Braide x Câmara: Angela Salazar relatará recurso sobre Orçamento de SLZ


A desembargadora Angela Salazar, da 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão foi sorteada relatora do recurso da Câmara Municipal de São Luís contra decisão de 1º grau que liberou o prefeito Eduardo Braide (PSD) a executar parte do Orçamento 2026, via créditos suplementares, mesmo antes da votação da matéria em plenário.

No domingo, 8, a desembargadora Maria da Graça Amorim, respondendo pelo plantão judicial, proferiu despacho destrancando a pauta do Legislativo e proibindo Braide de editar novos decretos de liberação orçamentária enquanto a LOA 2026 não for votada.

Com o caso em mãos, a relatora agora decidirá se confirma a liminar do plantão, e, depois disso, deve encaminhar o caso para apreciação pelo colegiado do qual faz parte.

Depoimentos de Paulo e Eva Curió foram adiados

Ainda não foi desta vez que o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e a primeira-dama Eva Curió, foram ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão.

Os depoimentos deveriam ter ocorridos nesta terça-feira (06), mas novamente a pedido das defesas foram adiados e irão acontecer na sexta-feira (09).

Paulo e Eva Curió foram presos durante a Operação Tântalo, do GAECO, que aponta um desvio milionário de R$ 56 milhões dos cofres da Prefeitura de Turilândia.

Na quarta-feira (07), devem prestar depoimento a vice-prefeita de Turilândia, Tânya Karla Cardoso Mendonça, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva.

Já todos os vereadores de Turilândia, que cumprem prisão domiciliar, irão prestar depoimentos em Santa Helena.

Após a conclusão de todos os depoimentos, o Ministério Público deve confrontar as declarações dos investigados com as provas já reunidas no inquérito. A expectativa é que, na sequência, o MPMA formalize a denúncia à Justiça contra os envolvidos no esquema de corrupção em Turilândia.

Protesto contra reintegração de posse em terreno de Paço do Lumiar trava a MA-201


Um protesto contra uma reintegração de posse bloqueou, na manhã desta segunda-feira (5), o trânsito na Estrada de Ribamar (MA-201).

Terreno invadido receberá obras do PAC

A operação de reintegração diz respeito a um terreno onde estão previstas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no município de Paço do Lumiar segundo informações da Polícia Militar.

Agora, a Justiça determinou a retirada dos imóveis construídos irregularmente no local. Uma guarnição da PMMA está na Estrada de Ribamar e já iniciou diálogo com os manifestantes para tentar evitar conflitos e garantir o cumprimento da decisão judicial.

Por causa do protesto, o trânsito ficou parado na região nesta manhã.

Pedido de intervenção em Turilândia será analisado após recesso do Judiciário


O futuro administrativo de Turilândia permanece em compasso de espera. O pedido de intervenção em Turilândia, protocolado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), só deverá ser analisado após o fim do recesso do Judiciário, quando o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) retoma suas atividades regulares.

Na prática, isso significa que qualquer definição sobre uma eventual reorganização do comando municipal só deve ocorrer a partir do dia 7 de janeiro, data prevista para a retomada das sessões ordinárias e do funcionamento administrativo do Judiciário estadual.

O pedido foi analisado inicialmente pelo desembargador plantonista do TJMA, que concluiu que o caso não se enquadra como matéria urgente para apreciação durante o plantão judicial. Com esse entendimento, o magistrado determinou a redistribuição do processo para uma das câmaras do tribunal, onde seguirá o trâmite regular após o recesso.

A iniciativa do MPMA foi adotada após avaliação técnica do procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro Ferreira, responsável por autorizar o encaminhamento do pedido ao Judiciário. A medida foi motivada pela gravidade do cenário institucional vivenciado pelo município.

Mesmo com a postergação da análise judicial, o Ministério Público deve avançar em outras frentes paralelas. Entre elas, está a aceleração de ações na esfera cível, com o objetivo de buscar a perda dos cargos dos gestores afastados, ampliando a responsabilização administrativa e institucional dos envolvidos.

A manifestação do MP tem como fundamento as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), no âmbito da Operação Tântalo II. As apurações identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa estruturada dentro da Prefeitura e da Câmara Municipal de Turilândia. As oitivas do caso começam no dia 5 de janeiro.

A decisão judicial que resultou na Operação Tântalo II determinou o afastamento dos atuais prefeito e vice-prefeita, Paulo Curió e Tânya Mendes. Com isso, conforme previsto na legislação, o presidente da Câmara Municipal assumiu interinamente o comando da prefeitura. Também estão presos a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima, o marido dela, Marlon Serrão e o contador da prefeitura Wandson Barros.

Apesar de estar em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, o presidente da Câmara, José Luiz Araújo Diniz, não foi afastado do cargo de vereador. A administração municipal está sendo exercida da residência dele. O investigado está autorizado a comparecer à Câmara Municipal apenas em dias de sessão previamente designados e não pode se ausentar da cidade sem autorização judicial.

O descumprimento das medidas cautelares pode resultar na revogação da prisão domiciliar e na decretação da prisão preventiva em unidade prisional.

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Serão 736 apenados beneficiados com a saída temporária do Natal


O juiz titular da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha de São Luís, Francisco Ferreira de Lima, encaminhou à Secretaria de Estado da Administração Penitenciária a lista com os nomes dos 736 apenados e apenadas beneficiados com a saída temporária do Natal de 2025. Todos foram autorizados a sair a partir das 9h do dia 23 de dezembro (terça-feira), devendo retornar aos estabelecimentos prisionais até às 18h do dia 29 de dezembro (segunda-feira).

O magistrado determinou também que os diretores das unidades prisionais comuniquem à 1ª VEP, até às 12h do dia 7 de janeiro de 2026, o retorno ou não dos internos e internas e eventuais alterações.

O magistrado esclarece que os apenados e apenadas foram beneficiados com a saída temporária por preencherem os requisitos previstos nos artigos 122 e 123 da Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal) e podem sair para visita aos familiares se por outros motivos não estiverem presos. Não terá direito ao benefício o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo ou com violência ou grave ameaça contra pessoa (§ 2º, art.122).

Os beneficiados e beneficiadas devem cumprir várias restrições como fornecer o endereço onde reside a família a ser visitada ou onde poderá ser encontrado durante o gozo do benefício; recolhimento à residência visitada, no período noturno; não frequentar festas, bares e similares; entre outras determinações.

Conforme o artigo 123 da Lei de Execução Penal, a “autorização será concedida por ato motivado do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: comportamento adequado; cumprimento mínimo de um sexto da pena, se o condenado for primário, e um quarto, se reincidente; compatibilidade do benefício com os objetivos da pena”.

Justiça condena hospital em caso da morte do filho de Flávio Dino

Depois de 13 anos, enfim, a Justiça condenou o Hospital Santa Lúcia, em Brasília, em ação movida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após a morte de seu filho, Marcelo Dino, em fevereiro de 2012.

Desde o fatídico ocorrido, Flávio Dino tem sempre responsabilizado o hospital pela morte do filho, que na época tinha apenas 13 anos. O anúncio foi feito, de maneira emocionante, pelo próprio Flávio Dino nas suas redes sociais.

“No dia 14 de fevereiro de 2012, meu filho Marcelo Dino (Peixinho), então com 13 anos, foi arrancado para sempre dos meus braços, vítima de péssimo atendimento no HOSPITAL SANTA LÚCIA, de Brasília. Depois de 13 anos e 6 meses de tramitação, a ação judicial que movemos contra o citado hospital Santa Lúcia resultou na sua condenação, com trânsito em julgado. A “indenização” que foi paga por essa gente não nos interessa e será integralmente doada. O que importa é o reconhecimento da culpa do hospital. Espero que essa decretação de responsabilidade tenha resultado no fim dos péssimos procedimentos do hospital Santa Lúcia, que levaram à trágica e evitável morte de uma criança de 13 anos”, afirmou.

Dino lembrou dos momentos de vida do filho e da eterna saudade que sente de Marcelo.

“Meu filho Marcelo era forte, adorava brincar, jogava bola muito bem, todos os dias. Amava a sua escola, o Flamengo, o seu cachorro Fred (que já se foi), a sua guitarra, que dorme silenciosa no meu armário. É sobretudo aos amigos e amigas do Marcelo que dedico essa mensagem. Eles choraram com nossa família, sofreram conosco, têm saudades. Eram crianças, hoje são adultos de 27 anos, idade que meu filho teria (tem). Agradeço o tanto que amaram e amam o Peixinho, como carinhosamente chamavam o meu filho. E desejo que sempre tenham doçura, amor no coração e lutem por justiça, em todos os momentos das suas vidas. Marcelo vive para sempre, no Reino de Deus e nos nossos corações. Meu peito sangra e dói, mas tenho FÉ”, finalizou.

TJMA concede liberdade ao prefeito de Igarapé Grande, acusado de matar PM


O desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), concedeu, nesta sexta-feira (19), liberdade provisória ao prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Peixoto Moura Xavier, preso preventivamente sob acusação de assassinar o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos. A decisão foi proferida em caráter liminar no âmbito de um habeas corpus criminal.

Segundo a denúncia, o episódio ocorreu em 6 de julho deste ano, durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. A acusação aponta que o gestor efetuou cinco disparos contra o policial após uma discussão motivada pelo uso do farol alto de um veículo. Já a defesa sustenta que João Vitor agiu em legítima defesa, alegando que o militar, embriagado e armado, iniciou as agressões físicas e chegou a sacar sua arma antes de ser atingido.

Ao analisar o pedido, o desembargador considerou que, embora existam indícios de autoria e materialidade, a prisão preventiva não se justifica por ausência dos requisitos legais, como o risco concreto de reiteração criminosa ou ameaça à ordem pública. Figueiredo dos Anjos ressaltou que o “clamor público” não pode, por si só, embasar a manutenção da custódia cautelar. “Perigo para a sociedade, o acusado, nesse momento, não representa”, destacou na decisão.

Com isso, o prefeito foi colocado em liberdade sob condições específicas: uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento mensal em juízo, proibição de frequentar bares e boates, recolhimento domiciliar noturno, afastamento de testemunhas e proibição de deixar a comarca. O descumprimento das medidas pode levar à revogação do benefício e novo decreto de prisão.

Justiça mantem prisão de prefeito acusado de matar PM

O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, decidiu manter a prisão preventiva do prefeito de Igarapé Grande, João Vítor Peixoto Moura Xavier, acusado de assassinar o policial militar Geison Thiago da Silva dos Santos, de 39 anos. Além de responder por homicídio qualificado, receptação e porte ilegal de arma de fogo. A decisão foi proferida nesta terça-feira (26).

A defesa havia pedido a revogação da prisão, alegando que o réu é primário, possui residência fixa e bons antecedentes, além de estar licenciado do cargo de prefeito por 120 dias. Também sustentou que não haveria risco à ordem pública ou à instrução criminal e defendeu a aplicação de medidas cautelares alternativas.

Segundo a denúncia, após uma discussão em uma festa, João Vítor teria ido até seu carro, pegado uma arma de fogo e efetuado vários disparos contra a vítima, que morreu no local. Laudo cadavérico apontou cinco disparos, sendo ao menos três pelas costas. Testemunhas ouvidas no inquérito confirmaram a versão de que o prefeito atirou nas costas do PM.

Para o magistrado, as circunstâncias do crime revelam gravidade concreta e risco de reiteração delitiva. Ele destacou que primariedade e bons antecedentes não afastam, por si só, a prisão preventiva quando há elementos justificando a medida. A tese de legítima defesa apresentada pela defesa não foi comprovada de plano e será analisada na instrução do processo.

Na decisão, o juiz ainda determinou o desentranhamento de postagens de redes sociais apresentadas pela defesa, por entender que elas não têm relação com o fato apurado e poderiam ofender a dignidade da vítima, conforme prevê a Lei 14.245/2021 (Lei Mariana Ferrer).

O Ministério Público já havia se manifestado contra a soltura. As partes foram intimadas e o MP deverá se pronunciar sobre o pedido de habilitação de assistente de acusação no prazo de cinco dias.

Saída Temporária: mais de mil detentos sairão no Dia dos Pais


Apesar da aprovação de uma lei que extinguiu o benefício da Saída Temporária, algo que só existe praticamente no Brasil, a nova legislação só alcança os condenados após sua homologação e com isso os presos anteriormente continuam sendo beneficiados.

Nesta semana, serão mais de mil detentos que irão receber o benefício da Saída Temporária no Dia dos Pais, na Grande Ilha.

A 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha enviou à Secretaria de Administração Penitenciária do Maranhão (SEAP) uma lista com 1017 nomes de detentos que serão beneficiados.

Os presos que irão sair nesta Saída Temporária do Dia dos Pais, estarão liberados a partir de quarta-feira (06), às 09h, tendo o retorno previsto para o dia 12 de agosto, próxima terça-feira, até as 18h.

Vale ressaltar que os beneficiados precisam estar recolhidos na residência no período noturno, bem como não poderão frequentar festas, bares e similares.

Justiça torna prefeito de Santa Inês e mais 13 réus por suposto desvio de R$ 55 milhões

A Justiça do Maranhão aceitou, denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus (PP), e outras 13 pessoas, todas acusadas de integrar um esquema de desvio de R$ 55 milhões dos cofres públicos municipais. A decisão transforma os investigados em réus por crimes como fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), no âmbito da Operação Tríade. De acordo com o MP, o grupo teria estruturado um esquema para manipular processos licitatórios, direcionar contratos e desviar recursos por meio de empresas de fachada e contratos superfaturados.Felipe dos Pneus chegou a ser afastado do cargo em 2023, mas retornou à função antes do recebimento formal da denúncia. Entre os réus também estão familiares do gestor, como a irmã Thalihina Rodrigues de Carvalho e o pai, Antônio Barbosa de Carvalho, além de empresários e servidores públicos.

A ação penal tramita na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís e seguirá agora para a fase de instrução, que inclui coleta de provas, análise documental e depoimentos de testemunhas e investigados. Segundo o Gaeco, a denúncia apresentada em janeiro detalha como os recursos públicos foram desviados por meio de licitações fraudulentas e movimentações financeiras suspeitas.

Se condenados, os réus podem pegar penas que, somadas, ultrapassam 50 anos de prisão.