Daniela Bandeira é homenageada durante seminário de enfrentamento à violência contra a mulher

A apresentadora e blogueira Daniela Bandeira foi uma das homenageadas nesta terça-feira (4), durante a abertura do I Seminário de Enfrentamento à Violência contra a Mulher – Forças Integradas, Mulher Protegida, promovido pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), em São Luís.

A homenagem reconhece a atuação da profissional de comunicação na divulgação de informações voltadas à prevenção da violência de gênero, ao incentivo às denúncias e à conscientização da sociedade sobre a importância da proteção às mulheres.

O seminário reuniu representantes das forças de segurança, do sistema de Justiça, especialistas e integrantes da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção, acolhimento às vítimas e fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Ao receber a homenagem, Daniela Bandeira destacou o compromisso do jornalismo com a informação responsável e com a defesa dos direitos das mulheres.

“Recebo com gratidão a homenagem e divido com todas as mulheres que lutam pela Defesa do Direito das Mulheres e pelo combate à violência. Informar também é uma forma de proteger. Quando levamos orientação, mostramos os canais de denúncia e damos visibilidade a essa realidade, ajudamos a fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher”, afirmou.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, a homenagem foi concedida a profissionais e instituições que se destacam pelo apoio às ações de prevenção e combate à violência de gênero, contribuindo para uma rede de proteção mais integrada, eficiente e comprometida com a garantia dos direitos das mulheres maranhenses.

Projetos de Solange Almeida sobre combate à violência contra a mulher seguem para sanção governamental

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão plenária, os pareceres finais de dois projetos de lei de autoria da deputada Solange Almeida (PL) que fortalecem as políticas públicas de proteção às mulheres no estado. As proposições seguem agora para sanção do governador Carlos Brandão.

Foi aprovado o Parecer 246/2026, da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), em redação final ao Projeto de Lei Ordinária 584/2023, que estabelece diretrizes para a instituição da Política Estadual de Enfrentamento à Violência Política de Gênero no Maranhão.

A proposta define como violência política de gênero toda ação, conduta ou omissão destinada a impedir, dificultar ou restringir os direitos políticos das mulheres. Entre as diretrizes previstas estão a garantia da participação feminina nos espaços de representação política, o combate à discriminação de gênero, raça e etnia, além da ampla divulgação de informações sobre o enfrentamento à violência política contra as mulheres.

Também foi aprovado o Parecer 268/2026, da CCJC, em redação final ao Projeto de Lei Ordinária 727/2023, que dispõe sobre diretrizes para a promoção da acessibilidade comunicacional às mulheres surdas ou com deficiência auditiva vítimas de violência nos serviços públicos estaduais de atendimento.

O projeto busca ampliar a inclusão e garantir atendimento adequado a esse público, prevendo o incentivo à adoção de mecanismos de comunicação acessível, a promoção da comunicação inclusiva nos órgãos de atendimento às vítimas de violência e o estímulo ao uso de recursos de acessibilidade, incluindo o apoio de profissionais proficientes em Língua Brasileira de Sinais (Libras), observada a disponibilidade administrativa.

Para a deputada Solange Almeida, as iniciativas representam avanços importantes na construção de uma rede de proteção mais ampla e eficiente para as mulheres maranhenses, assegurando tanto o enfrentamento à violência política de gênero quanto o acesso igualitário aos serviços de acolhimento e assistência às vítimas de violência.

Com a aprovação em redação final pelo Parlamento Estadual, os dois projetos seguem para sanção governamental.

Polícia Civil aciona Justiça contra Ribeiro Neto por supostos crimes de violência doméstica e sexual


Após um Boletim de Ocorrência registrado no domingo (17) contra o deputado federal Ribeiro Neto, presidente do Solidariedade no Maranhão, feito pela sua companheira na Delegacia de São José de Ribamar, a Polícia Civil do Maranhão pediu à Justiça mandado de busca e apreensão e medidas protetivas de urgência contra o parlamentar maranhense pelos supostos crimes de lesão corporal, ameaça, injúria e estupro de vulnerável.

Na Delegacia de São José de Ribamar, a esposa de Ribeiro Neto afirmou que sofreu violência física, psicológica e patrimonial ao longo dos nove anos de relacionamento. Ela afirmou ainda que o marido, na residência do casal, na Chácara Itapiracó, fez graves ameaças exibindo uma arma de fogo diante dela e da filha de quatro anos, afirmando que ela “iria sofrer” e poderia até permanecer viva, mas seria uma “morta-viva”.

A mulher também declarou que, após uma discussão ocorrida no último dia 7, foi levada pelo investigado ao Motel Aquarium, onde teria sido obrigada a ingerir uma garrafa inteira de vinho. Conforme o depoimento, ela ficou sem condições de oferecer resistência e relatou ter sido submetida a ato sexual investigado pela polícia como estupro de vulnerável. A vítima afirmou ainda ter permanecido mais de 48 horas incomunicável, impedida de sair de casa ou manter contato com familiares.

Posicionamento – O suplente de deputado, mas atualmente no mandato, emitiu um comunicado se posicionando sobre as graves denúncias feitas pela sua esposa. Veja acima.

Ribeiro Neto, que já foi vereador de São Luís, afirmou que “os acontecimentos mencionados decorrem de um momento extremamente delicado e intimo vivido no âmbito familiar, especialmente em razão do processo de separação atualmente enfrentado pelo casal, situação que exige cautela, equilíbrio e, principalmente, respeito à intimidade das pessoas envolvidas, sobretudo da filha menor”.

O deputado ainda diz que “parte das informações propagadas vem sendo divulgada de forma precipitada, unilateral e sem qualquer comprovação concreta, gerando graves danos à minha honra, imagem e dignidade”.

É aguardar e conferir, principalmente esperar uma ação da Segurança Pública e da Justiça do Maranhão, afinal como diz o ditado: “o pau que dá em Chico, é o mesmo que dá em Francisco”.

Vereador de São Luís é alvo de medidas protetivas


O vereador de São Luís, Marlon Botão (PSB), é alvo de medidas protetivas deferidas pelo Poder Judiciário do Maranhão após denúncia da sua ex-companheira Hellen Kariny Coelho.

De acordo com a denúncia, que se amparou na Lei Maria da Penha, Marlon teria praticado violência psicológica, moral e patrimonial. A vítima narrou ainda que sofre humilhações e aneaças agravadas pelo uso da influência do vereador.

Diante das denúncias, ficou determinado que Marlon Botão mantenha distância mínima de 300 (trezentos) metros da requerente, de sua residência e de seu local de trabalho; Ele está proibido de manter contato com a vítima por qualquer meio de comunicação (telefone, e-mail, redes sociais, aplicativos de mensagens) ou por intermédio de terceiros; O vereador deve se abster de utilizar sua posição funcional ou influência política para constranger, ameaçar ou dificultar o exercício de direitos pela requerente e, por fim, que diante dos episódios de humilhação e agressividade, Marlon teve as visitas suspensas ao filho comum do casal (portador de TEA).

A decisão também deixa claro que se alguma dessas medidas protetivas for descumprida, a prisão preventiva do vereador Marlon Botão poderá ser decretada.

O Blog segue aguardando um posicionamento do vereador, caso deseje se manifestar sobre o episódio.

Auxílio-Aluguel para vítimas de violência doméstica ganha projeção nacional após MA largar na frente


O Brasil deu um passo importante na proteção das mulheres em situação de violência doméstica com a sanção da Lei nº 14.674/2023, que inclui o auxílio-aluguel no rol das medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A norma, resultado do Projeto de Lei (PL) 4.875/2020 aprovado pelo Senado, prevê que mulheres afastadas de seus lares por risco à integridade física e em condição de vulnerabilidade econômica possam receber apoio financeiro temporário para custear moradia segura por até seis meses, mediante decisão judicial e com financiamento por estados e municípios utilizando recursos de assistência social.

Especialistas e entidades sociais destacam que o auxílio é um mecanismo essencial para que a vítima quebre o ciclo de dependência financeira e violência, um dos principais entraves para que muitas mulheres consigam se afastar de seus agressores. Sem condições econômicas mínimas, a saída muitas vezes torna-se inviável, perpetuando a exposição à violência e ao risco.

A inclusão do auxílio-aluguel como medida protetiva reforça o entendimento de que a independência econômica é um componente fundamental da proteção à mulher. Estudos nacionais e internacionais apontam que a dependência financeira agrava a vulnerabilidade das vítimas, dificultando a busca por medidas protetivas e o rompimento de relações abusivas.

Neste contexto, o benefício funciona como suporte imediato para garantir moradia digna, segurança física e estrutura mínima de vida, fatores que reduzem a exposição a riscos e podem melhorar significativamente as condições psicológicas e sociais das mulheres e de seus dependentes.

Maranhão: Pioneirismo com o Aluguel Social Maria da Penha

O Estado do Maranhão se destaca como um exemplo de política pública inovadora e eficaz nessa temática, graças à atuação da deputada estadual Daniella (PSB), autora de um anteprojeto que resultou na criação do Programa Aluguel Social Maria da Penha em âmbito estadual. A lei que instituiu esse programa data de 2020 e garante o pagamento mensal de um auxílio financeiro de R$ 600 às mulheres que estejam sob medida protetiva da Lei Maria da Penha e em situação de vulnerabilidade socioeconômica — benefício que pode ser utilizado para moradia, hospedagem ou despesas relacionadas.

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa, a deputada Daniella ressaltou que sua iniciativa não apenas empodera economicamente as mulheres, mas transforma “famílias, comunidades e toda a sociedade”, ao garantir autonomia e condição de recomeço para vítimas que, muitas vezes, dependiam financeiramente de seus parceiros para sobreviver.

Segundo veículos e registros locais, o projeto maranhense foi tão bem-recebido que serviu de inspiração para a formulação da lei federal que hoje estende a possibilidade de auxílio-aluguel em todo o país. A parlamentar defende que essa experiência regional demonstra responsabilidade governamental e visão social ao colocar o Maranhão como um grande exemplo de políticas públicas de proteção à mulher.

Embora a lei federal represente um avanço, sua eficaz implementação depende da atuação articulada entre Poder Judiciário, estados e municípios — especialmente nas regiões onde a rede de proteção às mulheres ainda é precária. Dados apontam que poucos municípios possuem casas-abrigo suficientes e que a dependência socioeconômica continua sendo um fator crítico que impede muitas mulheres de buscarem ajuda.

A experiência do Maranhão indica que políticas estaduais e municipais de assistência financeira direta podem funcionar como complemento eficaz às medidas federais, ampliando o impacto positivo nas vidas das mulheres que necessitam romper com ciclos de violência.

Prefeitura de Ribamar capacita rede de proteção às mulheres vítimas de violência

A Prefeitura de São José de Ribamar, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda, da Secretaria Adjunta de Assistência Social e Segurança Alimentar e da Superintendência de Proteção Social Especial, realizou nesta segunda-feira (14), no auditório do IFMA, uma capacitação com o tema “Estratégias para a Proteção às Mulheres Vítimas de Violência”.

O encontro teve como objetivo fortalecer os conhecimentos dos profissionais, integrar os serviços e alinhar práticas que contribuam para um atendimento mais eficaz, humanizado e articulado às mulheres em situação de violência no município.

A capacitação reuniu representantes do poder executivo, judiciário, legislativo, além de profissionais da saúde, assistência social, segurança pública e sociedade civil. Durante o evento, foram discutidos o fluxo de atendimento às vítimas e o papel de cada instituição na rede de proteção, incluindo a Defensoria Pública, o Ministério Público, a Delegacia Especializada e as Secretarias Municipais envolvidas.

A ação reflete o compromisso da gestão municipal em promover políticas públicas que garantam segurança, dignidade e acolhimento às mulheres ribamarenses, enfrentando a violência de forma integrada e eficiente.

Casa da Mulher Ribamarense agora conta com médica legista para exames de corpo de delito

A Casa da Mulher Ribamarense deu mais um passo importante no acolhimento e atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Agora, o espaço conta com os serviços da médica legista Dr. Thayna Soares, permitindo que as vítimas realizem exames de corpo de delito no próprio local, sem a necessidade de deslocamento até o Instituto Médico Legal (IML).

Além desse avanço, a Casa da Mulher Ribamarense já oferece atendimento psicológico e psiquiátrico, garantindo suporte emocional e mental para as vítimas que enfrentam momentos de extrema vulnerabilidade. A iniciativa reforça o compromisso do município em proporcionar um atendimento humanizado, ágil e acessível, centralizando diversos serviços em um só lugar.

O espaço é fundamental para garantir acolhimento, orientação e apoio às mulheres que sofrem violência, ajudando não apenas na formalização das denúncias, mas também na reconstrução da autonomia e dignidade dessas mulheres. Com a inclusão da médica legista, a Casa da Mulher Ribamarense se fortalece ainda mais como referência no combate à violência de gênero, garantindo que as vítimas tenham acesso rápido aos exames necessários para a responsabilização dos agressores.

Sancionada lei fruto de PL de Rodrigo Lago que protege mulheres vítimas de violência


Foi sancionada a Lei 12.508/2025, fruto de projeto de lei de autoria do deputado Rodrigo Lago (PCdoB), que estabelece avanço no combate à violência contra a mulher no Maranhão, garantindo que vítimas sejam notificadas sempre que seus agressores mudarem de regime ou obtiverem liberdade, inclusive por fuga.

Rodrigo Lago comemorou a sanção e destacou a relevância da medida. “Essa lei é um passo fundamental para proteger as mulheres e evitar novos casos de feminicídio. A vítima tem o direito de saber quando seu agressor está solto para que possa se proteger.”

O projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa e aguardava sanção desde fevereiro. A iniciativa recebeu amplo apoio da sociedade e de entidades que lutam pelos direitos das mulheres.

Deputada Daniella lança Projeto de Lei em defesa das mulheres maranhenses

Na manhã desta terça-feira (18), a deputada Daniella (PSB) anunciou um projeto de lei que promete fortalecer a luta contra a violência de gênero no Maranhão. Na sessão plenária, a parlamentar apresentou a o PL nº 123/2025, que exigirá das empresas de produtos alimentícios do estado a inclusão de um aviso nos rótulos de seus produtos com a mensagem: “Em caso de violência contra a mulher, denuncie! Ligue 180”.

A iniciativa busca, além de conscientizar a sociedade sobre a importância das denúncias, ampliar o alcance da informação de que o combate à violência contra a mulher é uma luta de todos. Para a deputada Daniella, o enfrentamento deste problema requer ações efetivas e integradas, que envolvam tanto o poder público quanto a iniciativa privada.

A medida foi recebida positivamente na Assembleia Legislativa, onde já conta com o apoio de uma ampla maioria de deputados e deputadas. “Este projeto reflete o comprometimento do Legislativo maranhense com a proteção e os direitos das mulheres. Tenho confiança de que será aprovado com celeridade”, afirmou a deputada.

Em seu pronunciamento, Daniella destacou a urgência de medidas que visem à erradicação da violência doméstica e prometeu continuar sua luta incansável por políticas públicas efetivas. “Cada rótulo carregará não apenas uma mensagem, mas a responsabilidade que todos temos de combater a violência de gênero. Não podemos agir como se esta luta fosse apenas das vítimas e suas famílias. É uma causa que exige o compromisso de cada um de nós, na certeza de que a ciência de uma realidade, muitas vezes silenciada, pode salvar vidas”, emocionou-se a deputada.

Daniella, reconhecida por sua trajetória em defesa dos direitos humanos, reforçou que projetos como este são fundamentais para promover mudanças culturais duradouras. “Que o Maranhão se torne exemplo, trazendo à tona uma pauta imprescindível em todos os setores da sociedade”, concluiu.

Com o compromisso renovado em prol das maranhenses, a deputada Daniella reafirma o seu papel como defensora dos direitos das mulheres, mirando um futuro onde a violência de gênero seja, definitivamente, coisa do passado.

Aprovado PL de Rodrigo Lago para proteção de mulheres vítimas de violência


Na sessão desta quarta-feira (26), a Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o Projeto de Lei nº 114/2025, de autoria do deputado estadual Rodrigo Lago (PCdoB), que garante maior proteção às mulheres vítimas de violência.

A matéria determina que o Estado deve notificá-las imediatamente sempre que houver qualquer mudança no status do agressor, como soltura, mudança de regime de pena ou fuga.

Para Rodrigo Lago, a aprovação do projeto representa um avanço significativo na defesa das mulheres maranhenses. “Quando sancionada, essa lei garantirá que nenhuma mulher seja pega de surpresa com a liberdade de seu agressor. O Estado tem o dever de protegê-las e dar acesso à informação para que possam se resguardar”, afirmou o deputado.

A medida também estabelece a comunicação imediata à Casa da Mulher Brasileira e ao Batalhão Maria da Penha, permitindo uma resposta rápida das autoridades em casos de risco.