PF investiga desvio de mais de 20 toneladas de livros didáticos no Piauí e Maranhão

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Libricida, com o objetivo de combater desvio de livros didáticos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no Piauí e no Maranhão.

Policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão nos municípios maranhenses de Timon e de Matões. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí.

As investigações apontam que cargas de livros didáticos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), vinculadas ao FNDE, foram subtraídas durante o transporte entre um centro de distribuição em Teresina/PI e escolas públicas do interior dos dois estados.

Há indícios que os investigados desviavam a rota original e não realizavam a entrega dos livros nas unidades escolares de destino. Para encobrir a subtração, eram apresentados comprovantes de entrega com assinaturas falsificadas, simulando o recebimento do material pelas escolas.

As apurações indicam que houve a subtração de mais de 20 toneladas de material didático somente nas cargas com manifesto de carregamento detalhado, existindo indícios de extravios adicionais. Há, ainda, indícios de que parte do material subtraído tenha sido destinada à comercialização para reciclagem de papel, hipótese que segue sendo objeto de diligências complementares.

Durante a ação, foi dado cumprimento, ainda, a um mandado de prisão por condenação definitiva por tráfico de drogas, expedido em desfavor de uma das pessoas investigadas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e concurso de pessoas e falsificação de documento particular.

PF investiga fraudes em licitações e desvio de recursos públicos no MA

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Monte Sinai, que apura a atuação de organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária no Maranhão. A investigação teve início a partir de análises realizadas pela Receita Federal do Brasil e pela Controladoria-Geral da União.

Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sendo três em São Luís e seis em municípios do interior do estado. Também foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.

Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses.

Também são apurados indícios de utilização irregular de recursos provenientes de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e de infraestrutura, em possível desacordo com a destinação legal dessas verbas, vinculadas ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.

Ex-secretário Raimundo Cutrim é alvo de nova operação da PF

O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim foi alvo de uma nova operação da Polícia Federal nesta terça-feira (11), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF voltou a endereços ligados ao ex-secretário, incluindo o apartamento onde ele cumpre prisão domiciliar e o antigo gabinete onde trabalhava. No sítio de Cutrim, os agentes recolheram alguns projéteis de armas de fogo.

A ação é um desdobramento de uma investigação que também envolve o jornalista Luís Pablo. Cutrim já cumpre prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Em julho, a PF realizou uma operação anterior contra o ex-secretário, que resultou na imposição das medidas cautelares. Cutrim é delegado aposentado da Polícia Federal e já ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública do Maranhão e de deputado estadual.

Operação da Polícia Federal mira em fraudes previdenciárias em São Luís e outras cidades

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6/8), a Operação Procuração Fantasma, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes em prejuízo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A investigação identificou indícios de um esquema criminoso voltado ao cadastramento fraudulento de procuradores vinculados a titulares de benefícios assistenciais. Segundo as investigações, o esquema tinha como finalidade manter os benefícios ativos por tempo indeterminado e viabilizar a contratação de empréstimos consignados em nome dos beneficiários. Há indícios de que os titulares dos benefícios eram pessoas fictícias, criadas mediante o uso de identidades falsas.

Levantamento realizado pela Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) aponta que o prejuízo causado aos cofres públicos pode alcançar cerca de R$ 5,7 milhões.

São cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís/MA, Santa Luzia do Paruá/MA e Zé Doca/MA. Também foram autorizadas pela Justiça medidas cautelares de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o arresto de bens para assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados.

Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de estelionato majorado contra entidade de direito público, associação criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso.

PF investiga 753 crimes eleitorais no Brasil, sendo 79 no MA


Faltando menos de três meses para as eleições de 2026, a Polícia Federal segue investigando 753 casos de crimes eleitorais em todo o Brasil. A maioria dos casos seria de suspeitas de falsidade ideológica, caixa dois, inscrição fraudulenta de eleitores e compra de votos.

O estados do Ceará e Rio de Janeiro lideram o número de investigações, com 81 casos cada. O Maranhão vem logo em seguida na terceira posição com 79 ocorrências que estão sendo investigadas pela PF. O único estado brasileiro sem casos registrados é o Acre. Distrito Federal com dois e Roraima com seis completam a lista dos três estados com menores ocorrências.

Apesar da divulgação da quantidade de casos, a Polícia Federal  não detalhe os inquéritos em andamento.

Polícia Federal cumpre mandado contra Raimundo Cutrim

A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (17), mandado de busca e apreensão na residência do ex-secretário de Segurança Pública e ex-deputado estadual Raimundo Cutrim.

A medida foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações relacionadas ao chamado “Caso Tech Office”.

Inicialmente sob relatoria do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o processo foi posteriormente remetido ao STF, passando a ser conduzido por Dino desde o ano passado.

Segundo informações ligadas à investigação, Cutrim é suspeito de adotar condutas que teriam dificultado o andamento das apurações, circunstância que motivou a realização das buscas.

De acordo com a publicação, o ministro também determinou a suspensão de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão que apurava denúncias apresentadas pela viúva de uma vítima de homicídio contra aliados do governo estadual. A justificativa apresentada foi a existência de risco de interferência nas investigações federais em andamento.

PF deflagra ação contra fraudes de R$ 3,7 milhões no Seguro Defeso no MA

A Força-Tarefa Previdenciária no Estado do Maranhão deflagrou, nesta terça-feira (7/7), a Operação Fake Fisher, com a finalidade de reprimir crimes contra o sistema previdenciário praticados por associação criminosa. A ação foi conduzida pela Polícia Federal, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) do Ministério da Previdência Social (MPS).

Trata-se de desdobramento da Operação Fake ID, deflagrada em 2023, de acordo com os indícios de fraude no requerimento de Seguro Defeso, benefício destinado a pescadores artesanais profissionais durante o período de piracema.

A investigação identificou a atuação de um esquema criminoso integrado por um escritório de advocacia e por agenciadores/intermediários que seriam os responsáveis pela prospecção de beneficiários em massa com o objetivo de simular vínculos com a atividade pesqueira.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão por 18 policiais federais, nas residências e nos escritórios profissionais dos investigados, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na cidade de São Luís/MA.

De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo estimado com a concessão de 552 benefícios já identificados alcança aproximadamente R$ 3,7 milhões.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público.

PF faz buscas contra Josimar Maranhãozinho em nova operação


A operação Afluente da Polícia Federal (PF) contra o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que ocorreu nesta quinta-feira, 25, tem origem em uma investigação que começou ainda em 2022 quando houve a prisão do empresário Eduardo Barros, conhecido como Eduardo DP.

A operação Odoacro contra Eduardo DP tem relação com desvio de recursos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Na ocasião, o empresário foi preso e mais de R$ 1 milhão em espécie foram apreendidos com ele.

Segundo as informações, nesta operação, o celular de Eduardo DP foi apreendido e nele a polícia descobriu conversas dele com o deputado Josimar de Maranhãozinho. A partir de então, o parlamentar começou a ser investigado.

Da operação de 2022 também nasceram as investigações contra outro parlamentar maranhense, Juscelino Filho (PSDB), já denunciado pela Procuradoria Geral da República por desvio de recursos de emendas parlamentares.

PF faz operação contra esquema de corrupção eleitoral no Maranhão

Nesta quarta-feira (10/6), a Polícia Federal deflagrou a Operação Fundo Oculto, com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas responsáveis por desvio de recursos públicos e pelo financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no estado do Maranhão.

As investigações identificaram um esquema que utilizava empresas detentoras de contratos com prefeituras maranhenses para canalizar recursos públicos que, logo após o crédito nas contas empresariais, eram convertidos em espécie. Os dois grupos operavam com o auxílio de um funcionário de um banco em São Luís.

A apuração revelou que o fluxo financeiro atingiu picos nas semanas imediatamente anteriores ao pleito, com movimentações atípicas que totalizaram quase R$ 10 milhões. Apenas em um dos núcleos investigados, os valores movimentados para repasses ilícitos somaram, aproximadamente, R$ 2 milhões.

As evidências indicam que os recursos eram sacados das contas das empresas e depositados em contas de laranjas. Também foram identificadas planilhas informais de “caixa dois” e arquivos que tratavam explicitamente da logística de entrega de valores e do monitoramento da presença policial nas imediações do banco.

Até o momento, foram identificados 15 candidatos beneficiados diretamente pelo esquema ou destinatários de tratativas de repasses ilícitos. Os repasses eram pulverizados entre servidores.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, do afastamento de um funcionário público e do sequestro de bens no valor de R$ 4 milhões. As medidas visam identificar a extensão do esquema criminoso, recuperar ativos desviados e interromper a continuidade das práticas ilícitas.

Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa, de corrupção ativa e passiva, de desvio de recursos públicos, bem como outros crimes contra a Administração Pública.

PF faz operação contra esquema de desvio de recursos e caixa dois eleitoral no Maranhão

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (21), a Operação Arthros para investigar um esquema de desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024 no Maranhão.

Segundo a PF, a investigação identificou o uso de empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais falsas para esconder a origem do dinheiro usado nos repasses. O grupo também utilizava contas bancárias de terceiros, saques em espécie e transferências fracionadas para dificultar o rastreamento das operações.

Rubens Pereira foi alvo da operação

 

O ex-deputado Rubens Pereira confirmou a operação da Polícia Federal em sua residência nesta quinta-feira, 21. Em nota, o também ex-secretário de estado confirmou que a investigação tem relação com as eleições de 2024 (como revelado mais cedo pela coluna) quando ainda ocupava a pasta de Articulação Política do governo estadual.

Na nota de Rubão, ele afirma que em 40 anos de vida pública, nunca tinha sido alvo da PF principalmente em uma eleição que nem ele e nenhum familiar participou do pleito.

O ex-deputado disse ainda que confia na apuração policial e tem a consciência tranquila de que não cometeu qualquer ato ilícito.

Leia a nota na íntegra

Na manhã desta quinta-feira, 21 de maio de 2026, recebi agentes da Polícia Federal na minha residência para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em investigações relacionadas a supostas irregularidades eleitorais que teriam ocorrido no mesmo período em que fui secretário de Estado de Articulação Politica do Governo Brandão. 

Em mais de 40 anos de atividade pública, nunca tinha sido alvo de operações como essa, muito menos sobre fatos relacionados a eleições em que nem eu e nem ninguém da minha família fomos candidatos. 

Ainda não tenho informações sobre os fatos motivadores, mas tenho plena confiança na apuração policial e a consciência tranquila de que não me envolvi em nenhum ilícito. Já me coloquei à disposição das autoridades para contribuir com as investigações. Ao passo que tiver novas informações, comunico à todos. 

Rubens Pereira
Ex-secretário de Articulação Política do Maranhão

 

PF aponta movimentação milionária antes das eleições

De acordo com a investigação, mais de R$ 1,9 milhão foram movimentados nos 15 dias anteriores ao pleito de 2024. Desse total, mais de R$ 1,2 milhão teriam sido distribuídos a candidatos e intermediários.

A PF aponta indícios de que parte dos recursos tenha origem em contratos públicos desviados para abastecer campanhas eleitorais.

As investigações também indicam que os suspeitos atuavam de forma coordenada na definição dos valores, escolha dos beneficiários e operacionalização dos repasses.

Segundo a PF, o grupo operava como uma espécie de “gabinete paralelo de financiamento eleitoral ilícito”.

Operação cumpriu mandados no Maranhão e no Piauí

Até o momento, vários candidatos de diferentes municípios maranhenses foram identificados como beneficiários do esquema. Segundo a PF, os repasses eram feitos de forma pulverizada, inclusive por meio de terceiros, em tentativa de ocultar o destino final do dinheiro.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o afastamento dos sigilos bancário, fiscal e eletrônico dos investigados, o afastamento de quatro servidores públicos e a indisponibilidade de bens no valor de R$ 2 milhões.

As diligências ocorreram em São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina, no Piauí.

Fonte -Imirante