Começam hoje os depoimentos dos investigados na Operação Tântalo II


O Ministério Público começou a ouvir nesta segunda-feira (29) os investigados pela Operação Tântalo II, que apura um esquema milionário de corrupção no município de Turilândia. Os depoimentos iniciaram na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o promotor Fernando Berniz, alguns investigados foram notificados no dia da decisão judicial. Outros devem prestar depoimento ao longo da semana, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça.

Investigação apura esquema de corrupção milionário

De acordo com o Ministério Público, as investigações tiveram início com as suspeitas de fraude na aquisição de combustíveis para os carros da prefeitura. O esquema envolveria falsificação de notas fiscais, falta de prestação de serviços e irregularidades em processos de licitação.

A investigação apontou que a quantidade de de combustível adquirida seria suficiente para que os veículos percorressem longas distâncias, de forma contínua, praticamente durante o ano todo, o que não era a realidade. Parte do valor teria sido retida pela ex-vice prefeita, Janaína Soares Lima, e pelo seu marido, Marlon de Jesus Arouche Serrão, sob a justificativa de um suposto imposto, usado para despesas pessoais.

Afastamento da gestão municipal

A decisão judicial que resultou na Operação Tântalo II também determinou o afastamento dos atuais prefeito e vice-prefeita, Paulo Curió e Tânia Mendes. Com isso conforme previsto na legislação, o presidente da Câmara Municipal assumiu interinamente o comando da prefeitura.

O promotor Fernando Berniz, explicou que, na ausência simultânea do prefeito e da vice, aplica-se o princípio do paralelismo adotado nas esferas federal e estadual, que prevê a posse do presidente da Câmara Municipal.

Prisão domiciliar e limites legais

Apesar de estar em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, o presidente da Câmara, José Luiz Araújo Diniz, não foi afastado do cargo de vereador. Para exercer a função de prefeito interino de forma presencial na sede da Prefeitura, ele precisa de autorização do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Enquanto isso, a administração municipal pode ser exercida de sua residência. O investigado está autorizado a comparecer à Câmara Municipal apenas em dias de sessão previamente designados e não pode se ausentar da cidade sem autorização judicial.

O descumprimento das medidas cautelares pode resultar na revogação da prisão domiciliar e na decretação da prisão preventiva em unidade prisional.

Risco de continuidade do esquema

Ao ser questionado sobre a possibilidade de continuidade das irregularidades, pelo fato do presidente da câmara estar preso, o promotor afirmou que, neste momento, o Ministério Público não identifica esse risco imediato, foi entendido que os contratos considerados fraudulentos e as empresas são ligados ao ex-prefeito e tiveram os pagamentos suspensos por determinação judicial.

O órgão informou que novas medidas poderão ser adotadas se  surgirem indícios de novas irregularidades durante o andamento das investigações.

Prefeito e primeira-dama de Turilândia são transferidos para Pedrinhas


O prefeito de Turilândia, Paulo Curió, a primeira-dama Eva Curió, tiveram seus pedidos de habeas corpus negado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Froz Sobrinho.

Diante da negativa, o casal, assim como os demais presos na Operação Tântalo II, foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde estão à disposição do Poder Judiciário.

Os cinco vereadores que eram considerados foragidos, já que não foram localizados no dia da operação, acabaram se apresentando no Dia de Natal na Unidade Prisional de Pinheiro e irão cumprir prisão domiciliar com tornozeleiras eletrônicas, assim como os demais parlamentares presos inicialmente. Vale destacar que o Ministério Público afirma que todos os vereadores fazem parte da organização criminosa.

Os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por desviar mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos de Turilândia. O Ministério Público do Maranhão (MPMA) aponta que o grupo atuava de forma hierarquizada, envolvendo gestores, empresários, servidores e vereadores.

TURILÂNDIA Justiça converte para domiciliar prisão de cinco vereadores investigados por desvio em Turilândia


Após audiência de custódia, a Justiça converteu em prisão domiciliar a detenção de cinco vereadores de Turilândia, suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção que teria desviado R$ 56 milhões em recursos públicos. A decisão foi tomada após os parlamentares se entregarem à polícia, nessa quinta-feira (25), na Unidade Prisional de Pinheiro, no Maranhão.

Os vereadores investigados são Gilmar Carlos (União Brasil), Savio Araújo (PRD), Mizael Soares (União), Inailce Nogueira (União) e Ribinha Sampaio (União). Todos passarão a cumprir a medida em casa, com uso de tornozeleira eletrônica, enquanto as investigações seguem em andamento.

Justiça concede prisão domiciliar a vereadores no MA

De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), a conversão das prisões para o regime domiciliar leva em consideração a necessidade de manter o funcionamento do Poder Legislativo municipal, já que a prisão do prefeito Paulo Curió (União Brasil) foi mantida pela Justiça.

O prefeito, a vice-prefeita Tânia Mendes e a primeira-dama do município foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Com isso, a expectativa é que o presidente da Câmara Municipal assuma interinamente o comando da Prefeitura nos próximos dias.

Paulo Curió se apresentou às autoridades na manhã da quarta-feira (24), na capital maranhense, após permanecer dois dias foragido, situação semelhante à dos vereadores que também se entregaram posteriormente.

Segundo o MP-MA, 21 mandados de prisão foram expedidos no âmbito da investigação. Além dos gestores municipais, empresários, servidores públicos, vereadores e um secretário municipal de Agricultura também são investigados por participação no esquema. Com a apresentação dos cinco parlamentares, todos os mandados de prisão foram cumpridos.

A decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão aponta que uma organização criminosa estruturada se instalou na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia. O grupo teria atuado principalmente no desvio de recursos das áreas da Saúde e da Assistência Social.

Desvio de R$ 56 milhões: vereadores cumprem domiciliar

As investigações resultaram na deflagração da Operação Tântalo II, na última segunda-feira (22), que levou à prisão do prefeito e da vice-prefeita. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) em fevereiro deste ano.

De acordo com o Ministério Público, mais de R$ 56 milhões teriam sido desviados por meio de empresas de fachada, criadas para simular a prestação de serviços. O esquema funcionava de forma hierarquizada, com divisão de tarefas entre agentes políticos, operadores financeiros e empresários.

Deputado Claudio Cunha é denunciado por corrupção ativa


O Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA) apresentou uma denúncia formal contra o atual deputado estadual e ex-prefeito de Apicum-Açu, Claudio Cunha, por crime de corrupção ativa. A acusação, registrada na Vara Única da Comarca de Bacuri, ainda em fevereiro, aponta que o ex-gestor teria oferecido cargos públicos a vereadores em troca de apoio político para aprovação de um concurso público no município.

A investigação teve origem no Procedimento Investigatório Criminal, que analisou irregularidades no Edital nº 001/2016 do concurso municipal. Segundo depoimentos colhidos pelo MP, Claudio Cunha teria procurado vereadores e oferecido vagas no certame em troca de votos favoráveis à sua realização.

Depoimentos confirmam denúncias

Entre as testemunhas ouvidas, o ex-vereador Luis Carlos Passinho Rabelo relatou que foi procurado pelo então prefeito em seu sítio particular, onde recebeu a proposta de uma vaga para guarda municipal em troca do voto. Já Emanuel Jorge de Jesus Costa, também ex-vereador, afirmou que Claudio Cunha ofereceu uma vaga de auxiliar de serviços gerais para sua esposa em troca do apoio político. Outros ex-vereadores, Audenilson Costa Reis e Dorival Rabelo Costa, também confirmaram a existência das tratativas ilícitas.

De acordo com o MP, o crime de corrupção ativa já se configura no momento em que há a oferta de vantagem indevida, independentemente de a proposta ter sido aceita ou concretizada.

Acordo de Não Persecução Penal

Com base nas novas diretrizes do Processo Penal Brasileiro, o Ministério Público propôs um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) ao ex-prefeito, estipulando o pagamento de R$ 50.000,00 como forma de reparação. O valor deveria ser quitado à vista, no prazo de 30 dias, e destinado ao Instituto Maranhão Sustentável. No entanto, até o momento, não há comprovação do cumprimento dessa obrigação.

Diante da situação, o MP requer que a denúncia seja recebida pela Justiça, notificando-se o acusado para apresentar defesa no prazo de dez dias. Além disso, solicita a designação de audiência de instrução e julgamento, com a devida intimação das testemunhas listadas no processo.

Caso condenado, o ex-prefeito pode enfrentar as penalidades previstas no artigo 333 do Código Penal, que trata da corrupção ativa. O caso agora aguarda decisão judicial.

MAIS SOBRE O DEPUTADO

No final de novembro de 2024, o deputado estadual Cláudio Cunha ganhou repercussão após se referir ao caso de estupro de uma artista de circo como “sensacionalismo”. A declaração gerou críticas por envolver brutalidade sofrida por uma jovem artista em Central do Maranhão e comoveu o Estado pela gravidade do crime.

Em um vídeo divulgado em suas próprias redes sociais, Cunha disse que “Muito sensacionalismo no caso da artista de palco de circo, Camila Gomes”.

 

 

 

 

PF investiga desembargador do MA e filho suspeitos de ligação com organização criminosa

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, (14), a Operação “Habeas Pater”, para combater possíveis crimes de corrupção ativa e passiva.

Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão na cidade de Brasília, sete mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e um mandado de busca e apreensão na cidade de São Luís

Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) , para apurar o envolvimento de um desembargador federal e de seu filho, advogado, suspeitos de terem ligação com investigados da Operação Flight Level II, também deflagrada hoje pela Polícia Federal em Minas Gerais.

Segundo o site Metrópoles, os alvos são o advogado Ravik de Barros Bello Ribeiro, filho do desembargador federal maranhense Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Eles são suspeitos de vender sentenças para traficantes.

Caso pai e filho venham a responder pelos crimes, poderão ser condenados a até 12 anos de prisão.