinado ainda, que o mínimo de 80% dos coletivos sejam postos nas ruas e arbitrada multa diária de R$ 50 mil, por descumprimento da decisão. Até o momento, rodoviários não acataram a ordem da justiça. A ação no TRT-MA colocada pela Prefeitura de São Luís.

O TRT determinou também que o Sttrema não tente coagir ou impedir o trabalho dos rodoviários que se recusarem a participar do movimento grevista. A justiça autorizou ação da Polícia Militar, para garantir segurança dos trabalhadores e integridade de bens públicos ou privados.

Rodoviários alegam que SET não tenta fazer acordo e este, por sua vez, que não teria condições de arcar com as demandas trabalhistas. A categoria pede reajuste salarial de 15%, ticket-alimentação de R$ 800, inclusão de um dependente no plano de saúde, regularização dos salários atrasados e ainda, que sejam assegurados os empregos dos cobradores de ônibus.

São Luís pode enfrentar nova greve de ônibus

O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão anunciou que está em estado de greve, a partir desta quinta-feira (3). A decisão foi tomada em reunião da categoria, realizada na tarde de ontem, e significa que, a qualquer momento, o serviço de transporte público, que serve a Grande Ilha, pode parar.

O motivo, segundo eles, é a indefinição nas discussões sobre a Convenção Coletiva de Trabalho deste ano. Os profissionais querem reajuste e os empresários alegam falta de condições.

O próximo passo será a entidade informar os órgãos competentes, poder judiciário, trabalhadores e assim, após cumprir os prazos legais, deflagrar a greve geral.

“Os empresários nos dariam um posicionamento, até essa semana, e nada. Por isso, decidimos pelo estado de greve. Podemos parar a qualquer momento. Essa situação demonstra a falta de respeito dos empresários com a nossa categoria”, disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito.

Desde dezembro do ano passado, a entidade encaminhou ao Sindicato das Empresas de Transportes (SET), proposta da nova Convenção Coletiva de Trabalho. Algumas reuniões ocorreram, mas, segundo os rodoviários, até o momento não houve contraproposta.

Greve: Garis suspendem coleta de lixo em São Luís

A coleta de lixo está parada, por tempo indeterminado, em toda São Luís. Os agentes da limpeza pública da capital decretaram greve, nesta segunda-feira (24), cobrando cumprimento de acordo trabalhista, por parte da Prefeitura de São Luís.

Eles querem pagamento de uma diferença salarial que corresponde a três meses do ano passado – valor que seria de R$ 300 do tíquete-alimentação. Salários estão sendo pagos normalmente, segundo eles.

O presidente do Sindicato de Asseio e Conservação (Seac), Maxwell Bezerra, disse que são várias promessas não cumpridas pela empresa São Luís Engenharia Ambiental e que agora, só vai dialogar com a Prefeitura.

Cerca de 1.180 trabalhadores estão de braços cruzados.

Imperatriz: Prossegue manifestação de moradores em residencial

Protesto de moradores do residencial Colina Park, em Imperatriz, na manhã desta quarta-feira (12), fechou a BR-010. O moradores atearam fogo em pneus e espalharam ao longo dos dois sentidos da estrada, deixando lento o trânsito de veículos no local. Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi ao local e conseguiu liberar a via.

Pelo menos 200 moradores do condomínio tiveram que deixar as casas por causa da enchente do rio Tocantins. A cidade é uma das atingidas pelas enchentes, fruto das chuvas. O nível do rio se mantém em 9,80 metros, porém, são três metros acima da cota de inundação.

A empresa responsável pelos loteamentos Colina Park em Imperatriz,  Casa e Terra Empreendimentos Imobiliários, disse, em nota, que presta o apoio às famílias. “a empresa está presente em auxílio à sua clientela desde os primeiros momentos, disponibilizando ajuda logística por meio de caminhões, barcos e equipes de apoio para auxiliar no socorro e transportes de bens”.

Ainda segundo o comunicado, a empresa “entende que a situação de cheias enfrentadas em vários estados brasileiros é grave, não sendo diferente na cidade de Imperatriz e São Miguel, o que levou a decretação do estado de emergência , dessa forma, não medirá esforços para buscar soluções para o bem-estar dos seus clientes”.

Funcionários param atividades no Porto do Itaqui

Trabalhadores que realizam os carregamentos e descargas de produtos no Porto do Itaqui, cruzaram os braços, na manhã desta segunda-feria (10). Eles reivindicam reajuste salarial imediato, ou ameaçam não retornar às atividades.

Imagens de vídeo que circula nas redes sociais, mostra a manifestação dos trabalhadores, em área externa do porto, onde ficam os ônibus estacionados. Nas conversas, os manifestantes gritam palavras de ordem e reclamam o reajuste. Um homem incentiva os demais dizendo que “tem que lutar”. O homem diz ainda que o protesto iniciou no vestuário.

O movimento teria sido comandado pelo sindicato da categoria e não tem prazo para terminar. Os manifestantes aguardam posicionamento da diretoria do Itaqui.

Indígenas dizem que vão derrubar mais torres da Eletronorte

Indígenas da reserva Cana Brava, situada na região Central do Maranhão, ameaçam derrubar mais torres de energia da Eletronorte, caso não haja a presença de representantes da Funai e da empresa para conversar. Eles estão insatisfeitos com as cestas básicas que recebem como forma de compensação ambiental.

Os índios reivindicam o direito de poder comprar a própria comida e pedem cumprimento de reivindicações solicitadas em 2013. Eles esperam que as cestas sejam trocadas por vale-alimentação e o direito de escolha dos próprios alimentos. Para forçar as negociações duas tores de alta-tensão do já foram derrubadas pelos índios.

A primeira torre foi derrubada no domingo (12). Funcionários da estatal de energia estão na região para fazer os reparos, sob escolta da Polícia Federal e um helicóptero. Ainda assim, não conseguiram impedir que uma segunda torre fosse demolida. A Eletronorte está utilizando um sistema alternativo há quatro dias para evitar um apagão em 70 cidades.

O Conselho Supremo dos Guajajaras diz que o manifesto é pacífico, mas alerta que os caciques já perderam a paciência e só retornam para as aldeias quando forem atendidos. 4.260 famílias dependem dos alimentos repassados como compensação ambiental para as aldeias.

O Ministério Público Federal disse que faz a intermediação do conflito desde janeiro deste ano. Informou que a Justiça decidiu favoravelmente aos indígenas, mas que a Eletronorte e a Funai têm feito contestações, atrasando o cumprimento da decisão. Mais uma vez, nem a Funai, nem a Eletronorte se manifestaram sobre o assunto.

Rodoviários paralisam atividades em São Luís

Rodoviários da empresa de ônibus Patrol realizam, na manhã desta quinta-feira (11), uma paralisação na porta da empresa, que fica na Avenida Jerônimo de Albuquerque, Vinhais.  A empresa atende linhas das regiões da Cidade Olímpica e Cidade Operária.

Os funcionários afirmam que não são cumprindo os direitos trabalhistas da Convenção Coletiva de Trabalho. Os rodoviários dizem que os empresários não cumpriram ainda o aumento no reajuste salarial no valor de 5%, o percentual de 6% no tíquete alimentação, que corresponde a R$ 620,00, e o pagamento dos salários em atraso.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que a frota operante da empresa é de 12 veículos e que esse total foi remanejado de outras empresas, para dar cobertura total aos serviços prestados pela Patrol.

A SMTT ressalta que conversa com o Sindicato das Empresas de Transporte (SET), pois este se comprometeu em cobrar das empresas o cumprimento do acordo com os rodoviários.