Acusada matar duas crianças com ovo de Páscoa envenenado no MA será julgada no dia 22 de junho


Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar uma família com um ovo de Páscoa em abril de 2025, vai a júri popular no dia 22 de junho pelo assassinato de duas crianças e pela tentativa de homicídio contra a mãe delas. A informação é do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) em Imperatriz.

Presa desde 17 de abril de 2025, em São Luís, ela é apontada como responsável pelas mortes dos irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, além de tentar matar Mirian Lira, mãe das vítimas, que também consumiu o doce e sobreviveu.

Apesar da repercussão nacional e internacional do caso, Jordélia Pereira Barbosa, apontada pela Polícia Civil e acusada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) de ser a autora do envenenamento, ainda não havia sido levada a julgamento.

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) aceitou a denúncia e, em setembro do mesmo ano, decidiu que ela deveria ir a júri popular. O julgamento, porém, ainda não aconteceu porque a defesa recorreu da decisão.

A Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão informou que o recurso foi apresentado em setembro de 2025, depois da decisão que determinou o envio do caso ao júri, e os autos foram encaminhados no dia 30 do mesmo mês. Mas o processo ainda está em análise no Tribunal de Justiça.

Na prática, a defesa tenta reverter a decisão que levou a acusada a júri. Entre os pedidos, estão a anulação da decisão, a retirada do caso do júri ou a mudança da classificação do crime. O caso ainda aguarda julgamento. Por estar sob segredo de Justiça, mais detalhes não foram divulgados.

STJ nega liminar a prefeito que matou policial em vaquejada

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu liminar em que a defesa do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), pleiteava a suspensão do prazo para resposta à acusação até a juntada do laudo toxicológico da vítima, com reconhecimento de cerceamento de defesa e violação à paridade de armas.

O gestor, que confessou ter assassinado o policial militar Geidson Thiago da Silva, também solicitou a anulação dos atos praticados a partir da citação para resposta, com reabertura do prazo legal para apresentação de nova resposta à acusação.

Ao analisar o caso, o ministro afirmou que a defesa de João Vitor Xavier não foi capaz de comprovar, em uma avaliação inicial, o alegado constrangimento ilegal, tampouco a presença do fumus boni iuris, considerado um requisito indispensável para a concessão da medida de urgência.

“Assim, não obstante as razões apresentadas pela defesa, é imprescindível detida aferição dos elementos de convicção constantes dos autos para verificar a existência das ilegalidades sustentadas. Por tais razões, indefiro o pedido de liminar”, frisou. A decisão foi publicada no último dia 12, porém só hoje tivemos acesso à integra da medida.

O relator do caso no STJ solicitou informações ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e ao juízo de primeiro grau, incluindo credenciais de acesso e consulta ao processo. Após essa etapa, ele abriu vistas dos autos ao Ministério Público Federal para parecer.

Polícia Civil aciona Justiça contra Ribeiro Neto por supostos crimes de violência doméstica e sexual


Após um Boletim de Ocorrência registrado no domingo (17) contra o deputado federal Ribeiro Neto, presidente do Solidariedade no Maranhão, feito pela sua companheira na Delegacia de São José de Ribamar, a Polícia Civil do Maranhão pediu à Justiça mandado de busca e apreensão e medidas protetivas de urgência contra o parlamentar maranhense pelos supostos crimes de lesão corporal, ameaça, injúria e estupro de vulnerável.

Na Delegacia de São José de Ribamar, a esposa de Ribeiro Neto afirmou que sofreu violência física, psicológica e patrimonial ao longo dos nove anos de relacionamento. Ela afirmou ainda que o marido, na residência do casal, na Chácara Itapiracó, fez graves ameaças exibindo uma arma de fogo diante dela e da filha de quatro anos, afirmando que ela “iria sofrer” e poderia até permanecer viva, mas seria uma “morta-viva”.

A mulher também declarou que, após uma discussão ocorrida no último dia 7, foi levada pelo investigado ao Motel Aquarium, onde teria sido obrigada a ingerir uma garrafa inteira de vinho. Conforme o depoimento, ela ficou sem condições de oferecer resistência e relatou ter sido submetida a ato sexual investigado pela polícia como estupro de vulnerável. A vítima afirmou ainda ter permanecido mais de 48 horas incomunicável, impedida de sair de casa ou manter contato com familiares.

Posicionamento – O suplente de deputado, mas atualmente no mandato, emitiu um comunicado se posicionando sobre as graves denúncias feitas pela sua esposa. Veja acima.

Ribeiro Neto, que já foi vereador de São Luís, afirmou que “os acontecimentos mencionados decorrem de um momento extremamente delicado e intimo vivido no âmbito familiar, especialmente em razão do processo de separação atualmente enfrentado pelo casal, situação que exige cautela, equilíbrio e, principalmente, respeito à intimidade das pessoas envolvidas, sobretudo da filha menor”.

O deputado ainda diz que “parte das informações propagadas vem sendo divulgada de forma precipitada, unilateral e sem qualquer comprovação concreta, gerando graves danos à minha honra, imagem e dignidade”.

É aguardar e conferir, principalmente esperar uma ação da Segurança Pública e da Justiça do Maranhão, afinal como diz o ditado: “o pau que dá em Chico, é o mesmo que dá em Francisco”.

Justiça bloqueia R$ 50 mi de empresas de ônibus de SLZ por suposta fraude


A Justiça do Maranhão determinou o bloqueio de até R$ 50 milhões em bens de empresários e empresas que integram o sistema de transporte público de São Luís, no âmbito de uma ação que apura supostas irregularidades envolvendo o Consórcio Via SL. A decisão foi proferida na terça-feira (7), durante audiência realizada na Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

O bloqueio foi autorizado pelo juiz Douglas de Melo Martins após a identificação de indícios de fraude societária. Segundo o magistrado, há sinais de que a empresa Expresso Rei de França, líder do consórcio, seria controlada por um “sócio oculto”, o que pode configurar tentativa de ocultação de patrimônio e dificultar eventual ressarcimento de prejuízos à população usuária do serviço.

Diante do cenário, a Justiça determinou a desconsideração da personalidade jurídica da empresa, medida que permite alcançar bens pessoais dos envolvidos. Também foi autorizado o bloqueio de ativos financeiros, imóveis e veículos vinculados a pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, inclusive fora do Maranhão.

Entre os atingidos está o empresário Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, apontado como sócio de fato do consórcio, além de outros integrantes e empresas relacionadas. A decisão atende a pedido formulado pelo Ministério Público do Maranhão em ação civil pública que aponta falhas na prestação do serviço de transporte coletivo e prejuízos aos consumidores.

Na decisão, o magistrado destacou que o pedido se baseia em fato novo revelado durante audiência de conciliação. “O gerente da empresa Via SL informou expressamente a este Juízo que o proprietário e gestor de fato do grupo é o Sr. Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, revelando a existência de provável fraude societária, blindagem patrimonial e confusão na gestão, mediante a utilização de interpostas pessoas (‘laranjas’)”, registrou o juiz.

Justiça do MA concede prisão domiciliar a PM acusado de homicídio

A recente decisão que autorizou a prisão domiciliar do policial militar Jone Elson Santos Araújo, acusado de homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, trouxe de volta ao debate público um caso que, desde 2023, permanece sem desfecho, e que ainda gera forte revolta entre familiares da vítima e parte da população da capital maranhense.

O crime ocorreu em fevereiro daquele ano, dentro de uma loja de conveniência de um posto de combustíveis , no bairro Cohama, em São Luís, quando o acusado efetuou disparos que resultaram na morte do servidor público Fabrício Rodrigues dos Santos, de 38 anos.

Passados mais de três anos, o processo segue suspenso. O motivo é a indefinição sobre a condição mental do acusado, que está sendo avaliada por meio de perícia psiquiátrica. Os primeiros laudos foram anulados por inconsistências técnicas, o que levou à determinação de uma nova análise, ainda não concluída.

Mesmo sem esse elemento considerado central para o andamento da ação penal, a Justiça decidiu substituir a prisão preventiva por medidas cautelares. Entre elas, a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, além da obrigatoriedade de acompanhamento médico e restrições de circulação.

A decisão, embora respaldada por fundamentos legais, levanta questionamentos entre operadores do Direito e familiares da vítima, sobretudo diante da gravidade do caso e da ausência de uma conclusão pericial definitiva.

Para a família de Fabrício, o sentimento é de apreensão e revolta. Filho único e pai de uma criança pequena, ele teve a vida interrompida de forma abrupta. Desde então, os familiares acompanham o desenrolar do caso com a expectativa de uma resposta que, até agora, não veio.

Sem um prazo definido para a conclusão do laudo psiquiátrico, o caso segue em compasso de espera. A expectativa, agora, recai sobre a finalização da perícia, etapa decisiva para determinar os próximos passos do processo.

TJ do MA precisará explicar depósitos bilionários no BRB

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) terá que explicar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a transferência de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB).

A decisão é do ministro Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça, que intimou cinco tribunais de Justiça a explicarem, em até 15 dias, depósitos que podem chegar a R$ 30 bilhões no BRB, alvo de investigação da Polícia Federal por tentativa de compra de operações do Banco Master em 2025, incluindo carteiras de crédito falsas.

“Prestem as informações que entenderem pertinentes”, determinou Campbell em ofício enviado aos tribunais do Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e do DF. O corregedor quer saber detalhes das tratativas, quem propôs o negócio, seus operadores, o que motivou a medida e garantias.

No caso do TJ-MA, os recursos estavam anteriormente sob custódia do Banco do Brasil, mas foram redirecionados para o banco público do Distrito Federal pouco antes da crise envolvendo o Banco Master. A modificação foi confirmada pessoalmente pelo próprio presidente do TJ do MA, desembargador José Ribamar Froz Sobrinho, que declarou ter “assumido o risco” da operação ao defender a transferência dos valores e ressaltou a lucratividade do acordo com o BRB.

Braide x Câmara: Angela Salazar relatará recurso sobre Orçamento de SLZ


A desembargadora Angela Salazar, da 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão foi sorteada relatora do recurso da Câmara Municipal de São Luís contra decisão de 1º grau que liberou o prefeito Eduardo Braide (PSD) a executar parte do Orçamento 2026, via créditos suplementares, mesmo antes da votação da matéria em plenário.

No domingo, 8, a desembargadora Maria da Graça Amorim, respondendo pelo plantão judicial, proferiu despacho destrancando a pauta do Legislativo e proibindo Braide de editar novos decretos de liberação orçamentária enquanto a LOA 2026 não for votada.

Com o caso em mãos, a relatora agora decidirá se confirma a liminar do plantão, e, depois disso, deve encaminhar o caso para apreciação pelo colegiado do qual faz parte.

Depoimentos de Paulo e Eva Curió foram adiados

Ainda não foi desta vez que o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e a primeira-dama Eva Curió, foram ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão.

Os depoimentos deveriam ter ocorridos nesta terça-feira (06), mas novamente a pedido das defesas foram adiados e irão acontecer na sexta-feira (09).

Paulo e Eva Curió foram presos durante a Operação Tântalo, do GAECO, que aponta um desvio milionário de R$ 56 milhões dos cofres da Prefeitura de Turilândia.

Na quarta-feira (07), devem prestar depoimento a vice-prefeita de Turilândia, Tânya Karla Cardoso Mendonça, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva.

Já todos os vereadores de Turilândia, que cumprem prisão domiciliar, irão prestar depoimentos em Santa Helena.

Após a conclusão de todos os depoimentos, o Ministério Público deve confrontar as declarações dos investigados com as provas já reunidas no inquérito. A expectativa é que, na sequência, o MPMA formalize a denúncia à Justiça contra os envolvidos no esquema de corrupção em Turilândia.

Protesto contra reintegração de posse em terreno de Paço do Lumiar trava a MA-201


Um protesto contra uma reintegração de posse bloqueou, na manhã desta segunda-feira (5), o trânsito na Estrada de Ribamar (MA-201).

Terreno invadido receberá obras do PAC

A operação de reintegração diz respeito a um terreno onde estão previstas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no município de Paço do Lumiar segundo informações da Polícia Militar.

Agora, a Justiça determinou a retirada dos imóveis construídos irregularmente no local. Uma guarnição da PMMA está na Estrada de Ribamar e já iniciou diálogo com os manifestantes para tentar evitar conflitos e garantir o cumprimento da decisão judicial.

Por causa do protesto, o trânsito ficou parado na região nesta manhã.

Pedido de intervenção em Turilândia será analisado após recesso do Judiciário


O futuro administrativo de Turilândia permanece em compasso de espera. O pedido de intervenção em Turilândia, protocolado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), só deverá ser analisado após o fim do recesso do Judiciário, quando o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) retoma suas atividades regulares.

Na prática, isso significa que qualquer definição sobre uma eventual reorganização do comando municipal só deve ocorrer a partir do dia 7 de janeiro, data prevista para a retomada das sessões ordinárias e do funcionamento administrativo do Judiciário estadual.

O pedido foi analisado inicialmente pelo desembargador plantonista do TJMA, que concluiu que o caso não se enquadra como matéria urgente para apreciação durante o plantão judicial. Com esse entendimento, o magistrado determinou a redistribuição do processo para uma das câmaras do tribunal, onde seguirá o trâmite regular após o recesso.

A iniciativa do MPMA foi adotada após avaliação técnica do procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro Ferreira, responsável por autorizar o encaminhamento do pedido ao Judiciário. A medida foi motivada pela gravidade do cenário institucional vivenciado pelo município.

Mesmo com a postergação da análise judicial, o Ministério Público deve avançar em outras frentes paralelas. Entre elas, está a aceleração de ações na esfera cível, com o objetivo de buscar a perda dos cargos dos gestores afastados, ampliando a responsabilização administrativa e institucional dos envolvidos.

A manifestação do MP tem como fundamento as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), no âmbito da Operação Tântalo II. As apurações identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa estruturada dentro da Prefeitura e da Câmara Municipal de Turilândia. As oitivas do caso começam no dia 5 de janeiro.

A decisão judicial que resultou na Operação Tântalo II determinou o afastamento dos atuais prefeito e vice-prefeita, Paulo Curió e Tânya Mendes. Com isso, conforme previsto na legislação, o presidente da Câmara Municipal assumiu interinamente o comando da prefeitura. Também estão presos a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima, o marido dela, Marlon Serrão e o contador da prefeitura Wandson Barros.

Apesar de estar em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, o presidente da Câmara, José Luiz Araújo Diniz, não foi afastado do cargo de vereador. A administração municipal está sendo exercida da residência dele. O investigado está autorizado a comparecer à Câmara Municipal apenas em dias de sessão previamente designados e não pode se ausentar da cidade sem autorização judicial.

O descumprimento das medidas cautelares pode resultar na revogação da prisão domiciliar e na decretação da prisão preventiva em unidade prisional.

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