André Campos deixa a Câmara de São Luís e assume cargo no Governo MA


O vereador de São Luís, André Campos (MDB), com menos de um ano de mandato, decidiu aceitar o convite feito pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), e assumirá cargo no Executivo.

André Campos sairá de licença do parlamento municipal para assumir o comando da Agência Executiva Metropolitana (AGEM), órgão considerado estratégico para o planejamento integrado da Grande Ilha.

Com a saída de André de Campos da Câmara de São Luís, o suplente Anderson Borges é quem assumirá a vaga deixada pelo vereador.

Vereadores retornam aos trabalhos após recesso parlamentar


Após o período de recesso legislativo iniciado no dia 17 de julho, os vereadores retomaram oficialmente os trabalhos nesta segunda-feira (5). As atividades incluem sessões ordinárias, reuniões de comissões e atendimento à população.

A reabertura dos trabalhos teve a presença do Secretário Chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira e do Presidente da Fecomércio, Maurício Feijó.

Durante o período do recesso legislativo, os vereadores Raimundo Penha (PDT), Cleber Verde Filho (MSB), Dr. Joel (PSD), Professora Magnólia (União Brasil), Rosana da Saúde (Republicanos) e Coletivo Nós (PT), asseguraram o andamento de matérias urgentes e o cumprimento de funções essenciais do Legislativo Municipal.

As sessões retornam na terça-feira (5), com foco em novas pautas e no avanço de projetos em tramitação, para contribuir com toda a população ludovicense.

Câmara de São Luís dá posse a novos servidores concursados

A Câmara Municipal de São Luís realizou, nesta semana, a solenidade de posse de 11 novos servidores efetivos, aprovados no concurso público realizado em 2018. A cerimônia, conduzida no plenário Simão Estácio da Silveira, marcou o encerramento oficial do chamamento público dos concursados e simbolizou a conclusão de uma etapa histórica para a instituição.

Durante a solenidade, o presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSB), destacou a importância do momento tanto para os novos servidores quanto para a trajetória administrativa da Câmara. “Hoje encerramos o chamamento público dos concursados, finalizando uma etapa de sucesso de um concurso feito em 2018 e concluído com êxito nesta fase. A próxima etapa é o trabalho legislativo que vocês agora passam a integrar, nesta casa centenária”, declarou.

Em seu discurso, o presidente parabenizou os novos servidores e desejou sucesso na nova jornada. “Vocês agora fazem parte da engrenagem que movimenta a democracia no âmbito municipal. Desejo sorte, sabedoria e comprometimento a todos. O serviço público exige responsabilidade e zelo com o interesse coletivo”, ressaltou.

A cerimônia contou com a presença de representantes da Mesa Diretora, servidores da Casa, familiares dos empossados e convidados. Os novos servidores ocuparão cargos efetivos nas áreas administrativas e legislativas, reforçando o quadro funcional da Câmara com profissionais aprovados por mérito, após concurso de ampla concorrência.

O concurso público, lançado em 2018, foi o primeiro da história da Câmara Municipal de São Luís e representou um marco de modernização e valorização do serviço público na capital maranhense. Ao longo dos últimos anos, os aprovados foram sendo convocados gradualmente, conforme a necessidade da Casa e a disponibilidade orçamentária.

Com a posse dos 11 novos servidores, a Câmara conclui oficialmente o processo de provimento dos cargos previstos no edital, reafirmando o compromisso com a transparência, e a valorização do mérito no serviço público.

 

Vereadores cobram transparência na tramitação da Lei de Zoneamento

A discussão sobre a Lei de Zoneamento voltou à pauta da Câmara Municipal nesta quarta-feira (14), com parlamentares cobrando ações mais concretas do Executivo Municipal para destravar o processo de atualização da legislação que rege o uso e a ocupação do solo na cidade. A proposta, que deveria ter sido encaminhada à Casa após a aprovação do Plano Diretor, ainda não chegou ao Legislativo.

O vereador Astro de Ogum (PCdoB) subiu à tribuna para fazer um apelo direto à Mesa Diretora. Ele pediu providências em relação à tramitação do Plano Diretor aprovado pela Câmara e que, segundo ele, ainda não teve retorno efetivo.

“Essa situação não pode se perpetuar. Alguém tem que fazer alguma coisa. Os investimentos e as grandes empresas estão esbarrando justamente na falta de definição sobre o zoneamento”, disse o parlamentar. Astro ainda propôs a realização de um painel para discutir amplamente o tema com a sociedade.

A vereadora Concita Pinto (PCdoB) reforçou que a preocupação com a Lei de Zoneamento é compartilhada por todos os parlamentares. Ela informou que, segundo interlocutores no Conselho da Cidade, uma nova reunião para tratar do tema está marcada para o dia 3 de junho. Astro, por sua vez, sugeriu que a reunião ocorra na própria sede da Câmara, para garantir maior participação e acompanhamento dos vereadores.

O co-vereador Jhonatan Soares (Coletivo Nós/PT) esclareceu os motivos que levaram à suspensão temporária da análise da lei. Segundo ele, o Conselho da Cidade, responsável pela discussão técnica da proposta, precisou interromper os trabalhos após recomendação do Ministério Público, que apontou defasagem nos estudos técnicos utilizados. A partir disso, o Conselho concentrou esforços na organização da Conferência Municipal da Cidade, que acontece esta semana na UFMA.

“Estamos atentos, sim, mas também precisamos garantir que a proposta que chegue até nós esteja à altura da complexidade que ela exige. A Lei de Zoneamento é mais robusta do que o Plano Diretor. Precisamos pressionar o Executivo para garantir as condições técnicas necessárias ao Conselho”, ressaltou Jhonatan.

O vereador Beto Castro (Avante) também cobrou celeridade e apontou que o próprio Judiciário tem se debruçado sobre trechos da legislação atual, gerando entraves. “A cidade clama por uma resposta. Precisamos agir com urgência e responsabilidade”, afirmou.

Câmara anuncia comissões permanentes para 2025

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), anunciou a formação das comissões permanentes da Casa para o exercício de 2025. A definição dos membros dá continuidade aos trabalhos técnicos e legislativos da Câmara, permitindo o andamento regular dos projetos e matérias em tramitação.

O presidente também informou que entrará na pauta da sessão desta terça-feira (29) o projeto de resolução que institui a Comissão Especial de Atualização do Regimento Interno da Câmara e fixa sua composição, estabelecendo prazo de 90 dias para a conclusão dos trabalhos. A comissão deverá ser formada pelos vereadores Concita Pinto (PSB), Clara Gomes (PSD), Coletivo Nós (PT), Marquinhos (União Brasil) e Thiago Freitas (PRD), com o vereador Raimundo Penha (PDT) como suplente.

Comissão de Constituição, Justiça, Legislação, Administração, Assuntos Municipais e Redação Final:
Astro de Ogum (PCdoB) – presidente, Andrey Monteiro (PV), Marcelo Poeta (PSB), Raimundo Júnior (Podemos), Rosana da Saúde (Republicanos) e Beto Castro (Avante).

Comissão de Saúde:
Edson Gaguinho (PP) – presidente, Fábio Filho (Podemos), Octávio Soeiro (PSB), Rosana da Saúde (Republicanos) e André Campos (PP).
Obs.: Há vacância da vaga anteriormente ocupada pelo vereador Dr. Joel (PSD), que solicitou afastamento por questões de saúde.

Comissão de Mobilidade Urbana, Regularização Fundiária e Ocupação do Solo:
Wendell Martins (Podemos), Cléber Filho (MDB), Edson Gaguinho (PP), Marlon Botão (PSB), Aldir Júnior (PL) e Raimundo Penha (PDT) como suplente.

A presidência será definida posteriormente.

Comissão de Assuntos Portuários e Meio Ambiente:
Wendell Martins (Podemos) – presidente, Coletivo Unidos, Professora Magnólia (União Brasil), Daniel Oliveira (PSD), Marcelo Poeta (PSB) e Fábio Filho (Podemos).

Comissão de Orçamento, Finanças, Planejamento e Patrimônio Municipal:
Octávio Soeiro (PSB) – presidente, Thyago Freitas (PRD), André Campos (PP), Daniel Oliveira (PSD), Marquinhos (União Brasil) e Wendell Martins (Podemos).

Comissão de Educação, Cultura, Desporto e Lazer:
Professora Magnólia (União Brasil), Coletivo Nós (PT), Coletivo Unidos (PRD), Cléber Filho (MDB), Clara Gomes (PSD) e Raimundo Júnior (Podemos).
A presidência será definida em votação interna.

Comissão de Assistência Social, Direitos Humanos, Mulher, Criança, Adolescente, Juventude e Idoso:
Coletivo Nós (PT) – presidente, Clara Gomes (PSD), Raimundo Penha (PDT), Thay Evangelista (União Brasil), Raimundo Júnior (Podemos) e Marcos Castro (PSD).[

Comissão de Assuntos Metropolitanos:
Raimundo Júnior (Podemos) – presidente, Coletivo Unidos (PRD), Rommeo Amin (PRD), Concita Pinto (PSB), Douglas Pinto (PSD), Marcos Castro (PSD) e Raimundo Penha (PDT).

Comissão de Economia, Trabalho, Indústria, Comércio, Turismo, Agricultura e Pecuária:
Antônio Garcez (PP), Daniel Oliveira (PSD), Edson Gaguinho (PP), Fábio Filho (Podemos), Marcos Castro (PSD) e Raimundo Júnior (Podemos). A presidência ainda será definida.

Além dessas, quatro comissões seguem com vagas abertas: Comissão de Ética e Decoro Parlamentar; Comissão de Legislação Participativa e Comunicação; Comissão de Segurança Pública; e Comissão de Defesa do Consumidor, Usuário e Contribuinte. Até o momento, integram a última comissão os vereadores Marcos Castro (PSD) e Andrey Monteiro (PV).

O presidente Paulo Victor solicitou que os gabinetes parlamentares encaminhem indicações para as comissões vagas até o final desta semana. “É importante garantir o pleno funcionamento das comissões para que os trabalhos da Casa avancem com celeridade e responsabilidade”, destacou.

Braide vai ao TJ contra lei que aumentou seu salário; veja petição


O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), protocolou nesta quinta-feira, 3, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) contra lei municipal promulgada, também hoje, pela Câmara de Vereadores, que aumenta seu salário de R$ 25 mil para R$ 38 mil.

O reajuste foi concedido em fevereiro, quando a Câmara Municipal derrubou veto do gestor a um projeto com o benefício, que havia sido aprovado no fim de 2024.

Após a derrubada do veto, o presidente do Legislativo da capital, vereador Paulo Victor (PSB) destacou que a decisão da Câmara não teve como objetivo aumentar a remuneração do prefeito, mas garantir, com isso, a manutenção de salários de auditores e controladores do Município no patamar atual.

Na petição encaminhada ao TJ – onde será inicialmente analisada pelo desembargador Jamil Gedeon -, Braide destaca que o reajuste o coloca como o segundo prefeito mais bem pago do país.

“A manutenção do valor estabelecido pela norma impugnada, após a derrubada do veto do Chefe do Executivo, resultaria no segundo maior subsídio entre os prefeitos das capitais brasileiras, ficando atrás, por R$ 39,00 (trinta e nove reais) apenas do subsídio do Prefeito de São Paulo. Vejamos o cenário atual”, diz a ação, completando que “tal remuneração seria, inclusive, superior à do Governador do Estado do Maranhão, atualmente fixada em R$ 33.006,39 (trinta e três mil, seis reais e trinta e nove centavos)”.

“Além de desconsiderar a realidade socioeconômica local de forma desproporcional e inadequada, a norma impugnada está eivada de vício de inconstitucionalidades formal e material, insanáveis”, acrescenta o prefeito.

Inconstitucionalidades

Para Braide, o processo que levou à derrubada do seu veto ao reajuste deixou de observar “formalidades do processo legislativo regular”, porque a proposição foi aprovada
como uma “Emenda à Lei Municipal no 7.701/2024, que altera a Lei Municipal no 5.707,
de 7 de janeiro de 2013, e dá outras providências”.

“No entanto, esse tipo de proposição – uma emenda a uma lei – não possui amparo no processo legislativo, carecendo de fundamento jurídico válido”, alega o prefeito, que explica:

“De acordo com a técnica legislativa aplicável ao processo legislativo em todas as esferas, a emenda é uma proposição acessória destinada a modificar o conteúdo de um projeto de lei. Em outras palavras, trata-se de um instrumento que visa alterar o texto originalmente proposto enquanto ainda está em fase de deliberação, ou seja, antes de sua aprovação e subsequente publicação, momento em que adquire vigência como lei. Dessa forma, inexiste previsão normativa, seja de natureza legal ou regimental, que autorize a modificação do texto de uma lei já incorporada ao ordenamento jurídico por meio de emenda, como ocorre no caso da Lei Municipal
5.707/2013″.

“Assim, a emenda, enquanto proposição acessória vinculada a um projeto principal em tramitação na Casa Legislativa, tem por finalidade modificar seu conteúdo, seja acrescentando, suprimindo, alterando ou substituindo dispositivos do texto em debate. No entanto, uma vez sancionado (ou promulgado) e publicado, o projeto transforma-se em lei, incorporando-se ao ordenamento jurídico com plena eficácia e exigibilidade. Nesse estágio, não cabe mais alteração por meio de emenda, pois o processo legislativo se encerra com a publicação da norma, exigindo-se, para qualquer modificação posterior, a observância do devido processo legislativo próprio para a edição de nova lei”, diz o texto da ação.

Braide argumenta, ainda, que a Emenda Constitucional no 95/2016 introduziu um requisito adicional para a validade formal de leis que criem despesas ou concedam benefícios fiscais, ao acrescentar o art. 113 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT): a necessidade de estimativa do seu impacto orçamentário para proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita.

“Cumpre destacar que o Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que o procedimento previsto no art. 113 do ADCT constitui uma obrigação de observância ampla e de caráter geral, servindo como parâmetro de controle para todos os entes da Federação. Assim, qualquer norma que crie despesas ou conceda benefícios fiscais deve estar em conformidade com esse dispositivo constitucional”, acrescenta o gestor municipal, ao apontar que a emenda aprovada não foi precedida de um estudo do tipo.

“Dessa forma, considerando que a lei impugnada nesta ação deriva de proposição legislativa omissa na apresentação da necessária estimativa do impacto financeiro e orçamentário, é de rigor o reconhecimento de sua flagrante inconstitucionalidade formal por violação ao art. 113 do ADCT da Constituição de República”.

Desproporcional

Braide aponta, ainda, desproporcionalidade do reajuste. Segundo levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Administração (Semad) e apresentado por ele na Adin, o impacto financeiro anual decorrente do aumento seria de R$ 28,8 milhões, uma vez que “desencadeia inevitavelmente um efeito cascata sobre o teto remuneratório aplicado a diversas categorias de servidores, ampliando expressivamente as despesas obrigatórias com pessoal”.

“Tal consequência compromete a sustentabilidade fiscal do Município, criando riscos significativos ao equilíbrio orçamentário e à prestação regular e contínua de serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas sociais mais sensíveis, como saúde, educação e infraestrutura urbana”, ressalta o prefeito.

O relator do caso, agora, deve pedir um posicionamento da Câmara Municipal, o que deve ocorrer em até cinco dias úteis, antes de conceder ou negar a liminar pela revogação da lei. Depois disso, a decisão necessariamente precisa ser apreciada pelo Órgão Especial do TJMA.

Em petição ao TJ, Braide diz não ter interesse em conciliação com a Câmara


O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), manifestou desinteresse em participar da audiência de conciliação marcada pelo desembargador Marcelo Carvalho, do Tribunal de Justiça do Maranhão, referente à redução do percentual de créditos suplementares na Lei Orçamentária de 2025.

A informação é da coluna Estado Maior.

A audiência foi marcada depois de o prefeito recorrer à Justiça contra decisão da Câmara Municipal de aprovar emenda que reduz de 25% para 5% o limite dos recursos que o Executivo pode remanejar sem precisar de autorização legislativa.

Na última terça-feira (25), Carvalho determinou a realização de uma audiência de conciliação, ressaltando a necessidade de diálogo entre os poderes em benefício da população.

No entanto, Braide respondeu que não tem “interesse na audiência”, reforçando que aguarda uma decisão judicial sobre seu pedido de cautelar para invalidar a emenda da Câmara.

Braide aciona Justiça após redução de créditos suplementares no Orçamento

Conforme prometido pelo próprio prefeito Eduardo Braide, a Prefeitura de São Luís ingressou com ação no Poder Judiciário contra a decisão da Câmara de Vereadores que, durante votação do Orçamento 2025, decidiram reduzir de 25% para 5% o limite de abertura de créditos adicionais suplementares pelo prefeito da capital maranhense.

Braide ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade, pedindo, em liminar, que seja declarado inconstitucional a decisão da maioria dos vereadores de São Luís.

“É fato público e notório que o Poder Executivo Municipal se programou, como nos exercícios anteriores, para a previsão de possibilidade de orçamento suplementar de até 25% do total da despesa fixada na LOA. Contudo, atualmente se vê compelido, por ato arbitrário e abusivo do Poder Legislativo a fazer uso de tão somente 5% do total da despesa fixada na LOA, o que ocasionará imediata e irremediavelmente, severos e irreversíveis prejuízos à gestão do município, prejudicando a execução de serviços essenciais e o cumprimento de obrigações por parte dos órgãos municipais”, destacou em trecho da ADI.

O relator da ação no Tribunal de Justiça do Maranhão é o desembargador Marcelo de Carvalho Silva.

Vereador propõe regulamentar cobranças de couvert artístico em bares

O vereador Antônio Garcez (PP) apresentou, na Câmara Municipal de São Luís, Projeto de Lei que disciplina o serviço de couvert artístico em estabelecimentos da capital. A proposta pretende garantir maior transparência nestas cobranças relacionadas às apresentações musicais, ao vivo ou eletrônicas. A medida se destina a bares, restaurantes, lanchonetes e outros locais afins.

De acordo com o projeto, os estabelecimentos deverão afixar informativos visíveis, com detalhes sobre os valores do couvert artístico e dos ingressos cobrados pelos serviços, além de esclarecer como o valor é repassado aos artistas. Caso o valor não seja integralmente destinado ao músico ou grupo, o informativo também deve detalhar o percentual que ficará com o estabelecimento.

Antônio Garcez explicou a importância da medida, defendendo que o foco é assegurar mais clareza para o consumidor e também, valorizar os artistas locais. “Muitas vezes, o cliente não tem ciência do valor real que está sendo cobrado e nem do quanto chega efetivamente ao artista. Com essa medida, buscamos criar um ambiente mais transparente, onde tanto o público, quanto os músicos, sejam respeitados”, justificou.

Garcez ressaltou que a cobrança de couvert artístico, que envolva apresentações culturais e artísticas ao vivo, é uma prática comum na cidade, mas, falta regulamentação para garantir que as informações estejam acessíveis ao público. “Com esta proposta, vamos beneficiar consumidores e artistas, pois todos terão um entendimento mais claro sobre como as cobranças funcionam. Os músicos, que muitas vezes não sabem a quantia exata que será repassada, terão mais segurança e reconhecimento em seu trabalho”, concluiu.

O projeto foi encaminhado às Comissões de Justiça e de Cultura para análise. Se aprovado, deverá impactar diretamente a dinâmica dos estabelecimentos que realizam apresentações musicais, trazendo mais transparência e justiça, na relação entre artistas, consumidores e comerciantes.

Braide sanciona Orçamento com limite de remanejamento após derrota na Câmara

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), não teve para onde correr. Nesta segunda-feira, 10, ele decidiu sancionar o Orçamento 2025 da capital maranhense.

A peça estima receitas, e fixa despesas, da ordem de R$ 5,49 bilhões.

Mas limita o poder do gestor sobre o remanejamento entre rubricas: após votação na Câmara, ele só terá direito, agora, a abrir créditos adicionais suplementares até o limite de 5% do total da despesa fixada na Lei Orçamentária.

Se quiser ultrapassar o valor, precisará pedir autorização aos vereadores.

Na semana passada Braide disse que acionaria a Justiça contra a medida. Mas ainda não deu entrada no processo.

Fonte: Gilberto Léda