A defesa da influenciadora digital Tainá Sousa divulgou, no fim de semana, uma nota de esclarecimento sobre sua prisão ocorrida na última sexta-feira (1º). A ex-rainha do Carnaval de São Luís foi detida sob a acusação de ter elaborado uma suposta lista de execução com nomes de autoridades e jornalistas.
Segundo a nota, a conversa que motivou a investigação não ocorreu com seu pai biológico — também alvo de mandado de busca e apreensão —, mas com um pai de santo, já que Tainá é praticante de religião de matriz africana. A defesa argumenta que o conteúdo do diálogo está sendo interpretado de forma criminalizante, representando um desrespeito ao Estado laico. “Se toda pessoa que mencionar trabalhos for tratada como criminosa, o que está em curso é a criminalização da fé”, afirma o comunicado.
Tainá está custodiada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, zona rural de São Luís. Ela é investigada por supostamente liderar um grupo criminoso responsável por promover jogos de azar nas redes sociais — prática ilegal no Maranhão. Antes da prisão, a Justiça determinou a apreensão de bens de influenciadores ligados ao caso e bloqueou cerca de R$ 11 milhões.
No fim de semana, a defesa também tentou, sem sucesso, reverter a prisão preventiva da influenciadora junto ao Judiciário.

NOTA DE SOLIDARIEDADE
Depois da Operação Dinheiro Sujo, deflagrado pela Polícia Civil do Maranhão, no início desta semana, a influenciadora Tainá Sousa foi presa preventivamente, nesta sexta-feira (01).
Uma investigação mira um grupo criminoso que divulgava o jogo de azar conhecido como Tigrinho. A operação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) deflagrada na manhã desta quarta-feira (30), em São Luís. Seis influenciadores digitais são os alvos desta ação policial que teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), demitiu nesta quarta-feira, 12, a capitã da Polícia Militar Marcela Soares Mouzinho Uhlmann após acórdão do Tribunal de Justiça do Maranhão a declarar indigna do cargo e incapaz de permanecer na corporação após denúncia de envolvimento com a divulgação de jogos de azar como o famigerado “Jogo do Tigrinho”.


