São Luís entre as capitais onde valor dos imóveis mais aumentaram


De acordo com os dados da FipeZAP, divulgados nesta terça-feira (06), comprar um imóvel ficou em média mais caro 6,52%. A alta é uma das maiores dos últimos dez anos, ficando atrás apenas de 2024, quando o aumento foi de 7,73%.

A capital maranhense está entre as capitais que tiveram reajuste ainda maiores que a média nacional. São Luís teve um aumento de 13,91%, ficando atrás apenas de Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%) e Vitória (15,13%).

As menores altas entre as capitais foram registradas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%), todas ficando abaixo da média nacional.

Já entre todas as cidades brasileiras, não apenas as capitais, novamente Balneário Camboriú (SC) é o município mais caro do Brasil para a compra de um imóvel residencial. Segundo o levantamento, o metro quadrado em Balneário Camboriú teve preço médio de venda de R$ 14.906 em dezembro de 2025.

Ministério das Cidades seleciona propostas para a construção de 4 mil novas moradias no MA

O Ministério das Cidades publicou seleção de propostas do programa Minha Casa, Minha Vida, por meio de recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social – MCMV-Urbano Sub50 (FNHIS) –, para subsídio na construção de 4.065 novas moradias em 178 municípios do Maranhão.

Em todo o território nacional o número de moradias chega a aproximadamente 60 mil, em 2.700 cidades.

Os municípios selecionados precisam, primeiramente, cadastrar suas propostas até 12 de setembro deste ano, na plataforma TransfereGov (programa 5600020250030) para que haja a efetivação e garantia de recursos.

Todas as propostas habilitadas e selecionadas terão até 10 de março de 2026 para reunir a documentação necessária para a contratação (termos de compromisso na Caixa Econômica Federal).

A lista dos municípios selecionados está disponível na página do Novo PAC.

De acordo com as regras estabelecidas pela Portaria MCID nº 892, publicada na edição extra do Diário Oficial da União (DOU), essa seleção vai permitir a contratação de 30 mil unidades habitacionais. O repasse de recursos da União para produção ou aquisição de novas residências limita-se a R$ 140 mil por unidade.

O deputado federal Juscelino Filho (União), comemorou a seleção de propostas para o Maranhão.

Audiência pública debate lei que institui autogestão na produção de moradia popular em São Luís

A gestão popular dos empreendimentos habitacionais foi o tema da audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (4), na Câmara Municipal de São Luís, a pedido vereadora Creuzamar de Pinho (PT), autora de um Projeto de Lei que institui no âmbito da capital maranhense diretrizes para a produção de moradia por autogestão.

O evento, ocorrido no Plenário Simão Estácio da Silveira, também debateu junto a movimentos sociais, órgãos públicos, autoridades locais e demais interessados, casos que transgridem a efetivação do direito à moradia.

Entrada para outros direitos

Ao abrir a audiência, Creuzamar de Pinho enfatizou a relevância do encontro, pontuando que o ato visava possibilitar um debate democrático e propositivo acerca do direito à moradia na cidade, bem como sobre as iniciativas e políticas públicas voltadas para a efetividade desse direito humano e fundamental.

“A moradia é a porta de entrada para todos os direitos, contudo, essa realidade não é presente e disponível à maioria da população, sobretudo às famílias chefiadas por mulheres, em sua maioria, mulheres negras”, frisou.

Na ocasião, o coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia – MNLM, José Francisco Diniz, parabenizou a vereadora pela iniciativa de apresentar uma proposta que trata sobre autoconstrução e a gestão coletiva dos recursos públicos para moradia popular.

“As grandes construtoras pensam somente no lucro. Não querem saber se o tamanho dos quartos e da sala é adequado. Por isso, entendemos que, quando se constrói por autogestão, com o controle coletivo dos recursos, os resultados para as famílias são muito melhores”, afirmou.