“Aquelas conversas são montagem”, diz vereador Domingos Paz sobre denúncias de assédio sexual

“O telefone é o meu. Aquelas conversas no aparelho, aquilo ali foi montagem. Eu acredito que seja montagem”, disse o vereador Domingos Paz, sobre a série de denúncias de suposto assédio sexual e estupro de vulnerável envolvendo seu nome. Ele falou dos casos dizendo que são mentirosos e que está sendo vítima de perseguição. Paz concedeu uma entrevista nesta sexta-feira (16), onde desmente todas as acusações.

“Aquilo foi orquestrado por pessoas que vêm querendo prejudicar o vereador Domingos Paz. Aquilo ali é uma ‘orquestragem’ por tudo que estão fazendo comigo. É injustiça”, disse, sobre as mensagens trocadas com uma mulher e uma adolescente de 14 anos.

Questionado sobre o teor das conversas com a jovem de 14 anos, ele diz que desconhece. “Isso eu desconheço. Todas essas calúnias que têm se levantado contra o vereador são falsas. Isso aí são falsas vítimas. Tudo que está sendo mostrado por eles, na verdade, na justiça não tem nada”, afirmou o vereador. Depoimentos das supostas vítimas foram colhidos pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), no caso da menor, e na Delegacia Especial da Mulher.

Sobre a prática de suposto estupro de vulnerável pelo período de cinco anos, ele também desmentiu. “Eu nunca tive proximidade com menores de idade, nem na minha adolescência, nunca. Porque não provam de fato na justiça? Agora, pegam falsas vítimas para incriminar o vereador Domingos Paz, eu, que tenho um trabalho prestado em toda a sociedade, para querer jogar o público contra mim”, disse Paz.

Sobre o pedido de afastamento da Câmara, de autoria da vereadora Silvana Noely, ele diz que “não há fundamento” e que não vai se afastar das funções parlamentares por conta de “fake news”.

Disse que está à disposição da justiça para qualquer investigação e que não há nada contra ele. “Meu celular, minha vida, está tudo pronto para qualquer tipo de investigação. Eu vou pela justiça. A justiça não concordou, não aceitou e viu que tudo aquilo é mentira por contraditório de depoimento”, concluiu Domingos Paz.

Operação da Polícia Federal prende suspeitos pedofilia em São Luís

Nesta segunda-feira (5), a Polícia Federal prendeu três pessoas durante a operação Inimigo Inesperado. A ação investiga crimes relacionados à produção, armazenamento, exposição, venda de pornografia infantil e até mesmo estupro de vulnerável. Foram cumpridos ainda 3 mandados de busca e apreensão.

Dois investigados são suspeitos do cometimento dos crimes de estupro de vulnerável, de produção e de armazenamento de conteúdo pornográfico infantil previstos, cujas penas somadas podem chegar a 27 anos de reclusão.

O terceiro investigado é suspeito da prática dos crimes de Armazenamento, Compartilhamento e Exposição à venda de material contendo cenas pornográficas infantis tipificados, com penas que podem atingir os 18 anos de reclusão.

O nome da operação faz alusão à proximidade dos abusadores em relação às crianças e adolescentes vítimas desses crimes, os quais costumam ser familiares ou pessoas do convívio dessas vítimas sob as quais não pairam, inicialmente, quaisquer suspeitas.