Janaína reage a decisão pelo seu afastamento do mandato de deputada estadual


A deputada estadual Janaína se manifestou nesta quarta-feira (26) sobre a decisão da Justiça do Maranhão que determinou medidas cautelares no âmbito de uma ação civil pública por improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público e que tem entre os principais alvos o ex-prefeito de Imperatriz Assis Ramos, ex-marido da parlamentar.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Janaína afirmou que tomou conhecimento do caso pela internet, que ainda não havia sido oficialmente notificada e disse ter sido surpreendida pelo fato de acusações que, segundo ela, dizem respeito exclusivamente ao ex-marido produzirem efeitos contra sua pessoa.

“Gente, eu quero aqui tranquilizar a todos a respeito do que foi noticiado hoje. Eu tomei conhecimento apenas através das redes sociais, não fui notificada, mas eu jamais poderia imaginar que as acusações que dizem respeito apenas ao meu ex-marido, elas produziriam efeitos contra a minha pessoa e que eu não tenho absolutamente nada a responder”, declarou.

A manifestação ocorre após decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de Imperatriz numa ação em que o Ministério Público aponta um suposto esquema de desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito durante a administração de Assis Ramos em Imperatriz.

A decisão judicial determinou uma série de medidas cautelares, incluindo indisponibilidade de bens e o afastamento de Assis Ramos de suas funções como delegado da Polícia Civil. Em relação a Janaína, o magistrado também determinou cautelarmente seu afastamento do cargo de deputada estadual, mas condicionou a eficácia da medida à deliberação da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Isso significa que o afastamento da parlamentar não ocorre automaticamente: para produzir efeitos sobre o exercício do mandato, a medida precisa ser submetida à Assembleia Legislativa, conforme estabelecido na própria decisão judicial, que cita a imunidade parlamentar, o princípio da simetria e jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

Janaína também procurou afastar qualquer repercussão do caso sobre sua participação nas eleições deste ano. Segundo ela, sua candidatura já foi deferida pela Justiça Eleitoral e sua equipe jurídica acompanha o processo.

“E antes de tudo, eu também quero informar aqui a todos que a nossa candidatura, ela foi aprovada, deferida pela Justiça Eleitoral, e o nosso jurídico aqui já está acompanhando toda essa situação e tomando todas as medidas necessárias”, acrescentou.

A deputada afirmou ainda que continuará normalmente com suas atividades de campanha enquanto seus advogados adotam as providências jurídicas relacionadas à decisão.

“Eu quero aqui afirmar a todos que nós continuamos firmes, trabalhando a nossa campanha aqui, seguindo em frente. Bora pra luta, bora pra cima”, concluiu.

Assis reage a decisão de afastamento e diz que já está fora do cargo de delegado para a campanha


O ex-prefeito de Imperatriz e candidato a deputado estadual Assis Ramos se manifestou sobre a decisão da Justiça do Maranhão que determinou, entre outras medidas cautelares, seu afastamento da função de delegado da Polícia Civil. Em vídeo, ele afirmou que ainda não foi formalmente citado no processo e garantiu que a medida não interfere em sua candidatura nas eleições deste ano.

Assis disse ter tomado conhecimento das informações por meio de blogs e criticou veículos que classificou como ligados aos seus adversários políticos e à Prefeitura de Imperatriz.

“Bom dia, gente. Mais uma vez eu fico surpreso com algumas informações que chegam ao meu respeito, e eu tomo conhecimento através de blogs, né? É, blogs esses aliados aos meus adversários, […] blogs alinhados à Prefeitura de Imperatriz, onde noticiaram de um eventual afastamento meu da minha função de delegado de Polícia Civil”, declarou.

O afastamento foi determinado no âmbito de uma ação civil pública por improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão e em tramitação na 1ª Vara da Fazenda Pública de Imperatriz.

Na decisão, a Justiça aponta, em análise cautelar, a existência de elementos relacionados a um suposto esquema de desvio de verbas públicas e enriquecimento ilícito, com alegada aquisição de imóveis, fazendas, gado e veículos por meio de terceiros. As acusações ainda serão analisadas no decorrer do processo e não representam condenação definitiva.

Ao comentar especificamente seu afastamento da Polícia Civil, Assis ressaltou que já está afastado das atividades funcionais em razão da campanha eleitoral. Disse também que pretende adotar providências jurídicas depois de tomar conhecimento formal da decisão.

“Quero dizer que eu já tô afastado porque eu tô em campanha eleitoral, mas assim que eu for citado, assim que eu for citado formalmente, assim que eu tomar conhecimento, assim que eu for ouvido, porque nem sequer ouvido eu fui, né? A gente vai tomar as medidas cabíveis”, afirmou.

O ex-prefeito também enfatizou que a decisão não altera sua situação como candidato a deputado.

“Mas isso nada afeta a minha condição de candidato a deputado estadual. Continuo sendo candidato a deputado estadual, sou candidato a deputado estadual, tô cumprindo minha agenda e vou cumprir até o final da campanha, e com fé em Deus e no povo do Maranhão nós vamos nos eleger”, declarou.

Além do afastamento cautelar de Assis Ramos da função de delegado, a decisão estabeleceu outras medidas contra os envolvidos na ação, entre elas indisponibilidade de bens.

A ex-mulher de Assis, deputada estadual Janaína, também foi alcançada por uma determinação de afastamento cautelar, mas, no caso dela, a própria decisão condicionou a eficácia da medida à deliberação da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Câmara de São Luís terá 30 dias para convocar aprovados de concurso de 2019


A Justiça do Maranhão determinou que a Câmara de São Luís convoque, no prazo de 30 dias, os candidatos aprovados no cadastro de reserva do concurso público realizado em 2019. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e busca reduzir a diferença entre o número de servidores efetivos e comissionados da Casa Legislativa.

Segundo informações apresentadas no processo, atualmente a Câmara de São Luís possui 207 servidores efetivos e 587 ocupantes de cargos comissionados.

Decisão busca ampliar quadro de servidores efetivos

A decisão é assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins, que destacou que os cargos comissionados devem ser destinados exclusivamente às funções de direção, chefia e assessoramento, conforme estabelece a Constituição Federal.

Diante desse cenário, o magistrado determinou que a Câmara de São Luís convoque os candidatos aprovados no cadastro de reserva do concurso de 2019 para reforçar o quadro de servidores efetivos.

Acordo com o Ministério Público

Na decisão, o juiz também reconheceu que a Câmara de São Luís já vem adotando medidas em razão de um acordo firmado anteriormente com o Ministério Público do Maranhão.

Mesmo assim, entendeu que a convocação gradual dos aprovados deve ser realizada dentro do prazo de 30 dias fixado na sentença, como forma de ampliar o número de servidores efetivos e adequar a estrutura administrativa da Casa.

Situação do quadro de servidores

Atualmente, conforme dados da própria Câmara de São Luís:

  • 207 servidores são efetivos;
  • 587 ocupam cargos comissionados.

MPMA aciona VIP Leilões e ASA Rent a Car por irregularidades na venda de veículos


O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de São Luís, ajuizou, nesta quarta-feira, 1º/07, uma Ação Civil Pública com pedido de tutela antecipada contra as empresas VIP Leilões e ASA Rent a Car. A ação, que tramita na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, acusa as companhias por práticas abusivas e sistemáticas na comercialização de veículos em leilões extrajudiciais, lesando os direitos de consumidores no estado.

A promotora de justiça Alineide Martins Rabelo Costa requer que a Justiça determine de forma imediata que as empresas se abstenham de ofertar ou manter em leilão veículos com gravames (restrição financeira), bloqueios judiciais, débitos ou problemas cadastrais que impeçam o licenciamento ou transferência imediata.

Também exige a proibição de ocultar ou omitir informações essenciais nos editais e veda a cobrança de taxas, penalidades ou multas aos consumidores que desistirem da compra motivados por irregularidades ocultas atribuídas às empresas.

Para o caso de descumprimento, o MPMA solicitou a fixação de uma multa diária de R$ 20 mil.

No mérito, a Ação Civil requereu a condenação solidária da VIP Leilões e da ASA Rent a Car ao pagamento de R$ 2 milhões de reais,a título de danos morais coletivos, cujo montante deverá ser revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).

FATOS

A investigação promovida pelo Ministério Público teve início após uma denúncia protocolada em fevereiro de 2025 por um consumidor que adquiriu automóveis pertencentes à frota da ASA Rent a Car em um certame intermediado pela VIP Leilões. Após a liberação dos pátios, o adquirente enfrentou diversas irregularidades documentais e registrais, incluindo a presença de alienações fiduciárias ativas (gravames financeiros) e desconformidades entre os números de motor e chassi. Tais falhas inviabilizaram por completo a vistoria veicular e a regular transferência de propriedade junto ao Detran/MA.

Além do impedimento burocrático, o Ministério Público constatou que houve uma demora de cerca de cinco meses para a entrega da Autorização para Transferência de Propriedade de Veículo (ATPV). Os próprios consumidores descobriram que a leiloeira havia trocado os dados cruzados das ATPVs de diferentes compradores, fazendo com que a documentação entregue a um correspondesse fisicamente ao veículo que estava sob a posse de outro.

Ao buscar a solução do impasse na esfera administrativa, o consumidor enfrentou um “jogo de empurra”. A VIP Leilões eximiu-se de culpa alegando atuar como mera mandatária e repassando o dever de regularização à vendedor.

Já a ASA Rent a Car atribuiu a culpa integral ao consumidor, sustentando falsamente que os veículos estavam desembaraçados e que restrições posteriores teriam surgido por supostas infrações de trânsito dos novos donos – tese desmentida pelas provas anexadas aos autos, que comprovaram gravames anteriores aos certames.

O Ministério Público identificou que o problema não se trata de um caso isolado, mas sim de um padrão comercial reiterado que fere os deveres de informação e transparência previstos no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Ovo de Páscoa: Jordélia Barbosa é condenada a mais de 66 anos

Depois de um ano de um crime que ganhou repercussão em todo Brasil, Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar e matar com um ovo de Páscoa duas crianças em Imperatriz, foi condenada em júri popular a mais de 66 anos de prisão.

Em abril de 2025, Jordélia enviou um ovo de páscoa envenenado para Mirian Lira, que seria companheira do ex-namorado de Jordélia, que por ciúmes praticou o crime. Só que além de Miriam Lira, seus dois filhos Luiz Fernando (7 anos) e Evelyn Fernanda Rocha Silva (13 anos), também comeram o ovo de páscoa envenenado. Miriam ficou em estado grave e precisou ser internada, mas as duas crianças não resistiram e morreram.

Jordélia foi condenada a uma pena de 66 anos, oito meses e sete dias de prisão pelo homicídio da duas crianças e pela tentativa de homicídio contra a mãe das vítimas.

Acusada matar duas crianças com ovo de Páscoa envenenado no MA será julgada no dia 22 de junho


Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar uma família com um ovo de Páscoa em abril de 2025, vai a júri popular no dia 22 de junho pelo assassinato de duas crianças e pela tentativa de homicídio contra a mãe delas. A informação é do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) em Imperatriz.

Presa desde 17 de abril de 2025, em São Luís, ela é apontada como responsável pelas mortes dos irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, além de tentar matar Mirian Lira, mãe das vítimas, que também consumiu o doce e sobreviveu.

Apesar da repercussão nacional e internacional do caso, Jordélia Pereira Barbosa, apontada pela Polícia Civil e acusada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) de ser a autora do envenenamento, ainda não havia sido levada a julgamento.

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) aceitou a denúncia e, em setembro do mesmo ano, decidiu que ela deveria ir a júri popular. O julgamento, porém, ainda não aconteceu porque a defesa recorreu da decisão.

A Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão informou que o recurso foi apresentado em setembro de 2025, depois da decisão que determinou o envio do caso ao júri, e os autos foram encaminhados no dia 30 do mesmo mês. Mas o processo ainda está em análise no Tribunal de Justiça.

Na prática, a defesa tenta reverter a decisão que levou a acusada a júri. Entre os pedidos, estão a anulação da decisão, a retirada do caso do júri ou a mudança da classificação do crime. O caso ainda aguarda julgamento. Por estar sob segredo de Justiça, mais detalhes não foram divulgados.

STJ nega liminar a prefeito que matou policial em vaquejada

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu liminar em que a defesa do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), pleiteava a suspensão do prazo para resposta à acusação até a juntada do laudo toxicológico da vítima, com reconhecimento de cerceamento de defesa e violação à paridade de armas.

O gestor, que confessou ter assassinado o policial militar Geidson Thiago da Silva, também solicitou a anulação dos atos praticados a partir da citação para resposta, com reabertura do prazo legal para apresentação de nova resposta à acusação.

Ao analisar o caso, o ministro afirmou que a defesa de João Vitor Xavier não foi capaz de comprovar, em uma avaliação inicial, o alegado constrangimento ilegal, tampouco a presença do fumus boni iuris, considerado um requisito indispensável para a concessão da medida de urgência.

“Assim, não obstante as razões apresentadas pela defesa, é imprescindível detida aferição dos elementos de convicção constantes dos autos para verificar a existência das ilegalidades sustentadas. Por tais razões, indefiro o pedido de liminar”, frisou. A decisão foi publicada no último dia 12, porém só hoje tivemos acesso à integra da medida.

O relator do caso no STJ solicitou informações ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e ao juízo de primeiro grau, incluindo credenciais de acesso e consulta ao processo. Após essa etapa, ele abriu vistas dos autos ao Ministério Público Federal para parecer.

Polícia Civil aciona Justiça contra Ribeiro Neto por supostos crimes de violência doméstica e sexual


Após um Boletim de Ocorrência registrado no domingo (17) contra o deputado federal Ribeiro Neto, presidente do Solidariedade no Maranhão, feito pela sua companheira na Delegacia de São José de Ribamar, a Polícia Civil do Maranhão pediu à Justiça mandado de busca e apreensão e medidas protetivas de urgência contra o parlamentar maranhense pelos supostos crimes de lesão corporal, ameaça, injúria e estupro de vulnerável.

Na Delegacia de São José de Ribamar, a esposa de Ribeiro Neto afirmou que sofreu violência física, psicológica e patrimonial ao longo dos nove anos de relacionamento. Ela afirmou ainda que o marido, na residência do casal, na Chácara Itapiracó, fez graves ameaças exibindo uma arma de fogo diante dela e da filha de quatro anos, afirmando que ela “iria sofrer” e poderia até permanecer viva, mas seria uma “morta-viva”.

A mulher também declarou que, após uma discussão ocorrida no último dia 7, foi levada pelo investigado ao Motel Aquarium, onde teria sido obrigada a ingerir uma garrafa inteira de vinho. Conforme o depoimento, ela ficou sem condições de oferecer resistência e relatou ter sido submetida a ato sexual investigado pela polícia como estupro de vulnerável. A vítima afirmou ainda ter permanecido mais de 48 horas incomunicável, impedida de sair de casa ou manter contato com familiares.

Posicionamento – O suplente de deputado, mas atualmente no mandato, emitiu um comunicado se posicionando sobre as graves denúncias feitas pela sua esposa. Veja acima.

Ribeiro Neto, que já foi vereador de São Luís, afirmou que “os acontecimentos mencionados decorrem de um momento extremamente delicado e intimo vivido no âmbito familiar, especialmente em razão do processo de separação atualmente enfrentado pelo casal, situação que exige cautela, equilíbrio e, principalmente, respeito à intimidade das pessoas envolvidas, sobretudo da filha menor”.

O deputado ainda diz que “parte das informações propagadas vem sendo divulgada de forma precipitada, unilateral e sem qualquer comprovação concreta, gerando graves danos à minha honra, imagem e dignidade”.

É aguardar e conferir, principalmente esperar uma ação da Segurança Pública e da Justiça do Maranhão, afinal como diz o ditado: “o pau que dá em Chico, é o mesmo que dá em Francisco”.

Justiça bloqueia R$ 50 mi de empresas de ônibus de SLZ por suposta fraude


A Justiça do Maranhão determinou o bloqueio de até R$ 50 milhões em bens de empresários e empresas que integram o sistema de transporte público de São Luís, no âmbito de uma ação que apura supostas irregularidades envolvendo o Consórcio Via SL. A decisão foi proferida na terça-feira (7), durante audiência realizada na Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

O bloqueio foi autorizado pelo juiz Douglas de Melo Martins após a identificação de indícios de fraude societária. Segundo o magistrado, há sinais de que a empresa Expresso Rei de França, líder do consórcio, seria controlada por um “sócio oculto”, o que pode configurar tentativa de ocultação de patrimônio e dificultar eventual ressarcimento de prejuízos à população usuária do serviço.

Diante do cenário, a Justiça determinou a desconsideração da personalidade jurídica da empresa, medida que permite alcançar bens pessoais dos envolvidos. Também foi autorizado o bloqueio de ativos financeiros, imóveis e veículos vinculados a pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, inclusive fora do Maranhão.

Entre os atingidos está o empresário Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, apontado como sócio de fato do consórcio, além de outros integrantes e empresas relacionadas. A decisão atende a pedido formulado pelo Ministério Público do Maranhão em ação civil pública que aponta falhas na prestação do serviço de transporte coletivo e prejuízos aos consumidores.

Na decisão, o magistrado destacou que o pedido se baseia em fato novo revelado durante audiência de conciliação. “O gerente da empresa Via SL informou expressamente a este Juízo que o proprietário e gestor de fato do grupo é o Sr. Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, revelando a existência de provável fraude societária, blindagem patrimonial e confusão na gestão, mediante a utilização de interpostas pessoas (‘laranjas’)”, registrou o juiz.

Justiça do MA concede prisão domiciliar a PM acusado de homicídio

A recente decisão que autorizou a prisão domiciliar do policial militar Jone Elson Santos Araújo, acusado de homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, trouxe de volta ao debate público um caso que, desde 2023, permanece sem desfecho, e que ainda gera forte revolta entre familiares da vítima e parte da população da capital maranhense.

O crime ocorreu em fevereiro daquele ano, dentro de uma loja de conveniência de um posto de combustíveis , no bairro Cohama, em São Luís, quando o acusado efetuou disparos que resultaram na morte do servidor público Fabrício Rodrigues dos Santos, de 38 anos.

Passados mais de três anos, o processo segue suspenso. O motivo é a indefinição sobre a condição mental do acusado, que está sendo avaliada por meio de perícia psiquiátrica. Os primeiros laudos foram anulados por inconsistências técnicas, o que levou à determinação de uma nova análise, ainda não concluída.

Mesmo sem esse elemento considerado central para o andamento da ação penal, a Justiça decidiu substituir a prisão preventiva por medidas cautelares. Entre elas, a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, além da obrigatoriedade de acompanhamento médico e restrições de circulação.

A decisão, embora respaldada por fundamentos legais, levanta questionamentos entre operadores do Direito e familiares da vítima, sobretudo diante da gravidade do caso e da ausência de uma conclusão pericial definitiva.

Para a família de Fabrício, o sentimento é de apreensão e revolta. Filho único e pai de uma criança pequena, ele teve a vida interrompida de forma abrupta. Desde então, os familiares acompanham o desenrolar do caso com a expectativa de uma resposta que, até agora, não veio.

Sem um prazo definido para a conclusão do laudo psiquiátrico, o caso segue em compasso de espera. A expectativa, agora, recai sobre a finalização da perícia, etapa decisiva para determinar os próximos passos do processo.